Final Fantasy VII Revelation: Diretor confirma mundo totalmente aberto desde o início e detalha impacto das escolhas no final único

    Naoki Hamaguchi revela que jogadores cruzarão o mapa livremente com a Highwind logo no começo da jornada, mas adverte: o destino final será o mesmo, embora a caminhada seja única.

    O Summer Game Fest 2026 trouxe o estrondoso anúncio de Final Fantasy VII Revelation, o aguardado capítulo que fechará a trilogia de um dos remakes mais ambiciosos da história dos videogames. No entanto, o diretor Naoki Hamaguchi guardou alguns segredos valiosos que começam a vir à tona agora em entrevistas recentes às mídias estrangeiras Denfaminico Gamer e GamesRadar+.

    Cobrindo grandes lançamentos épicos como esse há 10 anos, sabemos o quanto a comunidade se apega aos personagens e anseia por um desfecho que faça jus à grandiosidade da jornada. A boa notícia é que a Square Enix parece ter entendido perfeitamente esse sentimento, apostando alto em liberdade e profundidade emocional.

    Liberdade Absoluta: O mundo aberto e a Highwind desde o começo

    Final Fantasy VII Revelation

    A maior reviravolta na estrutura de Revelation em relação aos seus antecessores é a liberdade geográfica. Diferente de Final Fantasy VII Rebirth, onde as regiões eram desbloqueadas gradualmente conforme a narrativa avançava, o novo título permitirá explorar o mundo inteiro de forma totalmente aberta logo nas fases iniciais.

    A chave para essa liberdade será a icônica aeronave Highwind. Assim que o grupo colocar as mãos nela, praticamente todo o mapa estará acessível. De acordo com Hamaguchi, a história principal ainda seguirá uma sequência específica de eventos, mas o conteúdo secundário estará inteiramente à disposição do jogador:

    “Ao contrário de Rebirth, o mapa inteiro está aberto desde o início. Claro, a história principal ainda exige que você siga uma sequência predeterminada. No entanto, isso não se aplica ao conteúdo secundário. Por exemplo, embora exista uma ordem definida para derrotar os WEAPONs que aparecem na história, você pode enfrentar WEAPONs que não estão ligados à narrativa a qualquer momento.”

    Essa total liberdade, porém, trará uma dose extra de perigo. O diretor destacou que o mundo não terá um nivelamento de força obrigatório, o que significa que aventureiros apressados podem encontrar desafios brutais se explorarem áreas avançadas cedo demais. A ideia é avançar escolhendo o que deseja fazer em diferentes regiões conforme progride, sem que o conteúdo opcional quebre o ritmo ou impeça o avanço da trama central.

    O Peso da “Determinação” e as Escolhas do Jogador

    Além de escolher para onde ir, o jogador também terá controle sobre como guiar a jornada interna dos personagens. Revelation introduzirá escolhas que afetarão diretamente o desenrolar da narrativa, intimamente ligadas ao tema central deste último capítulo: a “determinação” (resolve) da equipe antes do confronto derradeiro.

    “Nossos heróis, Cloud e seus companheiros, são amados por muitos fãs ao redor do mundo. Pensando nisso, não queríamos apenas entregar uma experiência de narrativa única [e idêntica] para todos. Queríamos que cada jogador – cada fã – tivesse uma experiência única ao seguir para a batalha final.”

    Na prática, as decisões feitas ao longo do game vão alterar a profundidade e a forma como a determinação de cada personagem é retratada antes do clímax que decidirá o destino do planeta.

    Um Único Destino, Múltiplas Emoções

    Final Fantasy VII Revelation

    Com a promessa de ramificações e um mapa totalmente aberto, é natural que a comunidade se preocupe com a possibilidade de múltiplos finais, o que poderia fragmentar a conclusão de uma história tão canônica. Hamaguchi, ciente desse receio, foi categórico: o final da história será um só.

    Não haverá múltiplos desfechos que mudem drasticamente o destino do mundo com base no que você fez. A genialidade da proposta está na jornada até lá. O caminho para o final singular será diferente entre os jogadores, e o peso emocional com que você chegará aos créditos finais vai variar muito dependendo de como você moldou a sua relação com o grupo e quais conteúdos explorou pelo mundo.

    Mais Minigames a Caminho

    Para equilibrar a tensão do fim do mundo e a imensidão do novo mapa aberto, o diretor também confirmou que Revelation está triplicando a aposta nos adorados minigames da franquia. O grande destaque confirmado até agora? O retorno da icônica (e infame) guerra de tapas da Tifa, adaptada com todo o charme clássico para a nova geração.

    Com total liberdade para voar pelo horizonte e uma jornada moldada pelas nossas próprias emoções e escolhas, Final Fantasy VII Revelation tem tudo para ser uma despedida inesquecível.

    O jogo chegará simultaneamente para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC entre março e junho do próximo ano. Fique de olho para mais novidades e atualizações sobre o lançamento!

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