CRÍTICA – The Boys (3ª temporada, 2022, Prime Video)

    The Boys entra em seu terceiro ano com muita sanguinolência e o esperado evento Herogasm. A nova temporada conta com Jensen Ackles (Supernatural) no elenco.

    SINOPSE DE THE BOYS

    Depois da crise da Vought e das fichas serem limpas por parte dos Rapazes, tudo parece mais tranquilo entre os dois lados da guerra eterna entre supers e os nossos protagonistas.

    Contudo, nem tudo está perfeito e as novas movimentações dos bastidores reaquecem essa batalha mortal entre os dois grupos.

    ANÁLISE

    O terceiro ano de The Boys é o mais fiel aos eventos dos quadrinhos, uma vez que consegue passar cenas das páginas das hqs para as telas.

    O caos das histórias de Garth Ennis e Darick Robertson ficou estampado aqui com uma marca dessa temporada, visto que a violência gráfica, sexo explícito e coisas absurdas acontecem a todo o momento.

    Sobre os novos personagens, Jensen Ackles consegue ser ameaçador, mas num nível mais ameno que o poderoso e assustador Capitão Pátria (Antony Starr). O Soldier Boy é retratado como um homem clássico, um machão do passado que é contra toda a modernidade, algo muito em voga no nosso mundo contemporâneo. Condessa Carmesim ou Condessa Escarlate (Laurie Holden) é quase uma figurante de luxo e assim como nos quadrinhos, não tem nenhuma importância.

    Condessa Escarlate

    Falando um pouco do roteiro, a terceira temporada de The Boys se aprofunda muito em como os discursos de ódio podem fazer uma sociedade ruir em busca de lideranças terríveis. O Capitão Pátria é uma mistura de diversos ditadores que surgem quando um povo crê que há um fantasma ameaçando a sua liberdade, seja por conta do crescimento da importância das minorias no aspecto de influência, seja por conta da intolerância com discursos e ações que discriminam as pessoas que sempre foram prejudicadas que fazem parte do mesmo grupo em questão, algo que fez com que muitas lideranças nefastas crescessem e o pânico moral se instalasse em diversas mentes conservadoras.

    NEM TUDO É POSITIVO EM THE BOYS

    Se por um lado é muito interessante termos muitas referências dos quadrinhos na terceira temporada, pelo outro, há uma quantidade considerável de fan services sem nenhum propósito por causa disso. Muitos personagens aparecem e saem logo em seguida, sem nenhuma relevância, o que acaba soando como apenas uma jogada barata para agradar os fãs mais ferrenhos de The Boys.

    Outro aspecto negativo são as tramas paralelas, pois diversos personagens como Leitinho (Laz Alonso), Françês (Tomer Capone) e Profundo (Chace Crawford) tem tramas que ou soam forçadas, ou que não acrescentam em nada na história principal, deixando elas bem difíceis de acompanhar. Alguns personagens poderiam ser sacrificados para deixar a temporada mais dinâmica e ousada, mas dessa vez, Eric Kripke e companhia preferem jogar no seguro, enfiando o pé no freio em momentos em que poderiam acelerar e tornar o novo ano memorável, uma pena, visto que muitas vezes a trama acaba ficando até meio novelesca com dramas bem previsíveis e sem o devido peso.

    VEREDITO

    The Boys

    Com muita qualidade, contudo, bastante irregular, a nova temporada de The Boys é a mais fraca das três, muito pelo nível altíssimo dos dois primeiros anos.

    Se o roteiro fosse mais ousado, ela poderia ter sido a melhor, contudo, há muitas coisas boas, mesmo que as escorregadas sejam consideráveis.

    Nossa nota

    4,0/5,0

    Confira o trailer da terceira temporada de The Boys:

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