Top Gun: Maverick | Curiosidades sobre o novo longa da franquia

    Depois de mais de trinta anos de serviço como um dos principais aviadores da Marinha, Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise) está onde ele pertence, atuando como um corajoso piloto de testes e evitando a promoção de patente que o prenderia em terra. Mas, quando ele chamado para treinar um destacamento de graduados da Top Gun para uma missão especializada como nenhum piloto jamais viu, Maverick encontra o tenente Bradley “Rooster” Bradshaw (Miles Teller): filho do falecido amigo de Maverick, o tenente Nick “Goose” Bradshaw (Anthony Edwards).

    Enfrentando um futuro incerto e confrontando os fantasmas de seu passado, Maverick é arrastado para um confronto com seus próprios medos mais profundos, culminando em uma missão que exige o sacrifício final daqueles que serão escolhidos para voar.Dirigido por Joseph Kosinski, Top Gun: Maverick é estrelado por Tom Cruise, Miles Teller, Glen Powell, Monica Barbaro, Greg Tarzan Davis, Danny Ramirez, Jay Ellis, Lewis Pullman e Jon Hamm.

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    A PREPARAÇÃO

    Há uma momento em Top Gun: Maverick que resume sua produção talvez mais do que qualquer outra. Apropriadamente, é dito em uma cena entre dois de seus heróis que retornam: o personagem-título de Tom Cruise, Maverick, e seu antigo rival que virou seu ala: Tom IcemanKazansky, interpretado mais uma vez por Val Kilmer

    A dupla está discutindo sua paixão por serem pilotos, olhando para o que suas carreiras significam para eles. E Maverick diz para Iceman:

    Não é o que eu sou. É quem eu sou.”

    Em setembro de 2018, Tom Cruise retornou à base militar Miramar onde grande parte de Top Gun: Ases Indomáveis (1986) foi filmado, para as extensas sequências de vôo nos F/A-18 da Marinha dos EUA que ele pessoalmente insistiu serem essenciais para a produção de sua tão esperada sequência, Top Gun: Maverick.

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    Como Tom Cruise embarcou em um programa de treinamento diferente de qualquer outro na história do cinema, era impossível não notar os paralelos entre o ator e seu personagem; dois homens constantemente testando os limites de si mesmos e de sua profissão. 

    E ambos também não se importam de quebrar a regra ao longo do caminho, se isso significa levar seu ofício mais longe do que qualquer um já fez antes, explorando suas possibilidades e estendendo seus limites.

    Tom Cruise comentou:

    Eu pensei em uma sequência de Top Gun por todos esses anos. As pessoas pediram uma sequência por décadas. Décadas. E a coisa que eu disse ao estúdio desde o início foi: ‘Se eu for participar disso, vamos filmar praticamente tudo. Estarei naquele F/A-18, ponto final. Então, vamos ter que desenvolver equipamentos de câmera. Haverá túneis de vento e engenharia.”

    E conclui:

    Durante anos, as pessoas diziam: ‘Você não pode filmar [o filme] com CGI?’ E eu sempre disse: ‘Não. Essa não é a experiência. Preciso encontrar a história certa. E vamos precisar da equipe certa. Este filme é como tentar acertar uma bala com outra bala. Eu não estou brincando’.”

    No filme original, embora Tom Cruise tenha sido filmado no cockpit de um F-14 Tomcat, seus colegas de elenco não tiveram tanto sucesso em seus empreendimentos.

    O produtor Jerry Bruckheimer comentou:

    Tínhamos outros atores lá em cima, voando, mas a filmagem deles infelizmente não era utilizável porque eles não tinham experiência suficiente em treinamento. Quando os colocamos no ar, nenhum deles conseguiu suportar a Força G. Tom Cruise era o único para o qual tínhamos imagens de voo utilizáveis. Tínhamos toneladas de imagens dos outros atores no ar com os olhos revirados. Desta vez, graças a Tom, todos os atores de Top Gun: Maverick se acostumaram com os fundamentos e a mecânica do voo e da Força G, por causa de todo o treinamento que fizeram com meses de antecedência. Ao contrário do primeiro filme, nossos atores estão realmente nas cabines dos F/A-18 em voo, atuando e falando suas linhas de diálogo.”

