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CRÍTICA | Divaldo – O Mensageiro da Paz (2019, Clóvis Mello)

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CRÍTICA | Divaldo - O Mensageiro da Paz (2019, Clóvis Mello)

Divaldo – O Mensageiro da Paz é mais uma produção audiovisual voltada para a doutrina espírita, tema comumente explorado nos últimos anos por longas como Kardec e As Mães de Chico Xavier. A trama conta a história de Divaldo Pereira Franco, médium baiano que dedicou sua vida em prol da caridade. 

Divaldo Pereira Franco é um dos principais líderes espíritas em atividade no Brasil. Com 92 anos e mais de 12 mil palestras ao redor do mundo, o médium dedicou sua vida a espalhar os ensinamentos da doutrina para milhares de pessoas. O filme de Clóvis Mello tem como intuito apresentar a história do médium ao mesmo tempo que educa sobre os principais ensinamentos do espiritismo.

A história inicia em Feira de Santana, interior da Bahia, onde Divaldo (interpretado por Ghilherme Lobo em sua juventude e por Bruno Garcia quando mais velho) desde pequeno tem contato com o mundo espiritual. Com uma certa pressa em desenvolver essa primeira parte da trama, a direção de Clóvis Mello não é primorosa e a montagem deixa muito a desejar. São vários recortes de cena para apresentar o mais rápido possível o histórico familiar de Divaldo e logo focar na parte mais interessante de sua vida: a mudança para Salvador e a introdução na vida espiritual.



A partir daqui, Divaldo passa a desenvolver seu dom e aprender o que é ser, de fato, um médium, sempre lidando com a perseguição de um espírito obsessor (interpretado pelo muitas vezes fora de tom Marcos Veras) que busca vingança por um acontecimento de 400 anos antes. A trama passa desde a aprendizagem básica por meio do livros dos espíritos de Allan Kardec até o encontro entre Divaldo e Chico Xavier, um dos maiores médiuns da história.

Como tema, Divaldo – O Mensageiro da Paz é um alento em uma época onde vemos tanto ódio e disputas religiosas no mundo. Entretanto, apesar do ótimo elenco envolvido na trama – que conta também com Regiane Alves e Laila Garin -, salvo a interpretação de Laila, todos parecem estar desconfortáveis em seus papéis. Marcos Veras está tão caricato que transforma um espírito que está sofrendo, precisando de ajuda, em um vilão de filmes infantis, com uma risada diabólica e teatral.

O roteiro, muitas vezes, parece um grande “panfleto” religioso, tratando com superficialidade os problemas mundanos de Divaldo, tornando sua imagem imaculada. A forma como se expressam, com um linguajar rebuscado, cria um distanciamento entre público e obra, tornando muito difícil de se conectar com a história. Apesar de termos alguns ensinamentos valiosos ao longo de sua duração – como quando são citadas outras religiões ou sobre as mulheres que trabalham nos bordéis de Salvador – o roteiro de Divaldo – O Mensageiro da Paz acaba se tornando repetitivo e exaustivo.

Com uma ótima ideia, mas uma execução ruim, Divaldo – O Mensageiro da Paz é uma produção com uma história inspiradora, mas que não consegue animar o telespectador.

Nossa nota

Confira o trailer do filme abaixo:

Divaldo – O Mensageiro da Paz, filme sobre o médium Divaldo Pereira Franco estreia no dia 12 de setembro nos cinemas de todo o Brasil!

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