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God of War: Ragnarok | Todas evidências que apontam uma viagem no tempo

God of War

God of War tem um longo histórico de viagem no tempo. Como o 2º game da franquia tem seu mote quase que inteiro baseado em viagem no tempo, culminando com Kratos voltando no tempo para o exato momento em que Zeus o trai.

Muitos detalhes escondidos ao longo do game lançado em 2018, como os 11 altares dos Jotnar escondidos pelo game sugerem que sua continuação, Ragnarok, também usará viagem no tempo como um importante artifício de roteiro para fazer a parte da mitologia se encaixar na história.

A ORIGEM DE JORMUNGANDR

God of War

A forma única de contar as mitologias grega ou nórdica da franquia God of War nos fez questionar como a Santa Monica Studios lidará com o plot twist da história que coloca Atreus como Loki. Além disso, a existência de Jormugandr que, por si só, já é um paradoxo. Como um dos filhos de Loki existe na mesma linha temporal em que Loki ainda é criança?

Na Edda em prosa, mais especificamente no livro Gylfaginning, é revelado que Loki é o pai de diversas criaturas/monstros da mitologia nórdica, como Fenrir, Hel, Sleipnir, e Jormungandr, todas elas tem um importante papel para o Ragnarok, que trará o fim do mundo na mitologia nórdica como a conhecemos – todos esses filhos vêm da união de Loki com Angrboda, uma Jotnar conhecida como “A Mãe dos Monstros.”

O game de 2018 além de mostrar claramente Jormungandr, uma interação entre a Serpente do Mundo, Atreus e Mimir, confirma a existência de Fenrir, o lobo que está destinado a devorar Odin quando a hora do Ragnarok chegar.

Apesar de tomar diversas liberdades criativas, God of War de 2018 conta uma história concisa e deixa diversas portas abertas para muito do que ainda está por vir na continuação, ainda sem data de lançamento.

Em determinada parte do jogo, fica acessível um altar Jotun em homenagem a Jormungandr que pode ser encontrado na Torre de Vanaheim no Lago dos Nove. O lado esquerdo do altar mostra a Serpente do Mundo sendo amamentada por sua mãe, Angrboda. O centro exibe a serpente circundando o Lago dos Nove. Por sua vez, o painel à direita mostra a serpente envenenando Thor durante o Ragnarok.

O painel esquerdo contém antigas runas Futhark que podem ser traduzidas como “Filho de Loki e Angrboda. Irmão de Fenrir, Hel, e dos Lobos de Ferro”. Isso confirma que a Serpente do Mundo é, de fato, filha de Loki já na época em que Kratos e Atreus partem em sua empreitada, assim como confirma a existência de seus outros filhos.

PARTINDO A YGGDRASIL AO MEIO

A explicação da origem de Jormungandr, a Serpente do Mundo, está para sofrer algumas alterações em relação ao material fonte, retirado da Edda.

Ainda na Edda em Prosa, é contado que após a captura de Loki pelos deuses, Odin sequestra os três filhos de Loki e lança Jormungandr no oceano que circunda Midgard. A partir daí, a Serpente não para de crescer, ao ponto de conseguir morder seu próprio rabo, circundando completamente Midgard, onde ela passou a ser conhecida como a Serpente do Mundo.

Na mitologia nórdica, Thor e a Serpente do Mundo batalham no começo da história, e seria bem interessante ver como a Jormungandr que conhecemos chegou ao lago dos Nove Reinos. A lenda diz que, durante o Ragnarok, Thor dá um golpe final em Jormungandr, mas por fim sucumbe com o veneno dele.

O God of War de 2018 dá a entender que a Serpente do Mundo já viveu o Ragnarok. Mimir sugere que:

“É dito que Jormungandr e Thor batalham no Ragnarok, sua luta é tão violenta que faz a Árvore da Vida se partir, lançando a serpente de volta no tempo, mesmo antes de seu próprio nascimento.”

Em determinado momento do game, Freya também diz que a Serpente do Mundo apareceu um dia sem qualquer explicação.

Segundo o jogo dá a entender, em determinado momento do futuro Thor envia Jormungandr de volta no tempo, mas então é envenenado pela Serpente do Mundo mais velha após ser mortalmente ferido. Como em várias ocasiões do game, Mimir conta tudo de forma bem resumida, explicando que a Serpente do Mundo e Thor “tem uma história desagradável entre eles, ou terão…”.

A VIAGEM DO TEMPO QUE DESENROLARÁ O RAGNAROK

Quando Atreus pergunta mais sobre a Serpente do Mundo a Mimir – Mimir, o mais sábio entre os deuses nórdicos, está presente na Edda nos poemas Völuspá e Sigrdrífumál – diz a Atreus que ele lhe era bem familiar. Todas essas evidências apontam que em determinado momento do game haverá uma viagem no tempo.

Ao meu ver, é possível que God of War: Ragnarok mostre uma progressão de tempo normal, sem qualquer tipo de viagem no tempo da perspectiva de Kratos ou Atreus. Mas se o próximo jogo for em qualquer coisa parecido com o game de 2018, a tendência é que se desenrole em um curto período de tempo.

De alguma forma, elementos relacionados à viagem no tempo podem ser inseridos na série, ou por meio de um portal, como funciona a viagem rápida do game.

O fato de que Fenrir já existe na época do God of War de 2018 faz outra situação ser extremamente provável. Ao final do game, é dito que um inverno teve início. Na mitologia nórdica, um longo inverno que antecede o Ragnarok é conhecido como Fimbulwinter. É possível que o próximo game comece com o Ragnarok, e que Atreus e, provavelmente, Kratos serão enviados de volta no tempo quando a Yggdrasil for quebrada.

Apesar de não termos um histórico de algo assim na franquia, é possível que quando God of War: Ragnarok tiver início nos deparemos com um Atreus mais velho, pouco antes do Ragnarok, e se torne pai de Fenrir, Jormungandr, e seus outros filhos com Angrboda. Parece provável que essa versão de Atreus seja aprisionada como Loki nos mitos, e escape apenas quando o Ragnarok começar.

Ao longo do game de 2018, passamos grande do tempo à procura de Jotnar, assim como o caminho para Jotunheim. É provável também que não encontremos nenhum outro Jotnar ao longo do jogo, e que eles tenham sido enviados de volta no tempo quando a árvore da vida se quebrou. Ou vai se quebrar.

Essa pode ser a razão dos Jotnar terem o conhecimento do futuro e do Ragnarok, ou quando ele vai começar, apesar dos Aesir e dos Vanir não terem o mesmo conhecimento.

Há também algumas implicações e razões para God of War: Ragnarok não querer lidar com os personagens encontrando e lidando com um loop temporal.

God of War de 2018 é focado no fato de Kratos não poder mudar sua própria história, seu próprio passado, e sua luta para impedir que sua história se repita com ele e seu filho. Apesar da viagem no tempo de God of War 2 permitir apenas que Kratos sobreviva e volte no tempo para se vingar, uma viagem no tempo pode ser um artifício de roteiro em Ragnarok que explicaria como a profecia se iniciou.

Se Kratos descobrir uma maneira de quebrar o ciclo quando o Ragnarok se aproximar, pode ser que ele enfim consiga quebrar o loop de violência e vingança do qual tem feito parte desde seu primeiro game.

A sequência de God of War está atualmente em desenvolvimento para PS4 e PS5.

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