CRÍTICA – Hacks (2ª temporada, 2022, HBO Max)

    Hacks entrou em seu segundo ano em 2022 contando novamente com a premiada Jean Smart como protagonista da série.

    SINOPSE DE HACKS

    Deborah (Jean Smart) pretende mudar o formato do seu show e está animada com a nova empreitada.

    Entretanto, um e-mail bombástico de Ava (Hannah Einbinder) pode colocar tudo a perder com informações constrangedoras sobre a vida da maior comediante dos Estados Unidos.

    ANÁLISE

    A nova temporada de Hacks foca muito nos relacionamentos de todos os personagens, sendo amorosos ou não, o enfoque é em como cada um lida com seus problemas em relação ao outro, algo muito acertado, pois torna a trama muito mais intimista, mesmo que, em escala, seja maior que a primeira.

    A jornada de Ava e Deborah se completam e são muito parecidas, mesmo que em níveis diferentes. As duas estão tentando se reencontrar em suas carreiras, tentando juntar os cacos dos erros do passado e buscando uma construção de um futuro nebuloso, mas que pode ser de muito sucesso.

    Os diálogos no quesito de drama estão impecáveis, uma vez que apresentam um amadurecimento das protagonistas. Por mais que a personagem de Jean Smart seja uma mulher madura, sua personalidade é deveras imatura muitas vezes, regada pela vaidade absurda. Por mais ferida que ela esteja, sua aura arrogante sempre se sobressai como uma forma de defesa, o que vai sendo descontruído ao longo da temporada com uma proposta ousada de rir de seus próprios fracassos. A atuação de Jean Smart mais uma vez é um show à parte, visto que a atriz consegue apresentar talentos na comédia, drama e até na música, surpreendendo positivamente este que vos escreve.

    Os demais atores entregam boas atuações, principalmente o trio Hannah Einbinder (Ava), Carl Clemons-Hopkins (Marcus) e Paul W. Downs (Jimmy), criador e escritor de Hacks. Os dois primeiros tentam se resolver com suas vidas amorosas e profissionais, abordando de formas diferentes essas questões. Ava é infantil, insegura e arrogante, mas consegue evoluir de forma meteórica. Marcus é durão, mas enfrenta um conflito muito grande que o faz repensar sua rotina, uma jornada muito interessante de se acompanhar. Já Jimmy tem talvez o arco mais divertido, pois também está em uma jornada de reconhecimento e legado, algo que é bastante inteligente por parte do roteiro que consegue dar uma boa profundidade para ele, aglo que não acontecia na primeira temporada.

    A direção consegue trabalhar muito bem a estrutura road serie que se estabelece no segundo ano de Hacks, criando laços com lugares e pessoas. A forma como Deborah lida com suas questões em cada cidade é algo muito irreverente, pois criamos uma conexão com ela, fazendo parte dessa caravana de shows quase como um dos membros da equipe. Cada detalhe pequeno conta, um acerto gigantesco de toda a turma por trás das cenas.

    VEREDITO

    Com uma história mais minimalista, quase dando um adeus ao seu público, Hacks evolui seu texto e traz conexões genuínas sobre amor, perdão, perrengues e traumas que precisam ser resolvidos. Espero que esta temporada não seja a última, pois merecemos um fechamento digno com um terceiro ano que vai ser a cereja do bolo de uma série com tanta qualidade narrativa e técnica.

    Nossa nota

    5,0/5,0

    Confira o trailer:

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