CRÍTICA – Wayward Strand (2022, Ghost Pattern)

    Wayward Strand é um jogo narrativo desenvolvido pela Ghost Pattern. Nele você será a personagem Casey e terá que ajudar a sua mãe durante três dias em um hospital. O game está disponível para Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One, Series X|S e PC.

    Confira abaixo a nossa avaliação de Wayward Strand para o Nintendo Switch.

    SINOPSE

    É o verão de 1978 e Casey Beaumaris está tentando aproveitar suas férias ao máximo, mas então sua mãe lhe pede para passar um final de semana ajudando no hospital aéreo onde ela trabalha.

    Casey gosta mais da companhia de livros do que de pessoas, mas mesmo assim concorda, planejando escrever secretamente um artigo sobre sua visita para o jornal da escola.

    Com seu caderno de prontidão, Casey embarca na aeronave. Os funcionários estão sobrecarregados com os preparativos para a chegada de uma pessoa importante e os pacientes convivem com o pesar e traumas.

    Em meio a essa e muitas outras histórias entrelaçadas, Casey passa seu tempo com os pacientes, aprendendo sobre suas vidas e, enquanto a histórias se desenrolam, descobrindo o que ela pode fazer para ajudar.

    Explore um mundo vivo

    No mundo de Wayward Strand, o tempo passa para todos – os personagens continuam suas vidas sem esperar que você interaja com eles. Na estrutura narrativa única de Wayward Strand, as histórias de dezenas de personagens avançam constantemente em tempo real enquanto você, como Casey, anda livremente a cada dia.

    Escolha de quais histórias você quer fazer parte ao seguir pessoas, conversar e explorar o hospital.

    Os residentes do hospital formam um elenco eclético – alguns charmosos, outros excêntricos, alguns rudes – cada um com seus próprios desejos, objetivos e sonhos. Cada personagem se move e age como bem entende, em seu próprio ritmo e em seu próprio tempo, compartilhando notícias uns com os outros, discutindo, brincando, fazendo fofocas ou até mesmo conversando com Casey quando ela aparece.

    A cada vez que jogar, você terá a oportunidade de descobrir algo que não havia visto antes. O que você não viu na primeira pode estar na segunda, terceira ou quinta vez.

    ANÁLISE DE WAYWARD STRAND

    Wayward Strand possui um formato narrativo muito interessante, principalmente porque ele utiliza de um dos motores que movem a sociedade: a fofoca. Como Casey, você deve acompanhar vários pacientes e funcionários do hospital flutuante que fica em uma pequena cidade da Austrália.

    Repleto de mistérios, o dirigível construído na Alemanha em 1930 ressurgiu em 1978 pelas mãos de um novo dono, o empresário Félix Pettigrew, que decidiu colocar a aeronave para funcionar como um hospital. Bem, pelo menos é isso o que os pacientes dizem, mas ninguém sabe ao certo se é verdade ou não.

    Com essas várias histórias paralelas, Wayward Strand rende horas de game, pois em apenas três dias é difícil acompanhar a trama de todos os personagens e descobrir os pormenores de cada uma delas. Portanto, você deve jogar diversas vezes, sendo uma forma de unir por completo todas as informações disponíveis e, também, fazer o jogo durar mais tempo.

    Os gráficos e a trilha sonora de Wayward Strand chamam bastante a atenção, principalmente pelo apelo aconchegante que possuem. Enquanto os gráficos lembram as maravilhosas histórias em quadrinhos de Tintin, a trilha sonora capta o melhor dos cozy games que estamos acostumados a jogar no Nintendo Switch.

    É interessante também que cada personagem possui uma dublagem específica, que evidencia suas características e personalidades. Fugindo da ideia de apenas colocar os diálogos na tela, sem nenhum acompanhamento, Wayward Strand se propõe a criar uma ambientação digna de seu roteiro. O trabalho do elenco que dá vida a esses personagens é espetacular, um grande ponto positivo do game.

    CRÍTICA - Wayward Strand (2022, Ghost Pattern)

    A história é bem envolvente e o fator da fofoca realmente faz o jogador se sentir motivado a descobrir o tal mistério do local. As experiências de cada paciente, suas necessidades e o fato de que, em alguns momentos, você precisa dar tempo para que eles realmente se abram com você é algo bem interessante.

    Entretanto, devido ao final ser algo muito simples e com pouco a oferecer, não existe um grande incentivo para jogar o game mais do que duas vezes, mesmo que algumas lacunas do roteiro ainda fiquem em aberto.

    Apesar do grande apelo visual, Wayward Strand possui vários pequenos bugs em sua versão do Nintendo Switch. Personagens sentam no mesmo lugar onde outro já está sentado, documentos voam sozinhos e acompanham os personagens em seus trajetos e, algumas vezes, quando você aperta o botão para fazer alguma coisa, ele acaba decidindo fazer outra.

    Esses pequenos bugs são engraçados e não tiram tanto a atenção da experiência, mas é algo que pode ser melhorado em uma futura atualização.

    O mais legal de Wayward Strand é, sem dúvida, o aprendizado da convivência com os pacientes do hospital. Ao conversar e entender suas particularidades, Casey acaba evoluindo bastante, entendendo alguns pontos que pode melhorar e isso se reflete nas opções que o jogo disponibiliza para você. No fim do dia, ele é um daqueles jogos que vale a pena serem jogados, mas que não trazem grandes reviravoltas ou aventuras.

    VEREDITO

    Wayward Strand é um jogo narrativo com um storytelling que realmente funciona. Com diversos personagens e possibilidades de desdobramentos, o game da Ghost Pattern encanta pela sua trama envolvente e ótimos gráficos.

    Entretanto, por se manter em um final um pouco seguro e sem grandes descobertas, o jogo perde oportunidades, não criando uma grande motivação para que o jogador siga reiniciando sua jornada diversas vezes.

    Nossa nota

    3,0 / 5,0

    Assista o trailer

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