CRITÍCA: ‘EA Sports UFC 6 é puro cinema’

    Jogos de esporte sempre são lançados anualmente, sendo um elemento comum em todos os títulos do gênero. Chega, neste ano, mais uma edição que adapta o Ultimate Fighting Championship. O EA Sports UFC 6 é uma adaptação do esporte homônimo que promete trazer a emoção da competição para o universo virtual.

    Desenvolvido pela EA Vancouver e publicado pela EA Sports, este novo capítulo da franquia chegou em 19 de junho apenas para consoles. Até o momento, não houve confirmação, por parte da desenvolvedora, de uma versão para computadores.

    Como falado inicialmente, a proposta do jogo é representar virtualmente o universo do UFC. Sendo assim, essa a sinopse oficial do game, cuja primeira edição foi lançada em 2014 com o título EA Sports UFC.

    Este novo título tem como maior novidade um aspecto mais cinematográfico, com a chegada de um novo modo, melhorias em elementos que tornaram o game um sucesso e correções em alguns aspectos de desempenho.

    A respeito da parte gráfica, o UFC 6 é muito mais fluido, os comandos mais responsivos e temos uma diminuição bem evidente nos bugs. Isso não significa que um chute ou soco que não tenha uma representação visual desagradável, mas isso acontece de forma muito menos frequente.

    Um jogo cinematográfico e imersivo

    Visualmente, é perceptível uma melhoria no design dos lutadores, principalmente nos mais famosos, que estão muito mais detalhados. Além disso, as transições entre as cutscenes introdutórias e a luta em si estão muito melhores, trazendo mais naturalidade à experiência de jogo.

    Sobre a jogabilidade, é sempre interessante como um jogo de luta pode ter um conjunto de golpes complexo, com diversas formas de socos, chutes e agarrões. Neste ponto, me agradou muito a melhoria dos quick time events, que funcionam para quebrar uma sequência ofensiva do adversário, sendo muito mais fácil acertar esses comandos que surgem tanto na trocação em pé quanto na luta no chão.

    A novidade sobre as mecânicas é o estado de foco, que melhora os atributos do seu lutador por um tempo limitado, simulando o estado mental. Esse tipo de mecânica é interessante porque lembra os especiais dos jogos de luta mais clássicos: um breve momento em que seu personagem ganha mais força e, se encaixado de forma estratégica, pode garantir uma vitória.

    Acredito ser positivo jogos que são simuladores, como é o caso do UFC, terem esses elementos mais fantasiosos porque não é só a técnica. Na perspectiva do esporte uma luta também é uma história, e ter esse elemento diferente ajuda na imersão do jogador.

    O modo carreira padrão teve melhorias que tornaram a experiência menos repetitiva, com um considerável aumento nas opções de jogo, novas formas de promover uma luta, objetivos especiais e a condução para um combate. Além das melhorias de qualidade de vida, agora é possível ser o detentor de dois cinturões simultaneamente. Isso é interessante porque, anteriormente, ser o campeão era o endgame, e isso abre a possibilidade de almejar mais objetivos durante a carreira.

    Um aprendizado sobre as grandes estrelas de um esporte

    Sobre os novos modos, a novidade que mais me agradou é o Hall das Lendas, que celebra as figuras importantes deste esporte. Nesta edição inaugural, os lutadores são Max Holloway, Zhang Weili e Alex “Poatan” Pereira, e vamos seguir os seus passos em uma forma de documentário com o qual interagimos através da jogabilidade.

    Acredito que essa novidade é positiva para a experiência de jogo porque vai além de exaltar a própria história da companhia. Outras franquias, como a parceria entre a WWE e a 2K, inserem esse elemento, criando uma conexão entre o fã e o título.

    Apesar de ser um jogo lançado anualmente, UFC 6 consegue manter a experiência fresca para a sua comunidade, com melhorias, uma camada cinematográfica e uma celebração do seu legado como esporte real e virtual.

    Nossa nota

    Confira o trailer do game:

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