TBT #235 | Indiana Jones e a Última Cruzada (1989, Steven Spielberg)

    Aproveitando a estreia de Indiana Jones e o Chamado do Destino, achei que seria bacana trazer o que talvez seja o mais aclamado filme da franquia até então. O filme que fecha a trilogia inicial, Indiana Jones e a Última Cruzada, é o ápice da química entre George Lucas, Steven Spielberg e Harrison Ford. Lançado em 1989, Spielberg embala com cuidado o legado de Caçadores da Arca Perdida e Templo da Perdição, dando um encerramento muito adequado à uma das melhores triologias do cinema.

    SINOPSE

    O arqueólogo Indiana Jones (Harrisson Ford) tem acesso à um misterioso envelope que contém informações sobre a localização do lendário Santo Graal, o cálice que Jesus Cristo teria utilizado na Última Ceia.Quando seu pai, o professor Henry Jones (Sean Connery), é sequestrado pelos nazistas, o aventureiro irá embarcar numa missão perigosa para salvá-lo e impedir que a relíquia sagrada caia em mãos erradas.

    ANÁLISE

    As opiniões podem variar em relação ao gosto pela franquia ou pelo próprio ator. Mas é impossível negar o sucesso de algumas parcerias antológicas do cinema presentes neste longa. A primeira, Spielberg e George Lucas. A maestria do trabalho individual de ambos e a sintonia com que conseguiram executar seus trabalhos marcaram época. Não atoa os filmes do arqueólogo carismático são lembrados com tanto carinho até hoje.

    A segunda parceria de sucesso presente no longa é George Lucas e Harrison Ford. É difícil imaginar alguém tão adequado para os papéis de Henry Jones Jr. e Han Solo do que Harisson Ford. Creio que para George Lucas também seja, já que estes personagens parecem feitos para Ford.

    A terceira, também envolvendo George Lucas, é a magistral sintonia com John Williams. É possível que muitos não lembrem muito bem da história dos filmes, mas é simplesmente impossível não identificar as marcantes melodias que gravaram na história esta dupla.

    Com tanta sinergia, era difícil produzir um filme ruim, não é mesmo? Como se não fosse o bastante, Spielberg ainda conseguiu convencer Lucas a dividir o protagonismo de Indy com seu pai, Henry Jones. E o convocado para dar cara a este icônico personagem foi o eterno Sean Connery, tranquilamente o Santo Graal da obra. Não literalmente, mas pela extrema importância deste precioso elemento em toda a composição.

    VEREDITO

    Aventura, ação e humor equalizados por tantos mestres, só poderia ter um resultado excepcional. O sucesso foi tanto que transcendeu as telonas e a história foi também apresentada em video-game, tanto para DOS e Atari no próprio ano de lançamento do longa quanto em 1991 no action game com versões para NES e Atari.

    Inclusive, o game de 1989 é referência ainda hoje quando se trata de bons point and click – recomendo!

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Não sei ainda se o longa, com estreia no mesmo dia que este texto vai ao ar, teve tamanho sucesso – ainda mais por marcar a passagem de bastão de Spielberg para James Mangold – mas espero que colabore para manter viva a lenda de Indy e seu chicote.

    Confira o trailer do longa:

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