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CRÍTICA – A Última Carta de Amor (2021, Augustine Frizzell)

A Última Carta de Amor

A Última Carta de Amor é o mais novo filme de romance da Netflix baseado no livro homogêneo lançado em 2008. O longa é dirigido por Augustine Frizzell e estrelado por  Shailene Woodley (Big Little Lies) e Felicity Jones (Rogue One: Uma História Star Wars).

SINOPSE

A Última Carta de Amor acompanha, entre o passado e o presente, a jovem Jennifer Stirling (Shailene Woodley) após acordar sem memória nos anos 60 em Londres. Com isso, ela descobre que escreveu várias cartas de amor para um amante chamado Anthony O’Hare (Callum Turner), com o qual estava disposta a arriscar seu casamento. Quarenta anos depois, a jornalista Ellie Haworth (Felicity Jones) encontra as mesmas correspondências e decide investigar o que aconteceu no passado, enquanto tenta lidar com os problemas de seus próprios relacionamentos.

ANÁLISE

Apesar da Netflix ser expert em comédias românticas para adolescentes, o streaming pouco apresenta um romance dramático a altura. Isso porque, esse tipo de filme a muito tempo tem sido subjugado e esquecido no mundo cinematográfico. Logo, A Última Carta de Amor tem o dever de resgatar o gênero em uma época de streamings, onde o público está mais interessado em histórias de terror e ação. 

Consequentemente, o longa é sutil e delicado à medida que apresenta a sua trama. Sem nenhuma pressa para construir personagens e atos, A Última Carta de Amor se reconhece como um filme de romance com toques de dramas. De forma a abraçar todos os seus clichês, a narrativa é intensa e trás todos os aspectos de uma bela história de romance. 

Logo, a diretora  Augustine Frizzell consegue muito bem mesclar as cenas entre passado e presente. Visto que, no passado, acompanhamos o romance proibido de Jennifer Stirling e Anthony O’Hare entre cartas de amor. No futuro, a jornalista Ellie Haworth busca descobrir o que aconteceu com Jennifer e Anthony através das cartas. 

De início, a descoberta de Ellie é um grande achado para qualquer jornalista, uma história de amor impossível daria uma incrível matéria. Mas, mais do que isso, Ellie está empenhada em entender o que de fato aconteceu àqueles dois amantes dos anos 60, à medida que também reconhece e compreende seus próprios problemas na área do amor.

Logo, se no presente, aos poucos, Ellie se aproxima de seu colega de trabalho Rory (Nabhaan Rizwan) e surge um inesperado interesse romântico entre ambos. Em 1960, o romance entre Jennifer e Anthony é muito mais intenso e aventuresco, ganhando aqueles desenrolares de romance impossíveis. Tanto as cartas, como as cenas de paixão são arrebatadoras construindo a narrativa e também as ações dos personagens. 

Sendo assim, Frizzell tem uma direção muito sóbria, a transição entre passado e presente é harmoniosa. Logo, é como se o passado de Jennifer impulsione o presente de Ellie sem mesmo elas nunca saberem. Onde muitos filmes eram, Uma Carta de Amor acerta, ambas as protagonistas dividem o protagonismo sem exceções. 

Já a ambientação do longa é estonteante, os cenários dos anos 60 trazem o esplendor da época que somado ao figurino dão um tom charmoso ao filme. Os cenários londrinos e parisienses, o filme se passa em Londres e Paris, são ideais para um filme de romance. A trilha sonora falha um pouco ao dar emoção ao filme, deixando sempre para os outros aspectos compensarem. 

Nesse sentido, a atuação de Shailene Woodley e Felicity Jones são a cereja do filme. Enquanto Shailene tem uma progressão na sua personagem, antes e depois do acidente que tirou sua memória, Felicity assume um tom mais divertido e desafiador. Logo, A Última Carta de Amor não foge dos seus cliques, mas surpreende por ser cativante e belo.

VEREDITO

A Última Carta de Amor resgata o gênero de romance e drama no streaming ao apresentar uma história intensa e atrativa. A direção divide o protagonismo de forma natural, as duas histórias precisam uma da outra para acontecer. Logo, a ambientação e atuações são o ponto principal do longa. 

Nossa nota

4,0/5,0

 Confira o trailer de A Última Carta de Amor:

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Jornalista em formação e apaixonada pela sétima arte. Representatividade e movimentos sociais através do cinema é fundamental. Apreciadora de livros, animes e joguinhos de ps4 nas horas vagas. The final girl.