CRÍTICA – Witchcrafty (2023, Pigeon Dev Games)

    Witchcrafty é um lindo metroidvania que conta a história da pequena bruxinha que acordou tarde e perdeu por pouco os perigos que passaram a assolar a vila em que ela vivia. O game conta com um pixel art charmoso e delicado, mas que coloca em seu visual também os desafios que enfrentaremos ao longo da nossa aventura.

    Por se tratar de um mundo mágico, o que vemos desenrolar enquanto avançamos no Reino, faz com que o game seja tão desafiador quanto desesperador.

    O game havia sido lançado no passado para PSVita, mas em 24 de março de 2023 receberá um port que será lançado para o Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X/S, PlayStation 4 e PlayStation 5.

    SINOPSE

    Witchcrafty é uma plataforma que o mergulha num mundo de magia. Algo de estranho está a acontecer no Reino – as florestas estão cheias de plantas predadoras, os seus povos amantes da paz pegaram em armas uns contra os outros, e foram avistados duendes nas minas profundas. A pequena bruxa tem de começar a sua jornada em busca da verdade e de respostas. Quem está por detrás de todos estes acontecimentos? Deve confiar em estranhos ao longo do caminho? Quem roubou o correio da bruxa?

    ANÁLISE

    Witchcrafty

    A beleza de Witchcrafty vai além do que os olhos vêem. Nos possibilitando a exploração por meio de habilidades e combinação de movimentos únicos, somos apresentados ao belo Reino. Um lugar de magia que parece ter sido corrompido. Enquanto jogamos, precisamos descobrir a razão das criaturas até então não mágicas estarem atacando os povos tão pacífico da floresta.

    O belo visual pixel art garantem aos amantes de metroidvanias o que parece ser um respeitoso retorno ao gênero, mostrando que ainda que tenha nascido há mais de 30 anos, os metroidvanias não vão acabar tão cedo. A bruxinha que controlamos nos lança pelas aventuras, nos levando por confrontos contra magos, cogumelos super poderosos e até mesmo seres que agora conseguem fazer uso de magia.

    Com a possibilidade de progressão por meio de obtenção de itens, o game pode se tornar bem mais fácil em níveis mais avançados. Quando os jogadores já tiverem coletado Cristais (a moeda do game) o suficiente, é possível tanto comprar mais stamina quanto vida.

    Witchcrafty

    Além das movimentações já tradicionais, como golpes melees, saltos e esquiva, é possível criar combinações entre estes e as diferentes magias que obtemos conforme progredimos.

    Baseando nossas habilidades de progressão em elementos como ataques de fogo, de raio e de gelo, o game impõe limites na nossa progressão. E fazendo isso, nos força a revisitar determinadas áreas após sua obtenção para prosseguir por novos caminhos, fora do convencional. A forma do game elencar seus aspectos mais brilhantes, são interessantes, mas conta com alguns problemas, ou melhor, bugs de jogabilidade.

    Com uma hitbox ligeiramente estranha, os inimigos possuem uma janela de ataque enorme, enquanto permite aos jogadores a causar dano com ataques melees apenas quando muito próximo dos inimigos. Outro movimento decepcionante em algumas ocasiões, é quando avançamos em direção aos nossos inimigos para atacar e ao pressionar o botão de ataque, não cancele a animação de movimento, nos fazendo receber um golpe inimigo.

    VEREDITO

    Ainda que encante por seu visual singelo, Witchcrafty pode ser mais desafiador do que aparenta em um primeiro momento. Tudo isso, aliado ao que os inimigos podem nos causar, pode se mostrar desafiador e por vezes decepcionante. Com save points espalhados pelas dungeons, tudo que precisamos fazer, é vigiar nosso arredor e seguir em frente, ou melhor, salvar o Reino das ameaças e da corrupção que a assola.

    Nossa nota

    3,5 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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