    Essa mudança sísmica não se trata apenas de um aumento na autenticidade da aviação. Em vez disso, é parte de uma amplificação de uma série de fatores que fizeram Top Gun ressoar tão fortemente. 

     O escritor e produtor Christopher McQuarrie complementou:

    Neste filme, queríamos muito ter um grupo mais desenvolvido e um senso maior dos pilotos em torno de Maverick. Uma das coisas que eu disse ao Tom no início foi que o Top Gun não era apenas sobre o Maverick. Não era apenas sobre Maverick e Goose. Era sobre uma cultura. Era sobre a cultura desses pilotos e a competição que todos tinham uns com os outros, e queríamos trazer um pouco disso. Como resultado, todos os pilotos neste filme são mais ricamente desenhados. É um pouco mais profundo, mas também mais rico. Essa variedade de pilotos ajuda a entender quem é Maverick agora. E não queríamos parar o filme e refletir sobre o que foram esses 30 anos. Queríamos que você sentisse essa história se desenrolando enquanto assistia ao filme.”

    E essa emoção não está apenas na tela, mas nos bastidores, em uma jornada que levou os criadores de Top Gun: Maverick tanto de volta no tempo quanto para frente, em novas fronteiras no cinema com sequências aéreas genuinamente de algo que as pessoas nunca viram antes.

    Tom Cruise acrescenta:

    Nós treinamos atores para serem capazes de voar e atuar em F/A-18 reais. E, para isso, pegamos os melhores pilotos de caça da Marinha dos EUA e ensinamos a eles sobre filmes – o piloto e o ator tinham que trabalhar em equipe. Essa é a sofisticação das sequências aéreas. Ninguém nunca fez isso, nunca.”

    O FANTASMA DO GOOSE

    O Maverick que conhecemos em Top Gun: Maverick ainda é inconfundivelmente o homem que você lembra do filme original, mas ele também é uma progressão de como o vimos pela última vez. 

    Tom Cruise comentou:

    Eu e [Christopher] McQuarrie continuamos dizendo isso para este filme: ‘Ele ainda deve ser o Maverick. Mas ele deve ter aprendido alguma coisa com o primeiro filme. No final do primeiro filme, ele se torna alguém que se preocupa com outras pessoas, que está mais ciente das outras pessoas. Mas às vezes, mesmo no começo do filme, ele ainda diz: ‘Apenas um empurrãozinho…’ É ele! Esse é o Maverick. Ele não pode evitar. Neste filme, ele ainda é quem ele é, mas ele teve uma vida. Maverick está sozinho no início deste filme. E ele está sozinho por causa dos eventos que aconteceram no primeiro Top Gun.”

    O que aconteceu naquele primeiro filme, é claro, foi o acidente de treinamento que matou um dos personagens mais adorados da história do cinema, o pai do menino que agora conhecemos como homem.

    Tom Cruise comentou sobre a atuação de Miles Teller como filho de “Goose”:

    E eu tenho que dizer: aquele cara brilhou. Ele sabia como interpretar aquele personagem. Miles entrou no set e ele tinha bigode, camisa havaiana, cabelo pra trás… Eu ficava dizendo a ele: ‘Você é o filho do Goose. Você é o filho de Anthony [Edwards] e Meg [Ryan].’ E ele acertou . Ele é um ator tão brilhante. E esse tom – na relação entre Maverick e Rooster – foi como enfiar uma agulha quente na pele. Tem que ser fundamentado, emocionalmente. E você olha para o desempenho dele e vê o filho de Goose.”

