CRÍTICA: ‘Tomodachi Life: Living the Dream’ é divertido, engraçado, bizarro e eu amei

    Tomodachi Life: Living the Dream foi anunciado no Nintendo Direct de março de 2025, bem no final do evento, e me gerou muita curiosidade. Parecia um jogo diferente demais, algo muito caótico para a Nintendo, e agora, no dia 16 de abril de 2026, o jogo lançou para Nintendo Switch (sim, para o primeiro Switch), mas conta com compatibilidade total no Nintendo Switch 2.

    Agradecemos à Nintendo por ter enviado uma chave no lançamento. Eu não paro de jogá-lo desde então.

    Como é, mais ou menos, esse jogo?

    Tomodachi

    O game mistura simulação social e cozy game, e, se você for novo na franquia também, a referência que posso dar é que ele me lembra bastante uma mistura de The Sims e Animal Crossing, porém com estilo próprio.

    Nós, como um player, existimos no mundinho de Tomodachi Life, somos uma pessoa que observa e conversa com os Miis, personagens que criamos dentro do jogo para viverem em conjunto em uma ilha enquanto gerenciamos tudo.

    Como nós existimos, não temos um personagem em si, são todos personagens próprios, que contam com personalidades, estilos, nomes, aparência, etc., personalizáveis e diferentes, mas podemos alterar a forma, aparência e decoração do ambiente todo, desde a ilha até os cômodos das casas.

    Os Miis

    Tomodachi

    Os Miis podem ser como você imaginar, tem uma variedade grande de personalização de personagem, você pode criar parentes, personalidades famosas ou inventar personagens, fica ao seu critério; as roupas deles você pode mudar conforme joga, pode adquirir novas na lojinha de roupas e presenteá-los com elas. E eles podem ou não gostar do estilo escolhido!

    Os Miis têm personalidades mesmo, então realmente alguma roupa pode desagradar, como também pode animar; outros tipos de presentes funcionam da mesma forma, desde itens, à decoração de quartos, comidas e mais.

    E é isso tudo que torna o jogo tão criativo, espontâneo e curioso. Os Miis te pedem conselhos, perguntam sobre você, pedem roupas, decorações, sugerem mudanças para a cidade, etc., mas no final eles podem ter reações positivas, negativas ou neutras sobre cada ação.

    É assim que o caos começa no game também, já que os Miis podem simplesmente não se dar bem uns com os outros e começarem a brigar, podem até se resolver e, daí, decidirem casar. Quem sabe o que vai acontecer, sabe?

    Então, apesar de podermos dar conselhos, falar sobre desejos, medos e opinar em muitas decisões dos Miis, não os controlamos de fato e é o que traz todo um fator surpresa para o jogo. As histórias deles vão sendo criadas conforme você joga!

    Novos Miis podem ser adicionados na sua ilha conforme você a evolui de nível; é só ir jogando que isso vai acontecendo, você desbloqueia novos estabelecimentos, itens e características para os seus Miis. Recomendo bastante que faça muitas coisas diferentes, para ver diversas situações distintas acontecendo.

    Isso vai ajudar a minimizar situações repetidas com os Miis, então quanto mais personagens diferentes você fizer, melhor ainda.

    Minha experiência com Tomodachi Life

    Tomodachi

    Essa é a primeira vez que estou tendo contato com a franquia, já que o jogo anterior, que se chama apenas Tomodachi Life, saiu para o Nintendo 3DS em 2014, e eu comprei o meu console da família 3DS, um 2DS XL, apenas em 2024. E agora o game está na minha lista de futuras aquisições!

    Eu estou contando isso pois não tenho a nostalgia dos fãs antigos, mas agora eu faço parte da comunidade de fãs, com toda certeza.

    Fiquei curiosa com o game desde que o vi pela primeira vez, mas não fui totalmente convencida, até poder jogar por algumas horas e perceber que estava amando cada segundo; não via a hora de chegar do trabalho e poder ver como estavam meus Miis, qual a novidade do dia e quem eu iria colocar na ilha por agora.

    Eu acho que fiz a coisa mais clássica, eu criei a minha família mesmo, mas vocês podem criar personagens de que vocês amam de animações, filmes, séries, etc. também, e isso é muito legal.

    Na minha ilha, minha personagem se apaixonou rapidamente pela personagem da minha noiva, a Mii da minha mãe e a Mii da minha tia já discutiram, mas já voltaram a ser muito amigas também, entre outras situações que aconteceram e que me fizeram rir bastante.

    Notícias, minijogos e sentimentos

    Tomodachi

    Tudo o que acontece na ilha vira uma grande notícia, às vezes acontecem coisas em que você não estava presente, mas pode ver depois quando entrar no jogo, às vezes são coisas bizarras mesmo, algo envolvendo bichos estranhos, tipo aliens, etc.

    O jogo é cheio de minijogos. Por exemplo, um Mii já me chamou com dor de cabeça e pediu para que eu visse o que tinha dentro do cérebro dele, daí começou um joguinho para clicar em balões de comida até eles sumirem.

    Em outro momento, um Mii me chamou para jogarmos, era para adivinhar qual seria a imagem pixelada exibida, mas também teve um joguinho tipo de nave; a ideia era ajudar a Mii a se concentrar no que estava falando.

    Dito isso, até no jogo a minha personagem tem TDAH, como pode, né? Amei. Quem dera desse para resolver com um joguinho de nave.

