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CRÍTICA – MIB: Homens de Preto Internacional (2019, F. Gary Gray)

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CRÍTICA - MIB: Homens de Preto Internacional (2019, F. Gary Gray)

MIB – Homens de Preto (Men in Black) é um dos filmes mais icônicos dos anos 90, quando Will Smith e Tommy Lee Jones nos deram uma dupla de agentes que se complementavam; sendo um mais divertido e descontraído, já o outro mais turrão e sério. Os atores possuíam uma química ímpar e entregavam cenas sensacionais e divertidas, além de ter como acerto a exploração da vida extraterrestre na Terra. MIB: Homens de Preto Internacional tenta beber da mesma fonte, com uma dupla que mistura um pouco dos agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) nos novos personagens H (Chris Hemsworth), um homem talentoso, canastrão e arrogante; e M (Tessa Thompson), uma jovem prodígio que é um pouco mais séria, mas mantém o equilíbrio entre a seriedade e a descontração.

A história se inicia com uma visita dos Homens de Preto aos pais de Molly/M para atender uma ocorrência. Desde então a protagonista tem a obsessão de fazer parte da equipe. Após ser aceita, é recrutada por H/Henry e tem a missão de proteger um alienígena baladeiro e tentar descobrir quem é o traidor da agência.

O filme possui alguns problemas graves na estrutura: piadas fora de tom, soluções óbvias de um roteiro mal escrito e por vezes desleixado, além do excesso de personagens numa trama subdividida em duas partes: o arco de apresentação e desenvolvimento dos protagonistas e o de redenção e ação.

Tessa Thompson, uma das promissoras atrizes da geração atual está pouco à vontade no papel. Vemos que ela está no piloto automático e se sobressai apenas em algumas cenas de humor, nas quais as piadas saem naturalmente, nos expondo os talentos de Tessa que sofre com um roteiro ruim.

Chris Hemsworth está muito bem como um homem caricato no estilo machão de filmes dos anos 80, bem próximo do que já fez em Thor: Ragnarok. Com um toque de canastrice, numa mistura de Thor e James Bond, Hemsworth consegue nos cativar com um personagem leve e atrapalhado, algo que sempre foi um pouco da essência dos filmes de comédia com tema de espionagem.

Emma Thompson está excelente como agente O, uma mulher forte e imponente que, ao mesmo tempo, consegue ter uma simpatia muito sutil. Junto com Hemsworth, ela tem a melhor atuação, mesmo que tenha poucas cenas e falas. Em pouco tempo de tela, já nos apegamos à personagem.

Liam Neeson, outro peso-pesado da trama, entrega uma atuação boa como o superior da MIB de Londres, High T, uma pessoa que confia em seus agentes, visto como um herói de campo, mas que tem muitas facetas ao longo das duas horas do longa.

Como aspectos positivos, temos belas cenas com computação gráfica muito bem feitas. Os dispositivos e veículos utilizados são muito legais e tem um capricho pouco visto em diversos filmes do gênero.

Repleto de referências e easter eggs, MIB Internacional é mais um filme de aventura esquecível numa franquia que deveria ter parado no primeiro longa. Com o intuito de ser mais saudosista do que entregar algo novo, peca em diversos aspectos, principalmente com uma história rasa recheada de cenas de ação e muito CGI, uma pena para algo que tinha certo potencial e que conta com um elenco de sucesso, além de um bom orçamento para blockbusters – cerca de 100 milhões de dólares.

MIB Homens de Preto Internacional é – infelizmente – uma diversão para um domingo à tarde.

Nossa nota

Confira o trailer legendado:

Se ainda assim você for ao cinema para conferir, lembre-se de deixar aqui seus comentários e sua avaliação após assisti-lo. MIB Homens de Preto Internaional estreia nesta quinta (13).

Nota do publico
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