CRÍTICA – A Freira 2 (2023, Michael Chaves)

    O universo de filmes de terror iniciado em Invocação do Mal continua em expansão com a chegada de mais um título conectado a franquia em torno dos casos do casal Warren. A Freira 2 é a sequência do filme lançado em 2018, cuja vilã Valak foi introduzida ao universo de filmes em Invocação do Mal 2 (2016).

    A Freira 2 é o oitavo filme do universo de terror compartilhado e chega aos cinemas nesta quinta-feira (7); dirigido por Michael Chaves, que dirigiu A Maldição da Chorona (2019) e Invocação do Mal: A Ordem do Demônio (2021), o longa conta com roteiro desenvolvido por Ian GoldbergRichard Maning e Akela Cooper.

    A produção recebeu a classificação indicativa para maiores de 18 anos e é estrelada por Bonnie Arons como a figura demoníaca Valak e tem a companhia de Taissa Farmiga, Storm Reid, Jonas Bloquet e Katelyn Rose Downey.

    SINOPSE

    No primeiro filme, após uma irmã cometer suicídio em um convento na Romênia, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça para investigar o ocorrido.

    Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano no local, confrontando-se com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento em um campo de batalha espiritual.

    Nesta continuação, na França de 1956, um padre é assassinado e parece que o mal está se espalhando por toda a região. Acompanhamos a Irmã Irene (Taissa Farmiga) quando, mais uma vez, ela fica cara a cara com uma força demoníaca.

    ANÁLISE

    A Freira 2 tem um começo muito promissor, mas infelizmente vai perdendo força e intensidade ao longo de sua história, recorrendo a recursos narrativos já utilizados para um desfecho que não surpreende.

    Em aspectos técnicos como figurino e trilha sonora, o filme é muito competente procurando manter um clima tenso de mistério; mas a medida que o longa precisa que seu roteiro harmonize-se ao que visualmente é proposto todo o seu impacto inicial se desfaz.

    A direção de Michael Chaves também é competente e tem diversas cenas interessantes, buscando conduzir ao máximo o que seu filme se propõe, conseguindo mesclar o que era necessário com efeitos práticos e computação gráfica garantir alguns sustos; principalmente durante seu segundo ato.

    As atuações também são muito boas; justificando o potencial que seu elenco possui. Destaque para a dupla de protagonista Taissa Farmiga e Storm Reid, que entregam o melhor possível de suas personagens.

    Neste longa, a figura demoníaca já conhecida do universo de Invocação do Mal continua sendo imponente e marcante, principalmente nas cenas cuja presença é sutil, algo que se tornou uma marca deste universo e que consegue gerar alguns sustos nestes momentos.

    O ponto baixo do filme fica por conta do roteiro que mesmo conectando os fatos do antecessor com o novo capitulo não consegue narrativamente causar a tensão, medo e mistério que a parte visual do longa se esforça para alcançar e, mesmo tendo cenas visualmente interessantes, tem uma história que repete o ciclo de seu antecessor com o diferencial de usar outras ferramentas.

    A respeito deste lado narrativo, ele inicialmente consegue prender a atenção por ser intenso e até chocante, pois já existe um conhecimento prévio do que Valak é capaz de fazer e o quão cruel pode ser. Entretanto, essa tensão lentamente perde força a medida que busca repetir algumas escolhas de roteiro, tornando-as evidentes a medida que a história vai em direção de seu desfecho.

    VEREDITO

    A Freira 2 consegue até dar uns bons sustos com suas cenas bem construídas, mas infelizmente não consegue ser tão bom quanto outros títulos do universo ao qual pertence.

    Nossa nota

    2,5 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

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