CRÍTICA – O Rastro da Serpente (2020, Larissa Prado)

    O Rastro da Serpente da escritora de horror Larissa Prado, entrou em financiamento coletivo pelo Catarse e rapidamente se tornou um sucesso entre os fãs da escritora.

    O livro que conta como um terror já característico de Prado, tem como personagem central Kyra, uma professora que após pesados traumas, se vê envolvida em um emaranhado mais complicado do que é capaz de compreender.

    A história de Kyra tem início pouco tempo depois da separação da professora infantil. Ao se ver perdida em uma aparente depressão, a professora se vê mais afundada, quando eventos a fazem colocar sua sanidade em dúvida.

    O Rastro da Serpente

    Sua irmã mais nova Maya, retorna para sua vida, oferecendo ajuda, mudando quase que completamente a configuração da história até então.

    “O mal não está apenas à nossa volta, não é um ser com chifres e rabo pontudo te visitando à noite. Ele nasce por dentro.”

    Larissa Prado acerta ao nos levar por caminhos que nossas mentes costumam ir quando levadas por situações de máximas, seja de sofrimento, tristeza, ou até mesmo pesar. Quando confrontada por um trauma de infância, assim como todos, Kyra parece ter sua forma de lidar com o mal que era forjado em sua pele, ao mesmo tempo em que uma cicatriz era marcada em sua alma.

    A relação de Kyra com o mundo, a faz ser uma personagem crível, e comum a todos, apresentando por vezes os sentimentos tão humanos quanto possível, nos e eleva isso até a enésima potência, quando a história tão pé no chão, rapidamente se torna uma história de terror e possessão.

    Ao percorrer por caminhos até então inesperados, a sanidade de Kyra, assim como o seu mundo recebem um golpe conciso, afetando tanto a forma como a personagem vê o mundo, como ela perde sua ligação com ele aos poucos.

    Larissa Prado foi feliz em O Rastro da Serpente, ao se utilizar de diversos artifícios e arquétipos que tornam a figura da professora quase que indefesa e depressiva, em um ser poderoso, apagando quase que inteiramente tudo que Kyra fora até aqui.

    O simbolismo da história nos leva por caminhos inesperados, nos prendendo do início ao fim e nos fazendo criar cenários mentais dos acontecimentos conforme a leitura. As artes da artista Gio Guimarães brilham e só aumentam ainda mais a atmosfera aterrorizante que a história toma a cada página.

    O livro foi lançado em um financiamento coletivo no Catarse pela Editora Skript e atingiu a meta de 100%. Se não conhece outros trabalhos da escritora goiana, recomendo que vá atrás de suas histórias como O Balé das Aves Mortas, Herança Maldita, Flores Mortas, Anônimo e muitos outros. 

    Nossa nota

    Confira o trailer do livro:

    https://www.youtube.com/watch?v=tWMyVpoOSP8&feature=emb_title

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