CRÍTICA – Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022, Sam Raimi)

    Depois de quase 10 anos longe da cadeira de direção, Sam Raimi retorna para um dos projetos mais ambiciosos da Marvel. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura desponta como um dos filmes mais esperados do Universo Cinematográfico Marvel nos últimos tempos, pois se desenrola após os acontecimentos da adorada série WandaVision, mas não apenas isso.

    No Multiverso da Loucura dá aos espectadores uma maior profundidade ao multiverso “aberto” durante os acontecimentos de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. Fiquem tranquilos, pois esse texto não contará com spoilers. Inclusive recomendo acompanhar as dicas contidas nesse texto a fim de não perder nada da experiência de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.

    SINOPSE

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

    O aguardado filme trata da jornada do Doutor Estranho rumo ao desconhecido. Além de receber ajuda de novos aliados místicos e outros já conhecidos do público, o personagem atravessa as realidades alternativas incompreensíveis e perigosas do Multiverso para enfrentar um novo e misterioso adversário.

    ANÁLISE

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura não é apenas um dos filmes mais esperados da Marvel, mas também um dos mais ousados. Tenha em mente algumas coisas:

    • Você precisa ter assistido os filmes anteriores da Marvel, principalmente os dois últimos Vingadores;
    • Você precisa ter assistido WandaVision;
    • Ter assistido Loki para entender o conceito do Multiverso;
    • What If é opcional, mas recomendo assistir o episódio 1 e o 4 da série animada.

    Com um trabalho de síntese incrível, Sam Raimi não perde tempo explicando cada um dos elementos da história que irá te contar. Aproveitando tudo que foi estabelecido anteriormente – inclusive a série animada – o diretor nos faz mergulhar em meio à uma montanha-russa de emoções enquanto explora os mais diversos aspectos não apenas da personalidade de Stephen, mas também o dos personagens que o rodeiam.

    Muito distante de ter uma trama corrida, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se destaca por seu dinamismo.

    VOCÊ É FELIZ, STEPHEN?

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

    Uma pergunta feita algumas vezes ao longo do filme faz com que Stephen questione o papel que ser um herói tem em sua vida, mas não apenas isso. Como explicitado em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Doutor Estranho após o Blip perdeu o cargo de Mago Supremo, e agora atua apenas como um dos protetores daquele realidade universo.

    A pergunta que é o título desse parágrafo parece ecoar ao longo de todo o filme na cabeça de nosso protagonista, que não tem como intuito continuar sem uma resposta.

    As aventuras que o filme nos lança, nos fazem por vezes ficar na beirada da cadeira, e também nos assusta a cada curva. E uma coisa que eu preciso deixar clara para vocês que estão lendo: Sam Raimi consegue realizar dentro da Marvel um filme de terror. Não como seu filme, Uma Noite Alucinante de 1981, mas te garanto que Raimi sabe usar bem as ferramentas que têm na mão.

    DIREÇÃO

    Parecendo saber muito bem onde quer chegar, Sam Raimi nos encaminha por uma história de amor, de legado, de luto e de terror. De jumpscares e risadas. Sem o intuito de quebrar a tensão com tiradas cômicas, o diretor se mostra bem feliz nas suas escolhas criativas, bem como nos enquadramentos, efeitos práticos/especiais e os tons do filme. Você pode ter certeza de uma coisa: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é filme de quadrinhos e o puro suco do que a Marvel Studios vem construindo ao longo de seus 13 anos.

    Ver alguns elementos previamente estabelecidos pelo agora universo expandido das séries nas telonas, fizeram esse que vos escreve bem feliz. Bem como algumas aparições surpresas que não serão citadas nesse texto; Afinal porque eu tiraria de vocês a mesma alegria que senti assistindo e me surpreendendo?

    VEREDITO

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura nos permite entender que outros gêneros não só podem, como devem ser contados dentro do Universo Cinematográfico Marvel e esse mérito é todo de Sam Raimi.

    Ver como o diretor soube passear por entre os núcleos da trama e o Multiverso da Loucura deixará você bem feliz, bem como entender que esse filme é a continuação da Fase 4 e muito diferente de Os Eternos; O novo longo do ex-Mago Supremo da Marvel abalarão os alicerces conhecidos e desconhecidos das múltiplas realidades do Universo Cinematográfico Marvel.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    Artigos relacionados

    CRÍTICA – Instinto Assassino (2022, David Hackl)

    Instinto Assassino é um filme original da Netflix e conta com a direção de David Hackl, além de Mel Gibson e Famke Janssen no elenco.

    CRÍTICA – Tico e Teco: Defensores da Lei (2022, Akiva Schiffer)

    Mais de três décadas após o cancelamento da série animada, Tico e Teco: Defensores da Lei agora tem um novo filme disponível no Disney+.

    CRÍTICA – Top Gun: Maverick (2022, Joseph Kosinski)

    Mais de três décadas se passaram do clássico Top Gun: Ases Indomáveis (1986) e agora Tom Cruise está de volta com Top Gun: Maverick!

    Noites Sombrias #67 | Jason Vai Para o Inferno: A Última Sexta-Feira 13 (1993, Adam Marcus)

    Jason Vai Para o Inferno é o sexto filme da franquia de um dos ícones da cultura pop e que trouxe um misto de sentimentos na crítica.