    A morte de seu pai também impactou a carreira de Hooster, ecos do original reverberando na história de Top Gun: Maverick

    O diretor Joseph Kosinski explica:

    O que o Hooster tem que o diferencia dos outros pilotos é que ele é um pouco mais conservador na maneira de voar, o que é compreensível, já que seu pai morreu em um acidente de F-14. Mas esse pouco de cautela pode ser uma fraqueza em combate. Às vezes você precisa ser mais agressivo para sobreviver. Isso é algo que Maverick está tentando fazer com que ele entenda.”

    Não que seja exatamente um processo fácil, dada a história entre os personagens.

    Miles Teller fala sobre seu personagem:

    Maverick continua dizendo a Rooster que ele precisa confiar em seus instintos. Esqueça o livro, confie em seus instintos, acredite em si mesmo. São realmente esses pilotos contra si mesmos, contra seu próprio tipo de inibições. São eles contra seu conjunto de habilidades, indo além do que eles pensam que são capazes e testando seus próprios limites. Hooster foi moldado pela morte de seu pai. Agora ele vai descobrir quem ele realmente é.” 

    Teller levou o papel tão a sério que chegou a ter sete semanas de aulas de piano antes de filmar, para que ele pudesse tocar de verdade na cena em Top Gun: Maverick quando Hooster, imita seu pai no original, cantando ‘Great Balls of Fire‘ no bar.

    Mais do que ninguém, Tom Cruise está ciente do que o personagem Goose ainda significa para as pessoas – como sua morte em Top Gun ainda dói. “Quando você pensa nisso, nós matamos Goose. Você pode imaginar? Hoje, você teria dificuldade em matá-lo. Haveria muita discussão dos fãs na internet sobre isso. Mas, assim como Tom Cruise sabia naquela época que o destino de Goose era final – Goose sempre morria no roteiro, sempre – ele também percebeu que o Hooster era seu caminho de volta. quando se tratava de encontrar a história para a sequência.

    BEM-VINDO À ESCOLA DE VOO

    Ao lado de Miles Teller a nova geração de pilotos de destaque de Top Gun: Maverick temos Glen Powell como “Hangman”, Greg Tarzan Davis como “Coyote”, Jay Ellis como “Payback”, Danny Ramirez como “Fanboy”, Monica Barbaro como “Phoenix” e Lewis Pullman como “Bob” .

    De acordo com o capitão Brian ‘Ferg’ Ferguson, Conselheiro Técnico de Aviação Naval e Coordenador Aéreo em Top Gun: Maverick; Na Marinha, os indicativos de chamada podem surgir de diferentes maneiras. Eles podem ser uma brincadeira com seu sobrenome ou com base em algo que aconteceu com você. 

    Enquanto isso, Monica Barbaro refere uma noite pesada com suas co-estrelas, e o espanto dos colegas de set por ela ter chegado ao trabalho a tempo no dia seguinte, ao explicar de onde seu apelido Phoenix é derivado. Lewis Pullman, enquanto isso, diz que seu Operador de Sistema de Armas é chamado de Bob porque ele é meio quieto e despretensioso. Embora eventualmente Hangman pratique bullying ao dizer que o nome do colega  significa “Baby On Board”.

    No filme original, não havia mulheres no cockpit e o diretor Joseph Kosinski explica:

    Porque, em meados dos anos 80, não havia mulheres pilotos de caça. No final dos anos 80 e início dos anos 90, isso começou a mudar. Foi importante para todos nós que isso estivesse presente neste filme. Na época do primeiro Top Gun, as pilotos mulheres não podiam voar em combate. As Forças Armadas dos Estados Unidos suspenderam a proibição de combate em 1993. Alguns anos depois elas estavam decolando de porta-aviões como o resto dos pilotos. Quando falei com os pilotos, o que eles disseram é que eles se saem melhor quando há menos divisão entre homens e mulheres, quando elas não podem ser chamadas de ‘pilotos femininos’, mas apenas ‘pilotos’. E quando Monica Barbaro foi escalada para o elenco, bem, sim, ela é uma piloto. Não precisamos apontar que ela é mulher.” 

