PRIMEIRAS IMPRESSÕES | Batora: Lost Haven (2022, Team17)

    Batora: Lost Haven está em nosso radar desde o fim de fevereiro de 2022 quando tivemos a oportunidade de testar sua demo durante o evento Steam Vem Aí do início do ano. Ainda em desenvolvimento pelo estúdio Stormind Games em parceria com a Team17, este é um RPG de ação com elementos hack and slash.

    Com previsão de lançamento na primavera de 2022, Batora: Lost Haven será disponibilizado para Nintendo Switch, PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X | S, ainda sem uma estimativa de preço.

    SINOPSE

    Batora: Lost Haven é um RPG de ação e aventura interplanetário com uma história rica à base de escolhas.

    Avril nunca pensou ter de assumir o papel de heroína, mas, após um episódio misterioso e devastador, o seu mundo ficou do avesso. Com o seu planeta natal à beira da destruição, Avril foi dotada de poderes extraordinários e terá de viajar o universo para desvendar segredos ancestrais e tomar uma série de decisões determinantes.

    PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE BATORA: LOST HAVEN

    Antes de trazer opiniões, ressaltamos que nossa experiência está atrelada ao jogo em sua versão de demonstração liberada durante o Steam Vem Aí e uma versão de preview limitada disponibilizada para a imprensa e creators.

    É recomendado que, antes de ler estas impressões, assista ao trecho de nosso vídeo onde explicamos um pouco sobre a proposta básica de Batora: Lost Haven.

    Em ambas as versões, a desenvolvedora deixa claro que existem limitações, indicando inclusive vários gargalos que estão sendo trabalhados. A Stormind Games ainda alerta que o produto final poderá ter vários pontos diferentes do observado até aqui.

    Trama

    A primeira diferença percebida entre a demo e a versão de testes recebida recentemente é a quantidade de história e conteúdo adicionados na última. Ao passo que a versão de demonstração trazia pouca explicação da história, focada nas mecânicas e em apenas um cenário, a preview compensa estas carências.

    Tivemos agora um vislumbre maior das boas cinemáticas que contam mais da história de Batora: Lost Haven. Apesar de simples, o enredo que incumbe à Avril a salvação de seu planeta é bem montado e conta com personagens e diálogos interessantes que colaboram para um fluxo agradável do jogo. Por ter um sistema de decisões que afetam o avanço da história, isto parece um promissor indicativo de ganhos no desenrolar do jogo.

    Mecânicas

    A dualidade parece ser marca do jogo. Não apenas na tomada de decisões, que te faz escolher entre uma postura agressiva ou mais branda, o jogo ainda oferece a já conhecida dualidade entre os poderes da Lua e do Sol. Estes dois são entidades que dão poderes à Avril, e seguem a linha dual: um oferecendo habilidades físicas e o outro, mentais.

    A existência de adversários que só sofrem dano a partir de um tipo de habilidade exige a elaboração de estratégias rápidas para melhor lidar com cada problema, mudando entre os modos físico e mental frequentemente durante os combates ou até mesmo nos quebra-cabeças que o jogo oferece.

    Falando especificamente das mecânicas de controle de Avril, a alteração entre os modos e os cooldowns de algumas habilidades ainda têm uma resposta estranha que não tornam a interação com o ambiente tão orgânica. Os comandos de esquiva também possuem limites que não ficam claros em todos os momentos, prejudicando em combates com mais de um adversário.

    Gráficos

    As criações que misturam fantasia e ficção científica de Batora: Lost Haven possuem traços pintados à mão e com cores divertidas. O jogo oferece gráficos bem trabalhados e um 3D isométrico bem desenvolvido. Em alguns momentos, os visuais me lembraram muito títulos do estilo Marvel: Ultimate Alliance.

    Também em razão da dualidade que conduz o jogo, as cores auxiliam a demarcar necessidades de uso de cada um dos modos que Avril pode acessar através de seus poderes. Desta forma, o belo colorido não só orna o jogo, mas serve ainda como indicador de ação para a progressão da trama.

    VEREDITO INICIAL

    A parceria da Stormind Games com a Team17 tem muitos pontos positivos. Os elementos já elencados destacam o potencial da obra, com capacidade para ser um bom título do gênero.

    Ainda, outro ponto positivo é, ironicamente, ressaltar já os pontos negativos em seu documento de distribuição. Ao recebermos acesso à esta versão prévia, lemos também um documento onde a Stormind declara todas limitações reconhecidas e informa já estar trabalhando nelas.

    O trabalho nas correções e a disponibilidade para ouvir a comunidade são louváveis. No entanto, as falhas que permanecem da versão testada em fevereiro nesta prévia limitada denotam uma dificuldade na resolução dos problemas de Batora: Lost Haven.

    O esforço para polir tantas falhas em tão pouco tempo (pois pretendem lançar ainda na primavera) deverá ser grande, mas isto é algo que só poderemos avaliar após o lançamento.

    Confira o trailer de Batora: Lost Haven

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