Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon é o primeiro spin-off de Dragon Quest, que foi lançado em 1993 para SNES (na real, para Super Famicom, já que o game ficou preso lá no Japão), porém isso mudou no dia 9 de setembro de 2026.
Durante a Direct que ocorreu nesse dia, a Square Enix anunciou diversas novidades e, dentre elas, um Shadow Drop de Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon -Classic HD-, com idioma em inglês oficialmente pela primeira vez.
Você o encontra nas plataformas Steam, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S e PlayStation 5. Sendo que a versão de PC possui uma coisa a mais: com ela, são possíveis algumas pequenas interações durante as lives dos streamers que usam a Twitch ou o YouTube.
Agradecemos à Square Enix pela chave de Nintendo Switch 2 para a criação deste conteúdo.
O começo de Mystery Dungeon

Este título dá origem à subsérie Mystery Dungeon, que inspirou futuros jogos, como Pokémon Mystery Dungeon.
O jogo tem uma pixel art bem charmosa e que ainda remete ao clássico, adiciona cenas com bonecos desenhados em papéis num estilo bem fofo e pode ser jogado em inglês ou japonês.
Tenho jogado no Switch 2 e fica bem bonito na tela do portátil. Também gostei das músicas; acho o jogo interessante do ponto de vista de quem nunca o jogou antes, como eu, confesso.
Tem sido uma experiência bacana conhecer o game que deu início a esse estilo Mystery Dungeon, com masmorras que mudam todas as vezes que entramos. E se você morrer… é, precisa começar novamente. Acredito que tenha sido um título importante para muitos roguelikes atuais.
Quem é Torneko e como é o jogo?

Torneko é um mercador de Dragon Quest IV que recebeu um jogo próprio e que, nele, sonha em ser o maior mercador de todos.
Ele viaja para uma vila que você, como jogador, pode nomear. Ali, Torneko quer abrir uma lojinha junto com sua esposa e seu filho, e vai falar com o Rei para pedir permissão para abrir o negócio e explorar a famosa Mystery Dungeon.
O Rei acha perigoso e não acredita em Torneko; afinal, ele é um mercador e não um herói, né? Ele diz que essa é uma masmorra muito famosa por conter itens realmente interessantes que atraem diversos aventureiros, mas que muitos nem saem vivos de lá.
Então, ele passa uma primeira tarefa a Torneko: uma masmorra menor, onde ele mesmo escondeu um tesouro no último andar (o andar 10). Se você conseguir voltar com o tesouro, ele confiará em você para que possa ir de fato à masmorra que deseja.
Portanto, encare essa primeira masmorra como um tutorial para ter uma ideia de como o jogo funciona, demonstrando diversos itens que você vai coletar ao longo dela. O domínio dos itens é muito importante e vai te ajudar bastante a se manter explorando por mais tempo.
Torneko precisa passar pelo desafio sem morrer, usando os itens que achar pelo local, que podem ser consumíveis ou equipamentos.

Podemos achar armas e escudos. Eles podem vir na versão base ou +1, +2 e +3, e devemos usar um pergaminho para identificá-los. Podem ser armas físicas (como espadas e machados) ou varinhas com feitiços; estas últimas terão um número limitado de usos.
Os pergaminhos podem servir para outras coisas, como buffar itens, dar debuff em inimigos, soltar magias e mais.
Inclusive, atente-se ao que é melhor jogar no inimigo ou usar em você mesmo. Certa vez, quis jogar um pergaminho que deixava o inimigo confuso e acabei usando-o em mim sem querer; daí, comecei a ver todos os monstros da masmorra com a forma do Torneko por um tempo.
Além disso, achamos ervas com efeitos diferentes: o tipo principal serve para curar a nossa vida, mas podemos achar outras que possuem efeitos para retirar status negativos ou que dão algum poder. Pode haver também alguma que você queira jogar no inimigo à sua frente.
Também acharemos pães, sim, pães! Torneko sentirá fome com o passar do tempo explorando, e andar com fome o fará perder vida.
Sério, é sempre bom guardar pergaminhos que causam explosão em área; vai que você acha uma sala cheia de monstros, né? Eles e outros itens são muito úteis. Ah, e você deve gerenciar o seu inventário com um limite de 20 espaços.
Conforme avança, você melhora a sua lojinha e até mesmo outros aspectos da exploração. E foi isso que mais me chamou a atenção.
Minha referência

Há uns anos, joguei algumas vezes Moonlighter, um indie moderno, mas com uma proposta parecida: vamos às masmorras, pegamos o loot e vendemos na nossa lojinha da cidade, ficamos mais fortes e etc.
Então, apesar de não conhecer o Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon na época, achei interessante e tive vontade de jogar esse clássico por me lembrar de outros jogos de que gosto.
Alguns problemas

