Início SÉRIE Crítica CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (1ª temporada, 2020, Amazon Prime Video)

CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (1ª temporada, 2020, Amazon Prime Video)

CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (1ª Temporada, 2020, Amazon Prime Video)

The Wilds: Vidas Selvagens chega ao Amazon Prime Video no dia 11 de dezembro. Criado por Sarah Streicher (Demolidor), a série também será transmitida de graça pelo Twitter oficial da Prime Video BR na mesma data.

SINOPSE

Parte drama de sobrevivência, parte realidade distópica, The Wilds: Vidas Selvagens segue um grupo de meninas adolescentes de diferentes origens que devem lutar pela sobrevivência depois que um acidente de avião as deixa em uma ilha deserta.

ANÁLISE

O seriado adolescente original da Amazon Prime Video pode ser classificado como uma mistura de Lost, Big Little Lies e o drama juvenil Euphoria. Com uma trama que envolve uma queda de avião e a necessidade de sobrevivência em uma ilha paradisíaca, The Wilds consegue prender a atenção do espectador devido aos diversos mistérios atrelados ao acidente.

Fatin (Sophia Ali), Dot (Shannon Berry), Martha (Jenna Clause), Rachel (Reign Edwards), Shelby (Mia Healey), Nora (Helena Howard), Toni (Erana James), Leah (Sarah Pidgeon) e Jeanette (Chi Nguyen) são protagonistas plurais e com histórias interessantes. A série consegue criar uma dinâmica muito efetiva na hora de apresentar a personalidade, traumas e desejos de cada personagem, permitindo que o público entenda as pressões e os desafios que essas adolescentes passam em suas vidas.

De lares despedaçados à pressão por perfeição, a adolescência é a fase mais conturbada na transição de jovem para adulto. Todos os problemas parecem o fim do mundo e, em The Wilds, confrontar esses problemas em uma realidade de sobrevivência eleva o drama à décima potência.

Mesmo que a série se proponha a ter uma personagem que conduz a história principal, é um mérito da produção dar espaço e papel de liderança a todas elas em determinados momentos da trama. Com uma média de 50 minutos por capítulo, há espaço para todas as meninas mostrarem seu talento e defenderem suas personagens com unhas e dentes.

Assuntos como sexualidade, autoaceitação, abusos e bullying são recorrentes durante o seriado, sendo apresentados de forma coerente e com responsabilidade. Debates sobre o papel da mulher, sociedade patriarcal e feminismo também encontram seu espaço.

CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (1ª Temporada, 2020, Amazon Prime Video)

Além do núcleo jovem, há também o núcleo adulto comandado pela veterana Rachel Griffiths, que interpreta a personagem Gretchen. Essa outra parte da história serve para amarrar as pontas soltas no “mundo real”, fora da realidade da ilha paradisíaca.

Mais do que a falta de comida, de roupas limpas ou de água, um dos principais desafios que as meninas precisam superar durante seu tempo na ilha é a manutenção da saúde mental.

Em uma situação de desespero e que atinge o limite, se manter sã e buscar por soluções práticas é uma das coisas mais difíceis. A proposta de colocar tantas pessoas diferentes juntas – e fazer com que elas aprendam a fazer tudo em equipe – funciona, pois o elenco possui uma ótima química.

CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (1ª Temporada, 2020, Amazon Prime Video)

Dentre as atrizes, podemos destacar as ótimas atuações de Sophia Ali, Mia Healey, Chi Nguyen e Reign Edwards. Cada garota possui seu próprio carisma e todas elas crescem muito durante os momentos de drama.

VEREDITO

Mesmo mesclando ideias e elementos de outras produções, The Wilds: Vidas Selvagens é uma série adolescente divertida e interessante. Mesmo tendo alguns momentos não tão inspirados, a maioria dos episódios é bem conduzida e possui elementos que mantém a audiência entretida até o desfecho final.

Nossa nota

3,5 / 5,0

Confira o trailer:

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Relações-Públicas de formação. Com pós-graduação em Star Wars e universo expandido, mas Trekker de coração. Defensora de todos os Porgs, Ewoks e criaturas fofinhas da galáxia.