CRÍTICA – Monster Hunter (2021, Paul W.S. Anderson)

    Monster Hunter é uma adaptação do game homônimo da Capcom e conta com Milla Jovovich (Resident Evil: O Hóspede Maldito) e a brasileira Nanda Costa no elenco. A direção é de Paul W.S. Anderson (Mortal Kombat: O Filme).

    SINOPSE

    Um grupo de soldados está em uma missão no deserto fazendo uma ronda tranquila. Entretanto, eles acabam sendo jogados para um novo lugar onde monstros gigantes dominam o terreno, será que eles conseguirão sobreviver?

    ANÁLISE

    Monster Hunter é mais uma das adaptações de games que infelizmente chega para dar muita raiva aos fãs. Paul W.S. Anderson já estragou a franquia Resident Evil com ideias esquisitas e total descaso com os personagens.

    Em Monster Hunter isso parece se repetir, uma vez que os protagonistas do jogo não são os que levam o filme adiante. Embora saibamos que em adaptações ser fiel demais pode ser ruim, em alguns pontos mudar demais é como mexer em um vespeiro.

    PAUL W.S. ANDERSON – THE HUNTER OF FRANCHISES

    Monster Hunter

    Não sabemos o que é pior no filme, visto que roteiro e direção, ambas feitas por Anderson, são confusas e mal trabalhadas. O texto é muito raso, quase inexistente, pois por mais que seja simples, se torna uma salada de frutas quando chega próximo ao terceiro ato. Quem não conhece os jogos vai ficar bastante perdido assistindo o longa. 

    Já a direção é uma questão à parte. Paul W.S. Anderson tenta usar todos os seus recursos disponíveis, criando uma grande bagunça visual. O diretor usa grua, cortes rápidos em cenas de ação completamente picotadas, closes, câmera lenta, câmera acelerada, tudo ao mesmo tempo em diversas cenas. Tudo fica épico e não conseguimos acompanhar normalmente seus conceitos.

    Além disso, o figurino e maquiagem são no mínimo engraçados, principalmente o de Ron Pearlman (Hellboy), uma vez que a sua maquiagem é bizarra. 

    Por fim, mas não menos importante, temos o CGI que é bem ruim. Em diversos momentos fica bem visível o uso de computação gráfica, visto que os monstros ficam bem artificiais. No entanto, há de se elogiar a criatura final que tem uma excelente textura e ficou muito bem feita.

    Outro ponto positivo é a dinâmica de Tony Jaa e Milla Jovovich que conseguem ser muito naturais e parecem se divertir fazendo suas cenas. Os dois atores são o ponto mais alto de Monster Hunter, entregando boas atuações e uma excelente química.

    VEREDITO

    Monster Hunter é uma colcha de retalhos de um diretor controverso que busca tornar todos os seus filmes épicos.

    Ao tentar mostrar serviço, Paul W.S. Anderson mostra que precisa pisar menos no acelerador e ter uma reciclagem para entregar filmes melhores.

    O longa tem potencial de franquia, visto que pelas pontas soltas, há sim o desejo. Contudo, se quiserem melhorar, está na hora de buscar um diretor mais preparado para isso.

    Nossa nota

    1,7 / 5,0

    Confira o trailer do longa:

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