Tilda Swinton: Conheça a atriz e seus melhores trabalhos

    Tilda Swinton nasceu em 5 de novembro de 1960, em Londres na Inglaterra. Seu pai, Major-General John Swinton, foi lorde-tenente de Berwickshire entre 1989 a 2000, é escocês, e sua mãe, Judith Balfour, era australiana. Seu bisavô paterno George Swinton era um político escocês e oficial de armas. A família Swinton é uma antiga família anglo-escocesa de linhagem da alta Idade Média, e seu tataravô materno era o botânico escocês John Hutton Balfour.

    Swinton frequentou três escolas independentes, a Queen’s Gate School, em Londres, a West Heath Girls’ School (na mesma classe de Diana, Princesa de Gales), e também em Fettes College, por um breve período. Em 1983, formou-se em New Hall, agora conhecido como Murray Edwards College, na Universidade de Cambridge com uma licenciatura em Ciências Sociais e Políticas. Enquanto na Universidade de Cambridge, entrou para o Partido Comunista da Grã-Bretanha.

    INÍCIO DE CARREIRA

    O trabalho de Tilda Swinton no cinema começou com vários papéis em filmes do diretor Derek Jarman, ela atuou no filme War Requiem (1989). Swinton também interpretou o papel título em Orlando: A Mulher Imortal (1992), de Sally Potter em uma versão cinematográfica do romance de Virginia Woolf. Swinton sempre buscou explorar questões de gênero na tela que refletiam seu interesse pela androginia.

    Os melhores trabalhos de Tilda Swinton

    Orlando: A Mulher Imortal (1992)

    Neste filme, baseado na obra de Virginia Woolf, Tilda Swinton interpreta a figura andrógina de Orlando, que vive durante quatrocentos anos, entre 1600, durante o reinado de Elizabeth I até ao século XX. Pelo seu desempenho, a atriz venceu o prêmio de Melhor Atriz (estrangeira) nos prêmios do cinema italiano, e nos festivais de Seattle e Salónica.

    Amantes Eternos (2003)

    O cotidiano calmo e tranquilo de um casal de vampiros é destrinchado pela trama, expondo os caminhos exacerbados que eles consumam com o aparato social. Pertencente ao cinema do ótimo Jim Jarmusch, o filme Amantes Eternos se insere mais no gênero de drama para contar sua história, aproveitando-se de uma atmosfera fria e sempre bastante cadenciada. Uma obra interessante para quem procura um olhar mais particular sobre o subgênero vampiro na sétima arte.

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    As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa (2005)

    Lúcia (Georgie Henley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Pedro (William Moseley) são quatro irmãos que vivem na Inglaterra, em plena Segunda Guerra Mundial. Eles vivem na propriedade rural de um professor misterioso, onde costumam brincar de esconde-esconde. Em uma de suas brincadeiras eles descobrem um guarda-roupa mágico, que leva quem o atravessa ao mundo mágico de Nárnia.

    Tilda Swinton oferece uma representação impressionante no papel da implacável e calculista Bruxa Branca, a grande vilã. Uma das suas rarissimas incursões numa saga.

    Flores Partidas (2005)

    O resolutamente solteiro Don Johnston (Bill Murray) acaba de ser dispensado por sua mais recente amante, Sherry (Julie Delpy). Don mais uma vez se resigna a ficar sozinho e deixado por conta própria. Em vez disso, ele é obrigado a refletir sobre seu passado quando recebe por correio uma misteriosa carta rosa. É de uma ex-amante anônima e informa que ele tem um filho de 19 anos que agora pode estar procurando por seu pai. Don decide então partir pelos Estados Unidos em busca do filho desconhecido.

    O filme trabalha com a importância do presente na vida do ser humano, se valendo de uma direção assertiva e uma atuação irretocável de Tilda.