    Brincadeiras à parte, TDAH não se resume assim, né? É uma forma que encontraram de demonstrar certos sentimentos no jogo de uma forma mais fofa, leve e descontraída.

    Criação de personagem

    Já citei que podemos criar nossos personagens como quisermos, mas, entrando em detalhes, além da personalização de aparência e personalidade, podemos definir idade, se vão continuar envelhecendo no jogo ou não, nível de relacionamento e parentesco.

    O jogo não cria relacionamentos prontos do nada entre os personagens, na real eles vão se conhecendo e desenvolvendo esses relacionamentos, mas você pode criar personagens que já possuem algum tipo de relacionamento, sejam eles românticos ou não, para ter um pouquinho mais de controle.

    E, em caso de relacionamentos românticos, os Miis perguntam para nós sobre o que achamos de um possível romance, então podemos incentivar ou desencorajar.

    O jogo não possui multiplayer, mas é possível se conectar localmente com algum amigo para que vocês troquem entre si personagens Miis ou itens feitos na oficina da Palette House Workshop.

    Romances no Jogo

    Conforme um relacionamento se desenrola no jogo, esses Miis podem casar e até terem filhos. Pode até acontecer algo mais caótico, como dois Miis se apaixonarem por um mesmo Mii e, daí, desenrolar um triângulo amoroso na ilha. Qual casal vai se formar no final?

    E, falando nisso, uma coisa nova e que era bem pedida era a inclusão de personagens não binários e a possibilidade de relacionamentos homoafetivos.

    Inclusive, fãs antigos, eu não estava entre vocês antes, mas muito obrigada por pedirem tanto isso, eu amo vocês por isso!

    É tipo o brinquedo Tamagotchi…

    Postei nos stories que estava jogando e um dos seguidores comentou se era Tamagotchi, e, bom, é quase isso. Não é igualzinho, mas é como cuidar de um bichinho virtual, ou melhor, muitos deles, né? E ainda colocar todos para conviverem em uma minissociedade.

    É o upgrade dos Tamagotchis, na minha humilde opinião.

    Versão de Nintendo Switch 2

    Esse jogo lançou apenas com versão para Nintendo Switch e isso é bem curioso, funciona totalmente no Switch 2, mas não possui uma versão própria para o novo híbrido da empresa.

    Então, aqui vai apenas um achismo meu, não tem nada de rumor ou algo confirmado, é apenas um “imagino que”.

    Imagino que no futuro veremos uma versão de Nintendo Switch 2 como upgrade igual Animal Crossing recebeu, com um valor por volta dos R$ 30 para o upgrade e uma grande atualização gratuita junto, ou será como no Mario Wonder, com um upgrade de R$ 110 e uma expansão paga junto já embutida no preço do upgrade.

    Agora, quando e como? Eu já não tenho palpites, mas acredito que o novo Tomodachi Life tem potencial para durar muito tempo, igual Animal Crossing.

    Não acho que a Nintendo deixaria isso passar depois de Animal Crossing ser o seu jogo cozy a conquistar um número de vendas absurdo. Quem não iria querer tentar apostar em repetir essa possibilidade? Bom, vamos ver no futuro!

    Vale a pena?

    Tomodachi Life: Living the Dream estava no meu radar, mas é um jogo totalmente novo na minha visão; mesmo sendo fã de cozy games, amei experimentar um game tão diferente dentro do próprio gênero.

    De ponto negativo, ele tem dois, já até conhecidos. Seu valor não é barato, saindo por R$ 329,90 na eShop, com possibilidade de um descontinho aqui ou ali no jogo físico. Fique de olho em promoções, cupons e cashbacks de lojas oficiais em que vocês confiem, que daí valerá ainda mais a pena. E, como é um jogo de Switch, o jogo vem completo no cartucho.

    E o segundo ponto negativo é a barreira linguística, pois não temos PT-BR no jogo. Seria um verdadeiro caos esse jogo em PT-BR e eu o amaria ainda mais com toda certeza. Tenho jogado em espanhol latino-americano, o que já é uma vitória, mas possui inglês e outros idiomas.

    De toda forma, eu nem imaginava que ia gostar tanto, mas caso você também não se imagine gostando desse jogo igual aconteceu comigo, felizmente tem uma demo para você testar antes de adquirir de fato e que recomendo muito que você jogue.

    Sempre que tem um jogo muito diferente, eu torço para que disponibilizem uma demo para apresentar a experiência do game para o público.

    Outro jogo com que senti isso foi o Kirby Air Riders de Nintendo Switch 2, pois o Kirby Air Ride de GameCube conquistou um público engajado, mas é um jogo um pouco diferente dos jogos “de corrida de kart convencionais” como Mario Kart mesmo, e, apesar de ter uma demo, ela só ficou disponível por um curto período antes do lançamento, o que é uma pena.

    E só tô citando ele aqui pois, assim como Tomodachi Life, também foram muitos anos do jogo anterior para o lançamento do jogo atual, em uma nova plataforma e que busca agradar a fãs antigos e conquistar novos possíveis fãs!

    Sinceramente, é com certeza um dos jogos mais divertidos que já joguei e um dos meus favoritos desse ano. Acho que vale a pena, sim, tanto para fãs antigos quanto para novos fãs.

    É um jogo divertido, curioso, caótico, cheio de personalidade e personalização; mistura tudo de bom que teria em um cozy game, com simulação social e um pouco de gerenciamento. Joguem Tomodachi Life: Living the Dream, é bom demais!

    Nossa nota

    Confira o trailer:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

    Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

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