    Como os pilotos com quem ela voou no filme, Barbaro espera por um momento em que as pessoas não sintam a necessidade de trazer gênero nas descrições de trabalho.

    Greg Tarzan Davis, que realmente aprendeu a voar e nadar nesta produção, ri com a lembrança.

    Quando eu descobri, eu estava pensando, ‘Sim, isso vai ser tão legal!’. E então, quando entrei no avião, pensei: ‘Ah, não quero mais fazer isso.’ Quando as pessoas dizem: ‘Uau. Isso é legal. Você pode riscar isso da sua lista de desejos’, eu digo, ‘Bem, não estava na minha lista de desejos. Eu não achava que fosse possível para mim voar em um jato militar’.

    Para treinar o elenco jovem para o que eles precisariam alcançar em Top Gun: Maverick, Tom Cruise olhou para seu próprio filme anterior:

    No primeiro Top Gun, fuii meio que jogado no cockpit do F-14. Acho que desta vez eu queria ter certeza de que os atores estavam mais preparados do que eu estava na época, principalmente para fazer da maneira que queríamos. Os aviões têm mais tecnologia neles agora, mas a ênfase neste filme, como no primeiro, está no piloto, não na máquina. Tudo se resume ao homem ou mulher no cockpit. Não é um filme sobre aviões, é um filme sobre pilotos.”

    Como tal, os atores de Top Gun: Maverick teriam literalmente que ganhar suas listras, em um programa de voo especificamente projetado para o filme.

    Tom Cruise explica:

    Foi criado um ambiente a partir do qual, os jovens atores, pudessem desenvolver e entender o que era o filme; isso também foi importante, é claro. Mas eu também precisava que meus colegas de elenco pudessem entrar em um F/A-18 de verdade e não apenas desmaiar.”

    Assim, Tom Cruise e o produtor Jerry Bruckheimer foram ao encontro do vice-almirante DeWolfe H. Miller III, o Air Boss, Comandante das Forças Aéreas Navais da Frota do Pacífico dos EUA para apresentar a ele sua visão para o filme. 

    “Nós descemos e explicamos a história e dissemos: ‘Vamos filmar ao vivo. E vamos contratar os atores e treiná-los, caso contrário não vamos fazer isso’. Eu disse: ‘Se você não quiser fazer isso, eu entendo. Mas esta é a única maneira que eu posso fazer.’ Outras pessoas perguntavam: ‘Não podemos simplesmente filmar dessa maneira?’ Eu sempre disse: ‘Você pode. Mas eu não posso.’ E a Marinha disse: ‘Sim, faremos isso. Nós levaremos vocês para cima.’ Éramos nós conquistando a confiança deles, a cada passo do caminho. Foi uma parceria. Eu disse: ‘Vou entregar isso para vocês.’ Voar significa muito para mim. A Marinha significa muito para mim. Eles são um tipo diferente de espírito de um aviador – eles simplesmente são. E eu queria honrar isso. Eu queria honrar isso no primeiro Top Gun – é por isso que eu queria fazer esse filme. E eu queria honrar isso neste filme também.”

    Com Cruise, Kosinski e o diretor de fotografia Claudio Miranda trabalhando em estreita colaboração com a Marinha para desenvolver as câmeras necessárias para filmar dentro do cockpit, houve pressão de certos setores para filmar as sequências aéreas do filme primeiro. 

    O processo foi meticuloso, mas essencial. E Tom Cruise comentou:

    Eu leia todos os formulários de progresso do treinamento, todas as noites. Porque eu sabia que eventualmente teria que colocá-los em um F/A-18.”

