CRÍTICA – Tudo Bem (2020, Caio César)

    Rodado durante a pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19), o curta-metragem Tudo Bem, que foi oficialmente lançado no YouTube no dia 22, conta a história de Hugo, interpretado por Daniel Rangel e Dandara, vivida pela Heslaine Vieira, dois jovens que se conhecem antes do agravamento da crise do Covid-19.

    Separados por causa da quarentena, o rapaz imagina se irá ou não reencontrar a garota, ao mesmo tempo em que lida com as duras consequências da pandemia na sua própria casa.

    Escrito e dirigido por Caio César, o curta, que foi filmado seguindo os protocolos de segurança impostos pela prefeitura de Nilópolis, no Rio de Janeiro, tem diálogos e atuações leves – mas não confunda isso com algo raso, pois não é o caso aqui.

    Com personagens carismáticos, a produção – que já ultrapassou a marca de 149 mil visualizações – mostra momentos do cotidiano que se tornaram repetitivos e monótonos devido ao período de isolamento social.

    Além disso, Caio César aborda o fato de as pessoas não estarem sempre bem. Naturalizando isso e mostrando que não andar a todo o momento com um sorriso no rosto é algo normal. “As pessoas deviam ser proibidas de falar que está tudo bem“, diz Dandara em um dos diálogos mais marcantes do filme.

    Ademais, o roteiro não se furta de abordar as consequências da pandemia na vida das pessoas, desde as aulas online – motivo de estresse para muitos estudantes -, até a perda de um ente querido.

    Tudo Bem é sobre dois jovens que se apaixonam durante uma pandemia, no entanto não se prende apenas a isso, trazendo também reflexões sobre o nosso cotidiano nesse “novo normal”. Leve, divertido, fofo, emocionante e repleto de referências nerds, este curta deve ser conferido.

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    Assista ao curta-metragem Tudo Bem completo:

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