CRÍTICA – Locke & Key (2ª temporada, 2021, Netflix)

    A segunda temporada de Locke & Key já está disponível na Netflix. A série é uma adaptação dos quadrinhos de John Hill, filho de Stephen King, e Gabriel Rodriguez. A primeira temporada estreou no começo de 2020, desenvolvida por Carlton Cuse, Meredith Averill e Aron Eli Coleite

    No elenco estão Darby Stanchfield, Connor Jessup, Emilia Jones e Jackson Robert Scott.

    SINOPSE

    Depois de desvendar alguns dos segredos que a mansão esconde, os irmãos Locke terão que enfrentar forças demoníacas que colocam suas vidas em risco.

    ANÁLISE

    É fato que a Netflix tem suas produções favoritas que recebem as maiores divulgações por parte da gigante do streaming. É o caso de Stranger Things que graças a maçante propaganda foi absorvida pelo público, outras produções, como Locke & Key permanecem no subsolo e só cavadas por quem realmente se interesse pela premissa.

    Dessa forma, a história criada por John Hill e adaptada pela Netflix tem potencial (e isso já foi dito desde a primeira temporada), contudo parece não achar o tom certo entre quadrinhos e audiovisual. Na tentativa de tornar menos assustadora, a produção perde caráter e se torna “mais do mesmo” em meio a um enredo intrigante. O fato é que a produção lembra muitos os filmes infanto-juvenis de fantasia e terror, mas com aquela leve síndrome de “suavizar” a trama para todos os públicos. 

    O que leva a uma segunda temporada que demora para realmente se mostrar significante. Ainda que a primeira temporada tenha deixado questões em aberto, os irmãos Locke estavam contentes e felizes, o que mais poderia ser feito? Eis que a segunda temporada propõe novos desafios, mas não são suficientes por serem rasos. 

    Neste caso, é interessante ver a dinâmica entre Kinsey (Emilia Jones), Tyler (Connor Jessup) e Bode (Jackson Robert Scott). Ainda que sejam poucas até o meio da temporada, o que mostra que a série não compreende tão bem o seu núcleo central. Visto que, insiste em colocar os irmãos em tramas separadas demasiadamente. 

    Outro ponto é Gabe (Griffin Gluck) como Dodge (Laysla De Oliveira), a atriz que deu vida à vilã da primeira temporada foi um dos pontos altos da série e neste segundo ano tem participações mais esporádicas, o que prejudica a produção. Griffin Gluck até é um bom antagonista, mas falta a ele um pouco de amadurecimento. Já Eden (Hallea Jones) entrega bons momentos, apesar de não muito relevantes para a história. 

    Por último, é preciso citar a Keyhouse e o quanto esse ambiente é potente dentro de Locke & Key. Visto que tudo gira em torna da casa, ela também aparece como um personagem e com um design de produção belíssimo que se atenta a todos os detalhes cria o que há de melhor na série. 

    VEREDITO

    A segunda temporada de Locke & Key deixa evidente o quanto a série é uma produção mediana. Já que existe uma forte empatia pelos personagens, é necessário depositar o sucesso da história em seus aspectos de fantasia e leve terror. Ainda sim, falta um longo caminho para a série percorrer, quem sabe na 3ª temporada. 

    Nossa nota

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

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