    Os jovens aspirantes a pilotos começaram seu treinamento de voo em monomotores Cessna 172 Skyhawks. Danny Ramirez lembra que uma das primeiras coisas que ele teve que fazer no filme foi assinar um papel confirmando que estava confortável em voar.

    O que foi um pequeno susto, porque eu estava absolutamente apavorado de voar. Mas eu assinei mesmo assim e no final das primeiras semanas eu mal podia esperar pelo meu próximo voo!

    Do Cessna eles foram para o Extra 300, que era mais acrobático, então eles podiam começar a puxar Gs. Então era possível colocar outro avião perto deles, para que eles pudessem começar a se sentir confortáveis ​​no ar enquanto tinham outras aeronaves do lado de fora. 

    Ramirez continua:“É mais difícil sentar em um avião e puxar Gs do que se você estiver voando sozinho. É como se você estivesse em um carro, se você fosse um passageiro em um carro de corrida. O motorista sabe quando está prestes a virar, mesmo que seja uma fração de segundo. Você é capaz de antecipar quando está dirigindo. Seus músculos, sua respiração, cada aspecto seu está se preparando para essa virada, para o início dos Gs. Então, os atores tiveram que fazer manobras acrobáticas inteiras onde não estavam voando. É exaustivo e pode ser desorientador, principalmente em um F/A-18, com tanta coisa acontecendo.”

    Para a penúltima etapa do treinamento, os novos recrutas se viram novamente atualizados, para jatos monomotor L-39 Albatross, de alto desempenho, para se acostumarem com a sensação de fazer manobras em um jato. E o passo final foram os F/A-18 onde foi genuinamente tudo o que os atores esperavam, com os verdadeiros pilotos da Marinha os levando no passeio de suas vidas enquanto filmavam uma série de sequências que precisam ser vistas para acreditar.

    O capitão Brian “Ferg” Ferguson, veterano da Top Gun que foi representante da Air Boss em Top Gun: Maverick e atuou como Assessor Técnico de Aviação Naval e Coordenador Aéreo do filme, ainda está surpreso com a escala do que toda a equipe alcançou.

    SENTINDO A NECESSIDADE

    Por onde você começa, quando pensa em fazer uma sequência de um filme tão icônico que ainda faz parte da cultura pop, mais de trinta anos depois de ter sido lançado? 

    Para Tom Cruise, às vezes, acontece que a resposta esteve na sua frente o tempo todo.

    Quando começamos a trabalhar nessa sequência, eu disse: ‘Temos que assistir Top Gun: Ases Indomáveis. Vamos assistir ao primeiro filme. Todos nós pensamos que sabemos o que era Top Gun, mas temos que voltar e olhar para ele. Para sentir isso.’

    Isso, é claro, foi em 2010, dois anos antes de Tony Scott falecer tragicamente. Mas aquela primeira exibição, com três mentes criativas originais sentados juntos no escuro, no entanto permanece um momento formativo no que Top Gun: Maverick se tornaria, a exibição daquela manhã ainda embutida em seu DNA.

    Todo mundo me dizia: ‘Oh meu Deus! É um filme tão divertido!’ E eu sempre digo: ‘Sim, é. Mas esse cara [Maverick] perdeu o pai, foi traído e considerado um pária. Seu amigo morre. Ele é excessivamente agressivo. Há um drama sério por baixo deste filme. Tem boa música e é divertido, mas Maverick… Ele não é um jogador de equipe. Ele está lá para vencer o Iceman e todos os outros. Ele está lá para vencer a Marinha. É engraçado, [ao longo dos anos] as pessoas vinham e começavam a lançar essas ideias [para uma sequência] e eu dizia: ‘Não é Top Gun.’

    De acordo com Tom Cruise, após a exibição, os quatro espectadores tiveram um debrief.

