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CRÍTICA – Lost in Random (2021, Thunderful)

Lost in Random

Imagine um mundo regido pela aleatoriedade – ou pelo menos é o que a rainha com punho de ferro daquele universo quer que seus súditos acreditem – enquanto o destino dos habitantes de seus reinos é definido pelo simples jogar de um dado. Mas no passado, aquele mundo não era assim. Lost in Random é um game indie desenvolvido pela Zoink Games e pela Thunderful, publicado pela Electronic Arts. Ele está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X e PC.

Cada habitante do mundo possuía seu próprio dado, e suas ações eram decididas livremente, sem qualquer diferença de castas e dando a entender que a liberdade daquele mundo era muito mais frágil do que é no momento em que nos deparamos com a história de Odd e Even.

 

 

Mas no passado, aquele mundo não era assim. Cada habitante do mundo possuía seu próprio dado, e suas ações eram decididas livremente, sem qualquer diferença de castas e dando a entender que a liberdade daquele mundo era muito mais frágil do que é no momento em que nos deparamos com a história de Odd e Even.

SINOPSE

O reino de Random é dividido em seis regiões sombrias, governadas por uma rainha má, onde a vida é ditada por um dado preto amaldiçoado. Nessa história, uma menina desprovida numa maré de azar em uma missão sombria para salvar sua amada irmã. Com seu companheiro Dicey, um dado vivo pequeno e estranho, Even deverá aprender a aceitar o caos de Random, revelando uma história antiga com uma mensagem moderna.

ANÁLISE

Lost in Random

Random, é um mundo dividido por castas. Definidas completamente pelo lançar de dados da Rainha, que é tão punitiva, quanto severa em relação à aleatoriedade dos indivíduos que habitam Random. O mundo repleto de mistérios e detalhes ocultos saltam aos nossos olhos, assim como o mundo que rapidamente ganha mais cores a cada curva que a história toma.

Em uma missão para salvar sua irmã Odd, Even irá onde ninguém jamais esteve desde que a Rainha subiu ao poder. Com seu visual gótico, Lost in Random nos leva por caminhos obscuros, com uma história cativante e uma jogabilidade bem diferente.

Por meio de partidas, reinos, mapas e objetivos muito bem delimitados, viajaremos por reinos que parecem ter sido inspirados nas criações em stop motion góticas como Vincent (1982), O Flautista de Hamelin (1986) e O Estranho Mundo de Jack (1996).

Enquanto brilha por seu visual, o game inova nos elementos narrativos que são utilizados como elementos de batalha enquanto nos cruzamos o mundo bizarro e obscuro de Random. Em meio a toda a brinca de sorte ou azar, pode ser que a sua vez de jogar não seja tão engraçada.

COMBATE E AMBIENTAÇÃO

Enquanto progredimos e andamos por Random, encontramos e podemos comprar os mais diversos tipos de cartas que nos darão certas vantagens no combate.

Você pode montar seu baralho de formas que você talvez tenha uma vantagem, mas caso deixe passar algo ao montá-lo, você vai se arrepender. Entre as categorias de cartas, temos as de Weapon, Damage, Defense, Hazard e Cheat.

  • Weapon: a carta invocará uma arma que você pode usar para atacar seus inimigos. Tenha em mente que essas armas têm um número de golpes limitados e desaparecerão após um certo tempo.
  • Damage: Invocará aliados ou objetos que podem infligir danos à inimigos.
  • Defense: Te darão habilidades defensivas tal como invocação de um escudo, ou até mesmo podem curar Even.
  • Hazard: Criarão armadilhas nos campos de batalhas que podem ser usadas por Even para derrotar seus inimigos.
  • Cheat: Essas cartas mudarão como Even pode lutar, mudando suas habilidades ou reduzindo o custo de cartas.

Tenha em mente, que para que essas cartas sejam usadas, você precisará coletar Energias de Dados.

Não sou uma daquelas pessoas adeptas de estrangeirismos, mas tenha em mente que o game não possui localização PT-BR, e isso seria crucial para jogadores que não tem uma familiaridade com inglês. Com tradução não apenas de legenda, mas uma dublagem em português Lost in Random perde uma chance de se destacar em meio à games do mesmo gênero – e se beneficiaria, pois grande parte do segundo mundo do game, é baseado em um “duelo de rimas”.

Em uma entrevista, o Chefe de Desenvolvimento da Zoink Games, Klaus Lyngeled revelou que como quase todo mundo, é um grande fã de O Estranho Mundo de Jack, e em especial, se inspirou na obra de Shaun Tan que tem um quadro intitulado “Garota Segurando um Dado” para dar tom ao mundo.

Com intenção de produzir algo mais sombrio que seus games anteriores, eles se inspiraram não apenas na obra de Tim Burton, como também no que a Laika Studios vêm fazendo nos últimos anos citando até mesmo Coraline e o Mundo Secreto (2009) e Os Boxtrolls (2014).

VEREDITO

Lost in Random

Ao abordar uma história (não apenas) de amadurecimento, Lost in Random nos leva por caminhos tão macabros quanto belos. Enquanto descobrimos detalhes que estavam diante dos nossos olhos todo o tempo, o game se torna uma autorreferência ao desenvolver um protagonismo de Dicey – que não é apenas um artifício de roteiro, como também o que nos permite entrar em combate e dar início à nossa aventura atrás de Odd.

Brilhando desde seus primeiros momentos, Lost in Random inova em sua jogabilidade aventuresca e nos incentiva a explorar a fim de conhecer mais do mundo de Random. Sendo tão belo quanto divertido, o game é desafiador e punitivo caso você seja um jogador mais distraído que não se importa muito com seu baralho antes de um conflito começar.

Lost in Random conta com um mundo hostil, então esteja preparado para viajar por Random e se frustrar com o rolar de dados.

Nossa nota

3,5 / 5,0

Confira o trailer do game:

Lost in Random foi lançado no dia 10 de Setembro.

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