CRÍTICA – Brothers: A Tale of Two Sons (2013, 505 Games)

    Brothers: A Tale of Two Sons é um game desenvolvido pela Starbreeze Studios e publicado pela 505 Games em 2013. O game que foi originalmente lançado para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, ganhou um remaster para PlayStation 4 e Xbox One em 2015.

    Alguns dos detalhes mais marcantes do game vão desde sua narrativa envolvente e tocante, até como controlamos os personagens centrais.

    ENREDO

    Brothers: A Tale of Two Sons

    De uma forma bem íntima, controlamos dois irmãos em uma missão para salvar seu pai. Com lugares que nos remetem onde os contos dos Irmãos Grimm são ambientados, somos testemunhas de eventos que o nosso mundo conhece apenas por meio dos contos.

    O game que vai além do simples visual mostrado nas artes conceituais, ou até mesmo por meio de screenshots. Ao nos apresentar um game em um idioma desconhecido, sem legendas ou frases realmente faladas – o diretor, o libanês Josef Fares, revelou que o idioma que ambos os irmãos, assim como outros seres daquele mundo falam – tem como o intuito prender o jogador nas cutscenes a fim de causar uma maior imersão. Se você entende um pouco de inglês, ou francês, entenderá poucas palavras. Mas mesmo esse não sendo um ponto específico nesse texto, queremos deixar claro que mesmo sem um idioma específico, ou frases realmente faladas, sentimos empatia, vemos profundidade, e até mesmo sentimos o pesar dos personagens diante de alguns acontecimentos.

    JOGABILIDADE

    Brothers: A Tale of Two Sons

    Por meio das alavancas analógicas, controlamos ambos os irmãos. Isso mesmo, a alavanca esquerda controla o irmão mais velho e a direita, o irmão mais novo, individualmente. Os gatilhos superiores L2 e R2, ou LT e RT, tem as funções dos botões de ação, permitindo que cada irmão interaja com um dos elementos do mundo. Desde alavancas, até mesmo o ato de sentar nos bancos espalhados pelo enorme mapa procedural repleto de puzzles.

    A fim de garantir a nossa progressão, temos que solucionar puzzles utilizando as mais diversas aproximações dos irmãos diante do ambiente apresentado. Alternando entre um e outro, nos deparamos com as mais diversas adversidades, tal como um rio em que o irmão mais novo não consegue – ou tem trauma de nadar – ou até mesmo um casal de Trolls, e outros seres fantásticos.

    AMBIENTAÇÃO

    Brothers: A Tale of Two Sons

    Mesmo que alguns dos elementos de cenário ainda que simplistas se comparados aos gráficos da atual geração, Brothers: A Tale of Two Sons ainda se prova extremamente bonito. Com cenas e situações extremamente bem pensadas, assim como polidos, podemos ver aos poucos e por tempo suficiente de jogabilidade, as “cordas” se movendo pelo background do game. 

    INCÔMODO

    No meio do 2º Capítulo do game, talvez por um problema de desenvolvimento, ou um simples bug, temos um empecilho quando encaramos uma parede invisível e a falta de uma cutscene. Ao me deparar com o problema, pesquisei na internet e vi que outras pessoas tiveram o mesmo problema, sendo necessário jogar desde o início o capítulo a fim de progredir e passar desse bug.

    CONCLUSÃO

    Brothers: A Tale of Two Sons

    Sendo uma viagem íntima e dolorida se encararmos o mundo e o passado de nossos personagens centrais, nos surpreendemos e até mesmo derrubamos algumas lágrimas com a conclusão do arco de nossos heróis.

    Indo até onde um game de baixo orçamento não foi, de forma tão profunda e tocante, Brothers: A Tale of Two Sons nos faz sentir com o coração quentinho, ao libertarmos um ser fantástico de uma prisão e vermos sua gratidão, mas também nos deixa com o coração na mão com alguns dos elementos de roteiro e narrativa utilizados na história.

    Apesar de ser um game que está há algum tempo no cenário, se mostra incrível e uma linda surpresa para esse que vos escreve. Se tiver a oportunidade, não deixe-a passar e jogue Brothers: A Tale of Two Sons.

    Nossa nota

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