Acompanhar a evolução dos games e da narrativa digital tem sido a nossa grande paixão ao longo destes 10 anos de história aqui no Feededigno, e poucas franquias representam uma jornada de design tão fascinante quanto o universo de Kratos. Com os recentes anúncios do State of Play, a comunidade de jogadores de PlayStation 5 e outras plataformas foi pega de surpresa por uma mudança ousada de direção. O novo God of War Laufey promete deixar de lado o peso nórdico para resgatar a agilidade extrema.
Mas essa escolha de transformar o novo jogo da Faye em um verdadeiro Hack and Slash é apenas uma forma de dar identidade à protagonista, ou esconde uma estratégia muito maior da Santa Monica Studio?
A Quebra de Paradigma: O Fim do Combate Plantado

A era nórdica de God of War nos acostumou com uma fisicalidade densa. O combate de Kratos é visceral, cadenciado e focado em defesa e punição de aberturas. Kratos fica plantado no chão e o jogador sente o peso de cada golpe com o Machado Leviatã.
Faye vai na direção oposta. A jogabilidade apresentada brilha na verticalidade. O combate incentiva transições fluidas entre o chão e o ar, trazendo de volta a famosa mecânica de juggling, que é justamente o ato de lançar os inimigos para cima e emendar combos devastadores antes que eles toquem o solo. É uma postura ofensiva ininterrupta, baseada em velocidade e na manutenção do ritmo acelerado da batalha.
As Ferramentas de Faye: Almas e a Espada de Rue

Para sustentar esse ritmo alucinante, a Mão Dourada dos Jötnar traz mecânicas que contrastam perfeitamente com a força bruta espartana.
Manipulação de Almas e Separação Espiritual Faye consegue arrancar e separar a alma de um inimigo de seu corpo físico. Estas almas se tornam recursos ativos durante a luta, permitindo estender sequências de golpes no ar e criar aberturas instantâneas na defesa adversária.
A Espada Lendária de Rue No misterioso reino do Everywhen, a antiga portadora do Machado Leviatã adquire uma nova arma ligada a um espírito protetor. Essa lâmina foi desenhada especificamente para cortes rápidos, controle de multidões e combos expansivos.
Preparando o terreno para o Remake

É aqui que a genialidade do game design e as especulações da comunidade se encontram. Sabemos que a Santa Monica Studio tem planos engatilhados para o remake da trilogia original da Grécia. O grande desafio de recriar os primeiros jogos do Deus da Guerra hoje é transportar aquela física de pulo, agilidade e os frenéticos ataques das Lâminas do Caos para um motor gráfico moderno sem que o projeto pareça datado ou quebre a imersão.
Desenvolver God of War Laufey pode ser a jogada de mestre do estúdio. Ao focar em Faye, os desenvolvedores ganham a oportunidade de usar o jogo derivado como um grande laboratório técnico e criativo.
Em vez de arriscar errar o tom recriando o icônico Kratos jovem logo de cara, a equipe utiliza este projeto para reaprender e refinar a programação de três pilares:
- Física de saltos e combate aéreo.
- Mecânicas de controle de multidões mais ágeis.
- Respostas de colisão em alta velocidade.
Uma vez que esses sistemas estejam validados e aprovados pelo público na jornada de Faye, a base técnica estará completamente polida e pronta para ser adaptada ao retorno glorioso do Fantasma de Esparta na Grécia Antiga.
O Que Esperar do Futuro?

A Santa Monica Studio parece entender que boas histórias também são contadas através do controle nas mãos do jogador. A transição para o Hack and Slash não é um retrocesso, e sim um aceno aos fãs veteranos e um passo fundamental para o futuro da franquia.
Qual a sua visão sobre essa mudança de ritmo? Você acredita que Laufey será o teste definitivo para revivermos a fúria do Olimpo com a tecnologia atual?

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