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CRÍTICA | Rebecca – A Mulher Inesquecível (2020, Ben Wheatley)

CRÍTICA – Rebecca - A Mulher Inesquecível (2020, Ben Wheatley)

Rebecca – A Mulher Inesquecível é o novo lançamento de outubro da Netflix. O longa é baseado no clássico romance de 1938 escrito por Daphne du Maurier, que já havia sido adaptado para as telonas em 1940 por Alfred Hitchcock.

SINOPSE

Após se mudar para a mansão do marido, uma jovem recém-casada é assombrada pela presença da falecida mulher dele e por uma governanta assustadora.

ANÁLISE

Rebecca – A Mulher Inesquecível chega com a difícil tarefa de ser uma adaptação à altura do longa de Hitchcock lançado em 1940 e ganhador do Oscar de Melhor Filme. Partindo do mesmo material base, o livro homônimo de Daphne Du Maurier, o filme dirigido por Ben Wheatley tem um começo bem similar ao de seu antecessor (uma narração da personagem principal sobre a casa em Manderley), mas parte para uma visão mais atualizada da trama.

Lily James interpreta a moça sem nome que narra a história principal. Durante uma viagem para a Europa, servindo como Dama de Companhia para a senhora Van Hopper (Ann Dowd), a jovem conhece Maxim de Winter (Armie Hammer), um homem rico e transtornado pela morte prematura de sua esposa Rebecca. O relacionamento dos dois se desenvolve a ponto de, em pouco tempo, eles se casarem.

A trama possui um misto de suspense e drama, mas fica longe de deixar o espectador apreensivo com o desenrolar dos acontecimentos. Mesmo os roteiristas do projeto se empenhando para criarem uma trama com diversas reviravoltas, é difícil não se sentir, por vezes, entediado com o resultado final.

CRÍTICA – Rebecca - A Mulher Inesquecível (2020, Ben Wheatley)

A personagem de Lily James é extremamente frágil e vive constantemente amedrontada pelo fantasma da ex-esposa. Rebecca era, basicamente, uma deusa na Terra: todos a amavam. Andar nos sapatos de uma pessoa dessas é uma tarefa difícil, e Lily consegue demonstrar muito bem o seu sofrimento ao longo das 2 horas de duração.

Maxim, o personagem de Armie Hammer, é o clássico homem rico dos anos 1940: sisudo, calado e intempestivo. Mesmo com bastante tempo de tela, não conseguimos sentir toda a profundidade que o personagem poderia ter, o que faz com que não nos importemos verdadeiramente com o destino de Maxim. Hammer não possui nenhuma presença como ator e sua atuação não causa impacto.

As diversas subtramas criadas em Rebecca – A Mulher Inesquecível tornam o desenrolar um pouco arrastado e, por vezes, entediante. Toda a questão do suspense – que aqui deveria ser o principal atrativo da história – parece não surtir efeito, criando apenas uma sensação de picuinha entre Mrs. Danvers (Kristin Scott Thomas) e a jovem.

O que mais chama atenção no longa é a ambientação. Não só o design das roupas e os carros, mas também a casa em Manderley. O trabalho de construção desse visual é muito bem executado e a casa se torna, muitas vezes, um personagem vivo em meio aos dramas e situações do roteiro.

VEREDITO

CRÍTICA – Rebecca - A Mulher Inesquecível (2020, Ben Wheatley)

Rebecca – A Mulher Inesquecível não se sustenta como um grande suspense. As reviravoltas não causam surpresas, e a direção de Ben Wheatley não é nem comparável à de Hitchcock – que fez um trabalho excelente em sua adaptação do romance.

Com potencial para reinventar a história clássica e trazer algo novo e interessante para a adaptação, o longa falha em cativar a audiência e causar o impacto esperado.

Nossa nota

2,5 / 5,0

Assista ao trailer:

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