Início SÉRIE Crítica CRÍTICA – Paciente 63 (2021, Spotify Brasil)

CRÍTICA – Paciente 63 (2021, Spotify Brasil)

Paciente 63

Uma das minhas paixões sempre foram as ficções-científicas. Em grande parte, pelo que testemunhei ainda quando criança no filme Os Doze Macacos. E para a minha surpresa, o Spotify nos disponibilizou os 5 primeiros episódios da áudio série original, Paciente 63 que conta com Seu Jorge e Mel Lisboa no elenco.

SINOPSE

Mel Lisboa é Elisa Amaral, uma psiquiatra que grava as sessões de um enigmático paciente. Seu Jorge dá voz a esse paciente, registrado como Paciente 63, que diz ser um viajante no tempo. O que começa como sessões terapêuticas de rotina se transforma rapidamente em um relato que ameaça as fronteiras do possível e do real. Uma história que transita entre o futuro e o passado de dois personagens que podem ter nas mãos o futuro da humanidade.

ANÁLISE

Os Doze Macacos de 1995, me causou uma suspensão de descrença desde seus primeiros momentos. Não pela viagem no tempo, mas simplesmente por questionar como um apocalipse se daria por meio de uma pandemia em um mundo politizado. Hoje, não questiono mais, tomo apenas o filme como um aviso.

No filme, James Cole (Bruce Willis) é enviado ao passado para impedir que um vírus mortal acabe com a vida na Terra como conhecemos – algo não tão diferente como testemunhamos nos eventos de Paciente 63. Ou será que é?

Paciente 63

Paciente 63 brilha nos mais diferentes aspectos, nos cativando tanto por meio de sua narrativa, quanto por seu brilhante roteiro, e as atuações que nos deixam boquiabertos a cada curva que a trama toma.

A elaboração, a montagem, assim como a ciência por detrás dos grande elementos que estão diante de nós, levam a áudio série por caminhos muito mais interessantes do que o caminho em Os Doze Macacos.

O Paciente 63 de Seu Jorge funciona como um protagonista que mostra lentamente o cuidado imbuído no roteiro, enquanto revela aos poucos ao espectador/personagem – a doutora Elisa – as mais diversas facetas de seus planos vindouros e muito mais de sua história. A personagem de Mel Lisboa, a Doutora Elisa, funciona e nos lança na trama sem pestanejar, de forma contundente.

VEREDITO

A química entre Mel Lisboa e Seu Jorge é incrível. Chegando a nos fazer acreditar que diálogos como os que testemunhamos na áudio série podem ser reais.

Ao deixar desde seus primeiros minutos limites não muito bem traçados, Paciente 63 aborda temas relacionados a saúde e doenças mentais, jamais aceitando completamente que viagem no tempo exista, assim como catástrofes que um viajante no tempo poderia vir a evitar.

O roteiro de chileno Julio Rojas, nos prende desde seus primeiros minutos. Seja por meio de seus artifícios narrativos, ou por trilhas contundentes, Paciente 63 se mostra como uma das ficções-científicas mais verossímeis no que tange as pesquisas realizadas sobre viagem no tempo.

Vale lembrar que Paciente 63 foi lançado originalmente na língua espanhola, e só agora, ganhou uma adaptação Brasileira. E preciso dizer, ela é incrível.

Paciente 63 contará com 10 episódios e será lançado no Spotify e tem estreia marcada para o dia 22 de Julho de 2021.

Nossa nota
5,0 / 5,0

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