CRÍTICA – Kao The Kangaroo (2022, Tate Multimedia)

    Kao the Kangaroo é o quinto jogo da franquia produzida pelo estúdio polonês Tate Multimedia, e nos apresenta uma espécie de reboot na história do simpático canguru. Tendo sido lançado originalmente em 2000, para o Dreamcast e o Game Boy Advance, o game se mostrou como platformer 3D de sucesso, e ganhou continuações nos anos seguintes.

    A ilha Hopalloo é um lugar pacífico, e lar de Kao, que após um pesadelo, decidi partir na missão de encontrar seu pai e sua irmã Kaia.

    SINOPSE

    Um canguru lutador chamado Kao parte em uma jornada à procura de sua irmã, Kaia, e descobre o segredo e seu pai. Para completar sua missão, ele precisa lutar contra “mestre lutadores” que são influenciados por um poder sombrio para derrotar o poderoso Guerreiro Eterno que ameaça o equilíbrio do mundo.

    ANÁLISE

    Kao the Kangaroo

    Kao foi lançado originalmente como uma tentativa de fazer frente à games como Crash Bandicoot, Spyro, Banjo-Kazooie e Super Mario 64. Mas mesmo tendo sido bem recebido em seu lançamento e nos anos seguintes, a franquia se manteve fora por tempo demais da geração 256-bit, mas isso mudou quando Kao the Kangaroo foi anunciado para 2022. Ainda que tenha em seu cerne a ingenuidade dos games do começo dos anos 2000 – como o próprio Crash the Bandicoot -, ele se faz diferente ao nos transportar por um mundo criativo, divertido em 3D.

    A riqueza de detalhes do mundo e as habilidades de Kao fazem do game um lindo respiro para a franquia nos dias atuais e mostra que a história do jovem Canguru ainda pode ter uma longa vida não apenas no PlayStation 5, mas além.

    O cuidado da Tate Multimedia ao desenvolver Kao the Kangaroo pode ser notado em muitos detalhes, não apenas no visual, mas na riqueza presente na gameplay. Com cerca de 5 mundos, com em média 5 fases em cada um e 4 poderes elementais, Kao precisa reunir forças para enfrentar uma vindoura ameaça. Os desafios presentes ao fim de cada um dos mundos se mostram inventivos e derrotar os bosses se torna ainda mais fácil após dominar cada um dos elementos que envolvem as luvas mágicas.

    JOGABILIDADE

    Não apenas pelo remake das habilidades de Kao, a gameplay se mostra amigável e muito mais recompensadora, nos permitindo sentir um feedback mais positivo e mais rápido, desde os saltos mais corriqueiros, até mesmo plataformas que despecam do ar.

    Ainda que a progressão e as recompensas por completar todos os objetivos ao longo dos mundos não se provem tão recompensadoras, o que podemos fazer enquanto jogamos é lançar nossas habilidades ao extremo. Os colecionáveis podem estar espalhados por qualquer lugar do mapa, até mesmo locais inesperados – como dentro de objetos que parecem meramente parte do cenário -, esses colecionáveis vão desde vidas extras, até mesmo Partes de Coração – o que mostra que Kao ainda parece beber muito de games 3D dos anos 90 e 2000, como os The Legend of Zelda para o Nintendo 64.

    As distintas habilidades de Kao são usadas em cada um dos mundos de maneira muito bem delimitadas. E essas habilidades estão diretamente ligadas à sua progressão, que só será possível se dominadas com maestria. Ainda que se provem únicas, sua combinação e seu desempenho serão testados, bem como suas habilidades de observação, pois suas interações com essas habilidades podem se dar em qualquer momento, você só precisa estar de olho.

    GRÁFICOS

    Os gráficos de Kao the Kangaroo nos lançam diretamente à uma época em que os gráficos não eram a parte mais importante da jogatina, mas sim a qualidade da gameplay. Mas não entenda com essa frase que Kao the Kangaroo é feio, o game é colorido e lindamente detalhado. O cuidado dos designers pode ser notado em cada um dos cantos escondidos que poucas pessoas pensariam em explorar, mas também em cenários megalomaníacos como a Ilha Hopalloo e também com árvores e cristais gigantes como a Selva Faminta.

    As peculiaridades de cada uma das áreas tem a função de destacar as habilidades obtidas, bem como estabelecer cada um dos aspectos da gameplay a partir do que foi conquistado assim que chegamos àquele mundo em um primeiro momento.

    VEREDITO

    Ainda que a história de Kao the Kangaroo se mantenha tão simplista e irrisória como em um game dos anos 2000, a gameplay é bem mais divertida do que no passado e bem mais recompensadora. Por isso, se você acabar passando mais de 4 horas em frente a tela vendo um canguru socar animais antropomórficos e saltar por entre as plataformas, não estranhe, pois Kao the Kangaroo é tão divertido quanto os trailers nos fazem acreditar.

    Nossa nota

    4,0 / 5,0

    Kao the Kangaroo será lançado no dia 27 de maio para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S, Nintendo Switch e PC via Epic Game Store.

    Confira o trailer:

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