EU CURTO JOGO VÉIO #36 | ‘Spider-Man’ é aventura honesta em 32-bits

    O Homem-Aranha sempre foi um dos meus heróis favoritos na infância. Além da animação clássica dos anos 90, ver ele em tela e poder controlá-lo fez na época, minha cabeça explodir. Mesmo tendo jogado The Amazing Spider-Man vs. The Kingpin no Mega Drive nos anos 90, mergulhar na aventura 32-bits, Spider-Man da Neversoft surpreende ao nos lançar em direção à adversários conhecidos do Cabeça de Teia, com a engine de Tony Hawk’s Pro Skater.

    Graças a limitação gráfica do game, a história se desenvolve de acordo com ela. Nos limitando em um primeiro momento ao topo dos prédios de uma Nova York tomada por um gás tóxico, o game brinca com as limitações, nos desafiando sempre.

    Enfrentando o Escorpião, Rhino, Venom, Carnificina e até mesmo o Lagarto, encontrando diversos heróis pela jornada, vestimos trajes icônicos e usamos a habilidade do Teioso para descobrir quem está por trás do gás que tomou a cidade.

    Este game do Homem-Aranha coça em mim algo muito pessoal, algo que só um jogo do Homem-Aranha é capaz de fazer comigo até hoje. Uma memória da infância dos momentos em que passei dias, talvez meses, em frente ao PlayStation e ao Mega, me lançando pelos prédios, escalando e lutando contra inimigos.

    Spider-Man

    Algo louvável do game dos anos 2000 da Neversoft, é o fato do game rodar todo na engine do Tony Hawk’s Pro Skater, lançado um ano antes. Graças às limitações gráficas dos consoles na época, mapas não tão grandes não podiam ser renderizados ao mesmo tempo, então técnicas para esconder isso eram feitas.

    Se olhássemos para uma direção ou para o chão, o mesmo tom, a mesma cor do “gás” que tomava a cidade podia ser visto.

    Spider-Man é retrato de uma importante era do mundo dos games

    Algo que pode ser notado apenas hoje, é a como o game envelheceu bem se comparados à outros games da mesma época, como o próprio Blade ou X-Men Legends II: Rise of Apocalypse, tendo o último sido lançado em 2005.

    Com uma jogabilidade tão limitada quanto os gráficos, coletar teia para lutar e cura pelo mapa nos fazem ver o game como um retrato de sua época. Divertido, engraçado, desafiador e curioso, o game tem o teor e o humor que as aventuras que o Teioso pedem.

    Spider-Man

    Funcionado como algo embrionário para grandes franquias do mundo dos games que dariam as caras hoje, Spider-Man foi um marco no desenvolvimento dos games da Activision, que mais tarde viria a publicar o brilhante “Ultimate Spider-Man” e também “Spider-Man: Shattered Dimensions”.

    Pular de cabeça em Spider-Man é como retornar à infância. Mesmo que hoje o jogue a caminho do trabalho no R36S, me diverti lutando contra os icônicos vilões da galeria e mesmo me lembrando de puzzles, explorei o que pude, pegando colecionáveis e rindo ocasionalmente com os gráficos do game.

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