CRÍTICA – Reação Nuclear (Minissérie, 2022, Netflix)

    Reação Nuclear é uma minissérie documental da Netflix criada por Kief Davidson que relata o maior acidente nuclear nos Estados Unidos, na Pensilvânia em 1979. A produção é dividida em quatro episódios de 40 minutos cada. 

    SINOPSE

    A série documental acompanha o acidente nuclear na usina de Thee Mile Island, na Pensilvânia. Em 1979, houve um mal funcionamento no equipamento central fez com o que a radiação escapasse e causasse o maior acidente nuclear da história dos EUA. Mas mesmo sendo o acidente mais grave, por sorte, nenhum funcionário da planta morreu ou sofreu ferimentos graves.

    ANÁLISE

    A Netflix já é conhecida por produzir e distribuir ótimas séries documentais sobre os mais variados assuntos. Logo, em Reação Nuclear o caso do maior acidente nuclear dos Estados Unidos é reaberto e apresentado para um público que tem poucas noções do ocorrido. Com uma dramatização muito bem contextualizada e diferentes vozes que dão peso a série, essa é mais uma ótima produção documental da streaming

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    Mesmo longe de ser uma Chernobyl, no qual as consequências da radiação serão sentidas por muito tempo, o acidente em Three Mile Island na cidade de Meltdown, ainda é um grande caso sobre os problemas que usinas nucleares podem causar. O documentário não tenta ser um alerta sobre a radiação, mas aborda de forma sóbria e sucinta o assunto. 

    Às quatro da manhã do dia 28 de março de 1979, houve um colapso parcial do reator Unidade 2 (TMI-2) resultando na libertação de até 481 PBq de gases radioactivos e menos de 740 GBq do particularmente perigoso iodo-131. O suficiente para alertar os técnicos no local e começar uma série de erros humanos que ameaçou uma comunidade inteira. 

    É evidente que os moradores de Meltdown tinham pouco ou nenhuma noção sobre os perigos que usinas nucleares representam. Nesse sentido, quando a imprensa começou a noticiar o acidente muitas pessoas ficaram apavoradas, além disso, as informações contradizentes entre veículos de comunicação, políticos e a empresa que gerenciava a usina levou a mais desinformação e pânico geral. 

    O documentário de Kief Davidson busca ser direto, a partir de perspectivas de moradores que viveram o ocorrido e relatos de cientistas e funcionários da usina, consegue recriar a tensão do momento. Outros fatores externos, como a Guerra Fria que ainda estava em pauta e o lançamento de um filme sobre um acidente nuclear  –  Síndrome da China (1979) de James Bridges, com Jane Fonda e Michael Douglas  – no mesmo período contribuíram para o clima hostil. 

    Depois de alguns meses do acidente, vários moradores de Meltdown se tornaram ativistas antinucleares e reivindicam o fim das usinas no país. O então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, instaurou uma comissão para investigar o acidente e foi constatado uma série de erros humanos e administrativos na usina de Three Mile Island. Mas, mesmo assim, a indústria nuclear continuou a operar no país. 

    Consequentemente, Reação Nuclear é uma forma de relembrar esse acidente que ficou marcado na história americana e também trazer conforto aos moradores que precisaram sair de suas casas na evacuação. Felizmente não houve mortes ou perda de vegetação e animais, mas o medo de um inimigo desconhecido permanece até hoje. 

    VEREDITO

    A minissérie documental utiliza de diversos recursos para contar sua história, desde de imagens de arquivos, entrevista e simulações a produção busca ser fiel aos acontecimentos. É um ótimo conteúdo para entender o que aconteceu em Three Mile Island e como a população foi impactada.

    Nossa nota

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer original:

    Reação Nuclear já está disponível no catálogo da Netflix.

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