CRÍTICA – The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom (2023, Nintendo)

    The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom antes de seu lançamento tomou a internet de assalto. Não apenas pelo hype criado em cima do game, mas também pelo marco de vendas que atingiu em seus 3 primeiros dias de lançamento, chegando a 10 milhões de cópias no mundo todo.

    A nova aventura de Link e Zelda, continua a história de Breath of the Wild, que após o fim da Calamidade, Hyrule tenta se reerguer, mas não sem antes enfrentar uma nova – ou antiga – ameaça que pode destruir aquele mundo mais uma vez.

    De acordo com uma antiga profecia, o guerreiro e fiel protetor da princesa Zelda após um longo período precisaria lutar mais uma vez com Ganondorf e evitar que seu retorno provoque o fim daquele mundo como o conhecemos. Tears of the Kingdom nos apresenta uma história concisa, incrível e desafiadora – o tempo todo!

    ESTE POST POSSUI SPOILERS DE THE LEGEND OF ZELDA: TEARS OF THE KINGDOM!

    SINOPSE

    Nesta continuação de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, você decidirá seu próprio caminho pelas extensas paisagens de Hyrule e pelas misteriosas ilhas flutuantes nos vastos céus. Será que você conseguirá aproveitar o poder das novas habilidades de Link para lutar contra as forças malévolas que ameaçam o reino?

    ANÁLISE

    Zelda

    Enquanto a exploração do game se faz muito mais intensa, Tears of the Kingdom mostra que Breath of the Wild era só um teste para que sua continuação se tornasse um marco para o mercado dos games. Com a Nintendo conseguindo inovar ainda mais em suas histórias e mecânicas, tudo no game parece ser feito como em um experimento em que todas suas partes móveis se encaixam.

    Com uma riqueza de detalhes absurdas, o game permite que seus jogadores explorem livremente o mundo aberto desde suas primeiras horas. Estabelecendo assim, que o limite de exploração são as forças inimigas com as quais você se deparará. Sendo assim, a evolução do game se dá de maneira progressiva, garantindo que seus jogadores tem muitas, colocando ênfase em “muitas”, áreas diferentes para explorar.

    Essa exploração agora se dá tanto de maneira vertical quanto horizontal. Com ilhas espalhadas pelo céu, a Hyrule que já conhecemos e um subsolo que está sendo assolado pela corrupção, o game nos provoca e nos instiga a investigar até onde a destruição chega.

    Com o que foi revelado anteriormente nas minhas primeiras impressões, após um “acidente” durante uma exploração, Zelda desaparece e Link precisa assumir seu papel de protetor a fim de destruir a ameaça que assola Hyrule.

    HABILIDADES, GAMEPLAY E EXPLORAÇÃO

    Os elementos nos quais Tears of The Kingdom inovam garantem um respiro no que diz respeito e dão ao game uma maior profundidade na exploração. Diante do que vemos no mundo do game, quase tudo pode ser aproveitado a fim de garantir uma vantagem dos jogadores. Ultrahand, Fuse, Ascend e Rewind dão ao game um respiro no que diz respeito ao que seu antecessor foi, e mais: se comparado à Tears of the Kingdom, Breath of the Wild parece uma build alpha do seu sucessor. E isso não é nenhum demérito, pois Tears of the Kingdom é um passo evolutivo honesto e justo.

    Com pouco mais de 60 horas, o fator de exploração é algo que ainda me ganha, pois graças as diferentes mecânicas e a Lua de Sangue (que faz com que os inimigos deem respawn), o game garante diferentes aproximações aos diferentes desafios. As novas habilidades de Link existem graças ao braço de Rauru, que mantinha Ganondorf preso em seu “caixão”.

    Rauru era um Zonai, e na antiga guerra que aprisionou Ganondorf, lutou ao lado de outros heróis a fim de conseguir derrotar o Rei Demônio e pagou o preço mais alto. Rauru foi o primeiro Rei de Hyrule e junto de Sonia (a antepassada de Zelda), reinaram em um mundo de paz, até Ganon surgir. É dito que o Rei zonai só foi capaz de derrotar Ganondorf por causa de seu braço mágico, que aliado à pedra secreta que ele guardava, aumentava consideravelmente seus poderes.

    Zelda

    Durante cerca de 10.000 anos, Ganondorf em um estado decaído se encontrava empalado pelo braço de Rauru abaixo do Castelo de Hyrule.

    O game nos força a explorar o mapa de Hyrule e recrutar “novos heróis”, mas que na verdade são antigos conhecidos dos jogadores de Breath of the Wild. Com diferentes modos de exploração, o game faz com que exploremos tanto os céus, quanto a já conhecida Hyrule e os subsolos. Este último são um elemento à parte.

    Com elementos que nos forçam a fazer uso de itens para iluminar nosso caminho, o acesso ao subsolo é tenso e pode te forçar a melhorar ainda mais suas habilidades de combate (e também a reforçar seu inventário).

    Tudo em Tears of the Kingdom parece um salto evolutivo importante e é. No fim das contas, tudo que o game se propõe, ele obtém sucesso.

    As horas que passei a fio, explorando e jogando Tears of the Kingdom me mostram como mesmo depois de 2017, com Breath of the Wild, a Nintendo conseguiu ir além do que parecia ser a construção de um mundo aberto conciso e repleto de valor. Tears of the Kingdom é uma viagem imponente ao passado e ao presente de tramas conhecidas e outras inteiramente novas, com lindos gráficos e incríveis dinâmicas.

    VEREDITO

    The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom nos oferece uma experiência única. Ainda que seu visual se assemelhe ao de seu antecessor, ele é um salto no que diz respeito à uma narrativa mais robusta e mais condizente com a amada franquia. As dificuldades colocadas entre Link, Zelda e seus objetivos são maiores e força os jogadores a se lançar em uma aventura nada modesta, digna dos antigos heróis de Hyrule.

    As “Pedras Secretas”, dão ao jogo uma dinâmica completamente nova. E ainda que os poderes se assemelhem aos dos heróis do game antecessor, existe uma razão para usá-los com mais desenvoltura agora. Pois eles, se aliados às habilidades que a mão direita de Rauru garante a Link uma enorme variedade no que diz respeito às possibilidades.

    The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom é uma das mais belas iterações da franquia Zelda até aqui. Ao nos apresentar que é possível tirar o melhor do Nintendo Switch em época de consoles ultra potentes, o game roda liso e ganha ainda mais destaque se jogado em uma tela enorme. Se mostrando mais relevante do que outros games AAA, mesmo cravando sua gameplay em 30 fps e com resolução 1080p.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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