Início SÉRIE Crítica CRÍTICA – Você (3ª temporada, 2021, Netflix)

CRÍTICA – Você (3ª temporada, 2021, Netflix)

Felizmente, está disponível na Netflix a terceira temporada da série Você, outra boa notícia é a confirmação que terá a quarta.

Nesta, acompanhamos a vida do casal que realmente parece ter sido feito por encomenda, de tão semelhantes, portanto, após tudo que passaram Joe Goldberg (Penn Badgley) e Love Quinn (Victoria Pedretti) podem recomeçar suas vidas.

Além de Penn Badgley (Gossip Girl) e Victoria Pedretti (A Maldição da Mansão Bly) o elenco conta também com Saffron BurrowsTati Gabrielle, Shalita Grant, Travis Van Winkle e Dylan Arnold.

SINOPSE

Depois de descorbrir sobre a gravidez de Love, Joe decide manter seu relacionamento com ela e se mudar para um lugar calmo e tranquilo na expectativa de criar seu filho, Henry, e ter uma família de verdade. Mas tudo é colocado em risco quando Joe desenvolve um novo interesse obsessivo por sua vizinha Natalie (Michaela McManus). Mas Love está decidida a proteger a qualquer custo o estranho relacionamento que construiu com Joe.

ANÁLISE

Como esperado, a série possui a dinâmica de marido e mulher com hábitos homicidas, aqueles que se lembram da última cena da segunda temporada também terão a confirmação de que Joe passaria a ter interesse amoroso por outra mulher.

Apesar de termos uma previsão de que o desinteresse por Love surgiria da parte do seu atual esposo, o desenvolver não foi previsível, nos oferecendo maiores perspectivas de como esses “pombinhos” pensam.

Basicamente conseguimos entender a forma estranha que os atuais protagonistas lidam com seus instintos, ele costuma ser o planejador e ela mata por impulso.

Aliás, esse último ponto é fundamental para alinhar com uma sensação familiar, pois, Você brincou diversas vezes com esse sentimento durante sua primeira temporada.

A ligação do espectador com o personagem, ao entender a irritação e a raiva, compartilhando das emoções, onde a linha de não ser um assassino passa a ser questionada. Agora, com Love, por possuir um carisma peculiar, a série se aproveita desta característica até chegarmos ao questionamento: “Sou homicida?”.

Se você sentiu isso diversas vezes, fique de boa. Ao que tudo indica isso foi feito detalhadamente de propósito, talvez, esse seja um dos principais motivos pelo qual a produção original da Netflix faça tanto sucesso.

Outro elemento fundamental para a forte atração pela série é seu ritmo bem cadenciado, facilitando o viciadinho de plantão a maratonar tudo em um único final de semana. 

Na terceira temporada, a ambientação é bastante atual, algo totalmente favorável aos roteiristas, que aproveitaram muito os acontecimentos mais conhecidos como a pandemia, as relações interpessoais, a evolução da tecnologia, a forma dos seres humanos viverem com o domínio das redes sociais e seus influencers.

Mas, ao contrário das temporadas anteriores não temos a oportunidade de presenciar acontecimentos ou revelações que nos deixam totalmente surpresos, isso era uma característica forte da dinâmica.

Portanto, Você perdeu pontinho nesse quesito porque gosto daquele sentimento de choque e me sentir uma otária nas mãos dos criadores, e isso não aconteceu, apenas uma única vez.

VEREDITO

A dinâmica desta temporada funciona muito bem, já que o casal possui uma boa química em cena, tornando bastante convincente a relação entre eles, e suas intenções.

O roteiro é bom, sendo seu ponto forte o fato de usar os acontecimentos atuais para serem trabalhados na ótica desta produção de ficção, porém, não há grandes surpresas como nas temporadas anteriores… e isso fez muita falta.

Finalizando, sou só elogios para o elenco, principalmente para Victoria Pedretti e sua personagem, Love, que perigosamente nos cativa com.

Nossa nota

4,0 / 5,0

Assista ao trailer legendado:

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Carioca do interior, imigrante em BH que ama desenhar e apreciadora de cerveja de buteco, que luta para não falar "uai" e não falar muito mas acaba falhando; tipo agora.