EU CURTO JOGO VÉIO #3 | ‘Metal Gear Solid’: Mergulhar no futuro para compreender o passado

    A franquia Metal Gear Solid sempre passou despercebido por mim, não apenas por curtir mais jogos de aventura, mas também por sempre achar a cronologia do game confusa. Graças ao nosso amigo, Ricken, que na semana passada escreveu sobre Metal Gear Solid 3, pude compreender melhor em qual a ordem cronológica destes e enfim, me interessar pela história. Após pouco mais de uma semana me jogando de cabeça em Metal Gear Solid, graças à Master Collection, lançada em 2023 para todos os atuais consoles, compreendi a paixão não só de Ricken, mas dos fãs do game por todo o mundo.

    Enquanto acompanhamos a jornada de Solid Snake no primeiro game da trilogia – lançado em 1998, mas ambientado em 2005 -, acompanhamos a empreitada do governo de impedir que o Metal Gear, a maior arma de todas, fosse lançada. Mesmo tendo sido lançado originalmente em 1987, podemos dizer que a franquia Metal Gear atingiu níveis de audiência inigualáveis com o lançamento de Solid em 1998 para o PlayStation e PC.

    SINOPSE

    A história de Metal Gear Solid se passa em 2005, a sudoeste do Alasca no mar de Bering. Ela se foca em Solid Snake, um soldado ex-aposentado que se infiltra numa instalação de eliminação de armas nucleares para neutralizar uma ameaça terrorista da FOXHOUND, uma unidade de forças especiais.

    ANÁLISE

    Solid

    Como a curiosidade tem seus problemas e por vezes suas bênçãos, considero esta uma das mais gratas surpresas do mundo dos games. Mergulhar na história da franquia Metal Gear tem sido uma das coisas mais divertidas que fiz nos últimos meses. Ao ponto em que iniciamos neste game, Solid Snake já se estabelece como uma lenda da espionagem. Como um lendário espião e infiltrador, precisamos cumprir ordens por vezes, cegamente. Um dos detalhes que me fizeram mergulhar na franquia, foi a experiência narrativa prometida, algo que não necessariamente eu consigo me recordar de outros jogos cujas franquias iniciei ainda no PS1.

    Mesmo que guarde com carinho as horas a fio de games muito menos sérios da mesma época, consigo entender hoje o apelo que Metal Gear Solid teve para um grande público. Não apenas pelo desafio, mas por como precisamos hoje pensar em uma lógica ligeiramente distinta dos games atuais, Metal Gear nos força a explorar e levar tudo ao pé da letra. Seja com saves por meio do Codec, ou a exploração necessária para obter itens/armamentos para progressão, como detector de minas, lança mísseis e até mesmo os óculos termais.

    Solid

    Algo que me frustrou em um primeiro momento foi encarar a dinâmica de Metal Gear Solid como encaro as de hoje, de que o game me passará tutoriais antes de me lançar na ação. E mesmo que alguns instruções sejam dadas, aqui, você precisa experimentar, mesmo que o desespero bata, ou você esteja encurralado diante ondas e mais ondas de inimigos.

    Outro fator crucial que faz com que Solid tenha clicado para esse que vos escreve, são os personagens secundários. Não apenas pelo jeito sério e por vezes canastrão de Solid Snake, Hal Emmerich, Meryl e até mesmo os vilões possuem algum apelo. Principalmente Liquid, Cyborg Ninja e outros – menos Revolver Ocelot e Vulcan Raven, esses são muito chatos -, quando conhecemos suas histórias e o que os levaram até ali.

    Não apenas por garantir aos jogadores de hoje, ou os mais antigos uma visão diferente de mundo e de games no passado, a Collection tem a importância de nos lançar por um mundo por vezes esquecido pelos games. Um mundo em que Hideo Kojima pareceu chafurdar e se divertir ao máximo criando personagens, escrevendo roteiros e histórias pelas quais ele sempre foi apaixonado.

    VEREDITO

    Não apenas por uma jogabilidade por vezes top-down, quase sempre em terceira pessoa – se o jogador optar por não usar a visão em primeira pessoa -, o game se faz o retrato de uma época. Não apenas para um jovem como Kojima que cresceu com o temor da Guerra Fria, mas o que o fez com que se apaixonasse pela temática espionagem, os filmes propaganda.

    Algo que me deixou encucado com Metal Gear Solid, foi compreender que o meu modo de jogar ignorando o modo stealth – até mesmo em jogos stealth -, não funcionam aqui. Com mecânicas particulares do game como olhar esquinas de um outro ponto de vista à procura de inimigos, andar rente à parede se ocultando destes ou de câmeras, e até mesmo se escondendo dentro da característica caixa de papelão são essenciais para a nossa progressão.

    Ter uma experiência singular jogando Solid fora da ordem cronológica – como muitos fizeram em 1998 – me lança na busca de encontrar como as peças do quebra-cabeças dos vindouros games se encaixam. E isso é genial.

    Funcionando não apenas como o retrato de uma época, mas como uma das experiências narrativas mais envolventes do PlayStation, Metal Gear Solid merece ser jogado caso você ainda não tenha tido a chance de fazê-lo. Te garanto, não irá se arrepender.

    Metal Gear Solid: Master Collection – Volume 1 está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC.

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