CRÍTICA – O Último Destino (2021, Alexander Arnby)

    O Último Desejo (Exit Plan) é um thriller norueguês estrelado por Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) e que está disponível para compra e aluguel nas plataformas Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes, Apple TV, Google Play e YouTube.

    O longa dirigido por Jonas Alexander Arnby e roteirizado por Rasmus Birch conta a história de um homem que busca alternativas para finalizar a sua própria vida.

    SINOPSE

    Max (Nikolaj Coster-Waldau) é um analista de seguros de vida com um tumor cerebral e se encontra no meio de um mistério ao receber a notícia da morte de um cliente. A sua busca o leva ao hotel clandestino Aurora, uma instalação secreta especializada em fantasias elaboradas de suicídio assistido.

    A investigação resulta em uma perturbadora verdade que fará Max questionar até onde os hóspedes do hotel possuem vontade própria sobre as suas escolhas, a sua própria percepção de realidade e a natureza da vida e da morte.

    ANÁLISE

    O Último Desejo possui uma trama ancorada em questionamentos. Durante toda a história, acompanhamos a viagem de Max para um hotel estranho após descobrir estar com um tumor em fase terminal. Esse fato nunca é revelado totalmente para sua companheira, Laerke (Tuva Novotny), como forma de poupá-la da dor. Entretanto, o que fica por ser dito atormenta Max todos os dias.

    Nem todo o carisma e talento de Nikolaj consegue manter a nossa atenção na história de O Último Desejo. Preso entre a ficção e o drama, o longa de Jonas Alexander Arnby parece não querer se entregar por completo a nenhum dos dois gêneros. Mesmo as angústias de Max sendo claras, a escalada de acontecimentos é tão confusa e desproporcional que nada faz sentido nos segundo e terceiro atos da trama.

    Toda a ideia de um hotel para suicidas poderia ser melhor explorada não fosse a âncora de Laerke, que fica puxando o espectador para fora daquela realidade o tempo todo. Não conseguimos ficar imersos na realidade do lugar, tampouco aproveitar a dualidade entre os prazeres vividos por aquelas pessoas em seus últimos momentos de vida.

    CRÍTICA - O Último Destino (2021, Alexander Arnby)

    Um ponto positivo é certamente a beleza da paisagem em que o hotel macabro está inserido. Tanto o quarto onde Max fica hospedado, com janelas enormes que captam a beleza das montanhas, quanto a ambientação do hotel: tudo trabalha para tornar aqueles últimos momentos na terra algo “especial”. Até o ópio é liberado para os estranhos turistas.

    Porém, o roteiro de Rasmus Birch não ajuda. Os diálogos são fracos, com filosofias batidas e que em nada conseguem emocionar o espectador. O certo era ficarmos abalados pelo contexto da situação, mas a verdade é que não há nada que crie uma conexão entre o espectador e o destino fatídico de Max.

    O terceiro ato é certamente o ponto mais fraco do longa. Além de Arnby tentar acelerar o ritmo da produção durante o grande desfecho, a cena final propositalmente confusa acaba fazendo mais mal do que bem para a produção.

    VEREDITO

    Perdido no próprio conceito, O Último Desejo tem uma ótima ideia em mãos, mas não consegue executá-la de forma coerente e interessante.

    Nossa nota

    2,5/5,0

    Assista ao trailer:

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