CRITÍCA: A segunda temporada de The Pitt mantém sua excelência narrativa

    The Pitt foi uma série muito bem recebida em seu ano de estréia por causa dos personagens carismáticos, temas que atravessam questões individuais quanto críticas sociais e um formato narrativo que não é muito comum no produto de TV/Streaming atual. 

    A segunda temporada chegou em 8 de janeiro com 15 episódios semanais, encerrando-se no dia 16 de abril. O elenco é formado por Noah Wyle, Katherine LaNasa, Fiona Dourif, Isa Briones, Supriya Ganesh, Patrick Ball e tem como novidade a atriz Sepideh Moafi como a doutora Baran Al-Hashimi.

    Nesta segunda temporada veremos os eventos de tudo o que acontece durante um plantão no feriado de independência dez meses após a primeira temporada. Durante os episódios veremos a equipe no limite emocional e de recursos durante várias situações, entre elas um apagão digital. 

    Novos desafios mesmo formato

    Um dos elementos que fez The Pitt ganhar a minha atenção é a forma de contar sua história focando em tudo o que pode acontecer em um dia no hospital. Neste novo ano isso se repete com muito mais intensidade tornando essa temporada não apenas sobre a relação dos médicos e seus pacientes como suas questões individuais.  

    Outro ponto interessante que se repete e continua sendo formidável é como a série vai abordar temas diferentes em seus episódios. Neste plantão é sobre imigrantes, sua relação com o sistema social ruim e a violação de direitos como em um episódio envolvendo agentes do ICE.

    Acredito que mesmo não se aprofundando tanto em sua crítica é muito importante que uma série  sobre o mundo real também fale de questões reais. Também vemos o cerne da narrativa ser um tema sensível destacando capítulos falando sobre racismo e violência de gênero, vivências que são debates sociais de muito importantes atualmente. 

    Além disso, a série também vai abordar muito saúde mental seja nos profissionais das diferentes áreas do hospital como também de alguns pacientes. Em The Pitt vemos o esgotamento emocional das pessoas que trabalham na área da saúde diante de suas adversidades. 

    A exemplo do ano anterior também tivemos um grande desastre ocorrendo sendo o desta temporada um ataque cibernético impedindo o hospital de acessar sua tecnologia. Esse recurso narrativo retornar é interessante porque já estamos vendo o ambiente caótico e isso aumenta a tensão, no entanto para o futuro pode acabar se tornando algo previsível. 

    The Pitt e um alerta sobre saúde mental masculina

    O elenco de Pitt a nível de atuação é excelente, com ótimas construções de personagens, mas gostaria de destacar como aprofundaram o doutor Robbie interpretado por Noah Wyle.

    Na primeira temporada temos esse personagem não lidando com seu transtorno pós traumático.. Nestes novos episódios a consequência dessa ausência de cuidado resultando em um homem que não apenas deixou de expressar sentimentos como adoece mentalmente.

    Isso cria um contraste em comparação com o Abbot, alguém muito mais conectado às suas emoções vendo seu amigo de longa data seguir no caminho que outrora esteve. 

    Neste ponto vemos a série deixar uma mensagem enfática que a subjetividade masculina nesta era moderna precisa estar conectada ao que sente e  sua vulnerabilidade. Principalmente quando é necessário ter consciência de pedir ajuda quando as coisas não estão bem. 

    O encerramento desta leva de episódios é um pouco diferente do ano anterior com a equipe vendo os fogos de artifício após tantos desafios. Trazendo uma reflexão sobre os dias que vencemos e como lidar quando nem tudo sai como o planejado. 

    A segunda temporada de The Pitt mantém a excelência narrativa que a fez se tornar tão querida. Conseguindo manter alta a expectativas para o que podemos ver no que seguirá com esses personagens e o hospital. 

    Nota

    Nossa nota

    Confira o trailer de The Pitt:

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