    Impulsividade (2005)

    O filme é baseado no romance homônimo de 1999 de Water Kirn e acompanha Justin Cobb (Lou Taylor Pucci), o qual seria um adolescente comum se não fosse o fato de que nunca conseguiu parar de chupar o dedo. Aos 17 anos, após ter tentado de tudo para se livrar do vício, ele finalmente resolve o problema através da hipnose feita pelo seu dentista Perry Lyman (Keanu Reeves), que tem ambições a psicólogo. O verdadeiro problema, porém, está apenas começando. Justin continua compensando suas frustrações pela boca, consumindo todo e qualquer tipo de droga, de maconha a remédios antidepressivos. Filho de pais que nunca saíram da adolescência, ele vai ter de aprender a crescer sozinho, nem que seja à força.

    Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011)

    Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e tenta recomeçar a vida com um novo emprego, mas vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Celia (Ashley Gerasimovich). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

    As atuações são perfeitas para a proposta do roteiro. Em muitas cenas, apenas o olhar já diz mais do que as palavras. A direção está bem encaixada, sabendo trabalhar bem a montagem com a fotografia.

    Monrise Kingdom (2012)

    Situado em uma ilha na costa da Nova Inglaterra, no verão de 1965, Moonrise Kingdom conta a história de duas crianças, Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward) de 12 anos que se apaixonam, fazem um pacto secreto e fogem juntas para o deserto. Enquanto várias autoridades tentam caçá-los, uma violenta tempestade está se formando no exterior – e a pacífica comunidade da ilha é virada de cabeça para baixo em todos os sentidos.

    Da direção de arte à trilha sonora, passando pelos figurinos e pela própria escolha dos atores, os trabalhos de Wes Anderson se remetem a um autor que dialoga com a cultura norte-americana de maneira intensa, a questionando e criticando.

    Expresso do Amanhã (2013)

    No filme dirigido por Bong Joon-ho (Parasita), quando um experimento para impedir o aquecimento global falha, uma nova era do gelo toma conta do planeta Terra. Os únicos sobreviventes estão a bordo de uma imensa máquina chamada Snowpiercer. Lá, os mais pobres vivem em condições terríveis, enquanto a classe rica é repleta de pessoas que se comportam como reis. Até o dia em que um dos miseráveis resolve mudar o status quo, descobrindo todos os segredos deste intrincado maquinário.

    Tilda nos mostra mais uma vez o poder da sua versatilidade e uma atuação impecável.

    A obra também recebeu uma adaptação para a Netflix em formato de série.

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    Okja (2017)

    Lucy Mirando (Tilda Swinton), a CEO de uma poderosa empresa, apresenta ao mundo que uma nova espécie animal foi descoberta no Chile. Apelidada de “super porco”, ela é cuidada em laboratório e tem 26 animais enviados para países distintos, de forma que cada fazenda que o receba possa apresentá-lo à sua própria cultura local.

    A ideia é que os animais permaneçam espalhados ao redor do planeta por 10 anos, sendo que após este período participarão de um concurso que escolherá o melhor super porco. Uma década depois, a jovem Mija (An Seo Hyun) convive desde a infância com Okja, a super porco fêmea criada pelo avô. Prestes a perdê-la devido à proximidade do concurso, Mija decide lutar para ficar ao lado dela, custe o que custar.

    Sua trama também segue a boa construção da parte estética, entregando ao espectador uma história envolvente e permeada por nuances.

    Memória (2021)

    CRÍTICA - Memória (2021, Apichatpong Weerasethakul)

    Em visita à irmã, na Colômbia, Jessica Holland (Tilda Swinton), passa a ouvir um misterioso som. Algo como um estrondo. A partir de então, não consegue mais dormir. Ela ouve, nós ouvimos. Jessica procura um técnico de som para que ele tente, através de descrições aproximadas (e muito subjetivas), reproduzir esse ruído que apenas ela (e nós) conseguimos ouvir.

    O talento de Tilda Swinton em envolver o espectador, bem como a estrutura da história, geram um desejo por respostas que é frustrado pela absoluta resistência do roteiro, assinado pelo cineasta, em oferecê-las. 

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