    Vimos o filme e o sentimos como público, porque não o assistimos desde que foi lançado. Desde a estreia, nem todos nós sentamos em uma sala de cinema juntos e assistimos. Não desde 1986. Então foi um momento maravilhoso para nós podermos olhar e falar sobre isso naquela manhã. Isso nos levou de volta, sabe? O que Don [Granger], Jerry [Bruckheimer] e Tony [Scott]… Éramos nós quatro, na verdade. Esse foi o molho naquele filme. Essa colisão de pessoas. E visualmente, o que Tony conseguiu! Tony, seu espírito, apenas como um ser humano. A energia que ele trouxe para Top Gun. Esse entendimento. Essa forma de contar histórias. Essa vibração.”

    Durante a escrita do filme e também durante a filmagem e edição do filme, foi percebido mais de uma, que os produtores se inclinavam para recriar momentos do filme original, em vez de criar novos terrenos. E descobriram, todas as vezes, que quanto mais abandonavam o filme original e seguiam na própria direção, o filme se tornava muito mais verdadeiro e que realmente havia a possibilidade de fazer algo que fosse tão especial quanto o original.

    Em outras palavras, eles sabiam o tom que queriam atingir. Mas isso não significava que encontrá-lo era fácil. Tudo isso significou uma inversão completa de como a maioria dos filmes é feita.

    A MISSÃO SÃO OS FILMES

    Se você perguntar aos co-estrelas de Tom Cruise em Top Gun: Maverick, todos dirão que ele teve muito sucesso nessa missão, que o que ele deu a eles é uma crença em suas habilidades e um desejo de ser tão generoso com eles quanto ele.

    Glen Powell comentou:

    Trabalhar com Tom Cruise é melhor do que você pode imaginar. Muitas vezes, quando você está na presença de estrelas de cinema, elas fazem questão de lembrá-lo de que são estrelas de cinema. Tom é exatamente o oposto. Ele é um cara que quer imediatamente derrubar barreiras, falar de história, falar de emoção, ensinar, ser mentor, ser amigo. Ele olha para todos como um igual e um parceiro e um conjunto. Ele vai te dizer: ‘Ei, não vai ser fácil. Vai ser difícil. Podemos não conseguir na primeira cena, mas vamos trabalhar duro para garantir que este filme seja algo que corresponda ou melhore o primeiro.’ Toda a sua vida é construída em torno de garantir que ele possa entregar algo que ninguém nunca fez antes. É uma imensa pressão que ele coloca em si mesmo para garantir que todos recebam o filme pelo qual estão esperando há mais de três décadas.”

    Assim como os novos recrutas de Top Gun: Maverick aprenderam com Tom Cruise, quando ele tinha a idade deles ele também foi inspirado pelas histórias de Stanley Jaffe, produtor de O Toque de Recolher (1981).

    Eu ouvia todas essas histórias. Então eu estava interessado na história do cinema, nas origens do cinema, antes do cinema. Quais foram os diferentes movimentos no cinema e as formas de contar de histórias? Como Charlie Chaplin se desenvolveu?

    Visto através das lentes de Chaplin e Lloyd em particular, a tão celebrada busca de autenticidade de Tom Cruise em termos de fazer suas próprias acrobacias, capturar o máximo possível na câmera, encontrar “um tipo único de encenação” pode ser visto sob uma nova luz, nascido de um desejo de crescer a forma de arte.

    Com apenas quatro anos de idade, Tom Cruise teve um sonho.

    Eu cresci assistindo a corrida espacial. Eu cresci querendo pilotar esses jatos. Desde criança eu queria ser astronauta, queria ser aviador.

    Recentemente foi anunciado recentemente que Tom Cruise em breve se reunirá novamente com a equipe de No Limite do Amanhã para uma sequência e também para American Made (ainda sem título nacional), que contará com a colaboração com Elon Musk e sua empresa espacial, a SpaceX e a NASA em um filme que será filmado no espaço.


    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA – Top Gun: Maverick (2022, Joseph Kosinski)

    Assista ao trailer legendado:

    Top Gun: Maverick estreia no dia 26 de maio.

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