O jogo do Torneko é bem bonito; é gratificante e viciante rejogar suas masmorras, que são diferentes a cada vez que entramos, mas, infelizmente, existe um pequeno atraso nos textos.
Não podemos atacar sem que os textos saiam da tela. Às vezes, vi-me tomando dano sem poder reagir, pois a mensagem de level up não terminava.
Andar na diagonal também tem problemas: você segura o botão para habilitar a movimentação, mas demora alguns segundos para as setinhas ficarem à disposição. No Switch 2 é o botão R, então imagino que seja R1 no PS e RB no Xbox e no PC.
Espero que consertem isso o mais rápido possível, pois acaba sendo frustrante nesse aspecto.
O jogo só avança quando Torneko se movimenta, seja andando ou atacando. Além disso, precisamos estar virados na direção do inimigo com quem estamos lutando, ou não daremos dano.
Como cada decisão importa, uma pequena correção nos comandos pode fazer a diferença para você se manter vivo e avançar mais um andar.
Localização e os últimos anúncios da Square Enix

Eu amei e me apaixonei a ponto de não querer parar de jogar a demo de Final Fantasy Resonance nos últimos dias, mesmo jogando em espanhol. Se estivesse no nosso idioma, seria ainda mais incrível.
Gostei de ver que Kingdom Hearts IV vai chegar com legendas em PT-BR e que, assim como os primeiros jogos da linha de remake de Final Fantasy 7 têm legendas no nosso idioma, o último jogo (que fecha a trilogia no ano que vem) também terá.
Por exemplo: o jogo Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion, que é originalmente de PSP e acompanha Zack antes dos acontecimentos de Final Fantasy 7, também recebeu uma repaginada com diversas melhorias visuais e está em vários consoles atuais. Na Nintendo Direct, foi anunciada a sua versão para o Switch 2.
Crisis Core também foi um jogo que finalizei pela primeira vez neste ano e de que gostei bastante. No caso, joguei-o no PC, mas é um título que não possui PT-BR. Além dele, tenho jogado Dragon Quest Monsters: The Dark Prince pelo Switch (que também não possui localização), e recebemos recentemente a notícia de que está disponível para testarmos a demo do novo Dragon Quest Monsters: The Withered World.
Escrevo isso enquanto a demo finaliza o download para que eu possa jogar também. Eu gosto de muitos jogos da empresa, mas é um pouco confuso: quase parece uma roleta da sorte qual título vai ter legendas em PT-BR e qual não vai.
Separei essa parte para falar sobre o que tenho pensado quanto a isso envolvendo vários títulos, mas confesso que nem esperava que haveria localização no Dragon Quest Heroes: Torneko‘s Mystery Dungeon Classic HD. Geralmente, alguns jogos assim mal chegam por aqui e, muitas vezes, mal saem do Japão; então, é sim positivo ver títulos diferentes finalmente saindo de lá e chegando para os conhecermos. Contudo, também torço para que os próximos anúncios tenham legendas no nosso idioma.
Enfim, vale a pena?

Amo podermos ver versões de jogos que nunca recebemos chegando agora. Adoro testar jogos retrô e conhecer histórias que não pude viver quando criança. Porém, o preço desse jogo está saindo por R$ 142,50 nos consoles e R$ 119,90 no Steam e, como já mencionei antes, ele não terá legendas em PT-BR, apenas em inglês e japonês.
O game não possui tantos diálogos. São bem poucos, e muitos deles dão apenas uma ideia rápida da situação geral do que está acontecendo. Os demais são linhas de texto sobre como os itens funcionam, tutoriais ou mensagens de avanço de nível e quantidade de dano.
Logo, se você não domina o inglês, mas entende o suficiente, pode jogar bem tranquilo. Também é possível jogar com o celular por perto para traduzir, ao menos uma vez, o que aquele “item X” novo na sua bolsa faz, e daí em diante é só seguir jogando.
Achei o jogo divertido, mas acho que pode ser mais interessante principalmente para quem já gosta desse estilo. Talvez seja ideal para pessoas que já são fãs de Dragon Quest (especialmente as que jogaram o IV e têm alguma ligação com o personagem), que queiram conhecer todos os spin-offs da franquia ou que buscam experimentar títulos desconhecidos que ficaram restritos lá no Japão.
Por um valor promocional, em alguma promoção eventual (que vira e mexe acontece com todos os jogos da Square Enix nas lojas), pode valer muito a pena, e espero que até lá já tenham corrigido o problema de atraso que citei anteriormente.
Se você entende e se identifica com tudo o que leu por aqui, é isso: trata-se de um game “fechadinho” e divertido para você tirar alguns minutos ou horas do seu dia melhorando a lojinha de Torneko e enfrentando masmorras cheias de monstros como um verdadeiro “zé lootinho”. O jogo entrega isso, e nada mais do que isso.
Confira o trailer do game:

Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.
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