CRÍTICA – Spiderhead (2022, Joseph Kosinski)

    Spiderhead é o novo lançamento original da Netflix. Baseado em um conto de George Saunders publicado no The New Yorker, e dirigido por Joseph Kosinski, o longa é protagonizado por Chris Hemsworth, Miles Teller e Jurnee Smollett.

    O longa já está disponível na plataforma de streaming.

    SINOPSE

    Em uma penitenciária de última geração, um detento participa de um experimento com drogas que controlam as emoções para um gênio da indústria farmacêutica.

    ANÁLISE

    2022 parece ser o ano de Joseph Kosinski. Com o lançamento de Top Gun: Maverick e Spiderhead, o diretor possui dois grandes títulos circulando, basicamente no mesmo período, em grandes mídias. Com roteiro de Paul Wernick, Spiderhead é considerado um dos grandes lançamentos da Netflix para este ano, principalmente por conta do grande elenco envolvido na adaptação.

    Na história, Abnesti (Chris Hemsworth) é um gênio responsável por desenvolver novos produtos em um projeto chamado Spiderhead. Suas cobaias são detentos que optam por participar desses estudos, sendo movidos para uma instalação isolada no meio do oceano.

    Jeff (Miles Teller) é uma das cobaias mais antigas de Abnesti, tendo participado do desenvolvimento da droga Darkenfloxx (I-26), que causa efeitos aterrorizantes nos pacientes. Para que os testes sejam realizados, no entanto, é necessário que as cobaias deem uma autorização verbal, o que acaba se tornando um problema para Abnesti em um futuro próximo.

    Apesar da ótima premissa, o roteiro de Wernick toma a liberdade de modificar diversos acontecimentos do conto original. Essas mudanças significativas apresentam um resultado narrativo muito aquém do esperado, tornando a experiência de Spiderhead extremamente morna e pouco impactante.

    Mesmo com um ótimo elenco envolvido, que possui talento de sobra para brilhar nas mãos de Kosinski, o desenrolar da história é vagaroso e nenhum pouco atrativo, entregando um terceiro ato confuso e bagunçado. Quando parece que a história chegará no grande ápice, trazendo uma revelação importante ou criando um plot instigante, o roteiro de Wernick dá passos para trás e não apresenta nada de novo.

    Um dos principais defeitos de Spiderhead é o personagem Mark Verlaine (Mark Paguio), parceiro de Abnesti nos estudos farmacêuticos. Ao tentar criar um arco para o personagem, a produção leva o desenrolar da história a um caminho sem volta, tornando seu fechamento digno de risadas, como um efeito causado aos usuários de Laffodil.

    Dentre as atuações, quem mais possui espaço para aproveitar seu tempo de tela é Chris Hemsworth, que aqui é tão protagonista quanto Miles Teller. As interações entre Hemsworth e Telles, tiradas quase que integralmente do conto de George Saunders, figuram como os melhores momentos da produção.

    Além das oportunidades narrativas, Spiderhead também perde oportunidades na sua construção visual. Ao ser visualmente similar a estética de Homecoming do Prime Video, Legion do FX e até Maniac da própria Netflix, a produção deixa de criar uma identidade visual própria e marcante, elemento muito importante em produções do gênero.

    VEREDITO

    Spiderhead não é uma produção ruim, mas tinha espaço para ser – e fazer – mais, o que acaba tornando a experiência muito aquém do esperado.

    Nossa nota

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer:

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