Início FILMES Crítica CRÍTICA – Trilha Sonora da Cidade (2020, Edu e Gab Felistoque)

CRÍTICA – Trilha Sonora da Cidade (2020, Edu e Gab Felistoque)

CRÍTICA - Trilha Sonora da Cidade (2020, Edu e Gab Felistoque)

Trilha Sonora da Cidade é um documentário de Edu e Gab Felistoque com estreia prevista para 25 de novembro, às 20h, na plataforma do In-Edit TV.

SINOPSE

O projeto é um documentário de longa-metragem dirigido por Edu Felistoque e Gab Felistoque, que apresenta o pulsante cenário da música de rua em São Paulo, através da voz dos mais diversos artistas. Exploramos suas visões de mundo enquanto apreciamos composições autorais da mais alta qualidade.

ANÁLISE

Amados por alguns e marginalizados por outros, o artista de rua reivindica o espaço do povo. A rua sempre foi sinônimo de construção, sendo uma porta de entrada para os mais variados movimentos que ajudam a formar o cenário metropolitano. O rapper Emicida que o diga, já que a muito tempo expressa o sentimento coletivo desse não-lugar em uma frase: “A rua é noiz“.

E se “a rua é noiz”, ela tem a cor, o cheiro, o olhar e a musicalidade que a gente quiser. É desta forma que a maior cidade do Brasil e um dos epicentros da América Latina vive seus dias. São Paulo transborda música e a prova é o documentário de Edu e Gab.

A produção acompanha e conta a história de vários artistas e performances que ocupam o espaço público. Cada qual com sua personalidade evoca o esplendor da arte. Sendo assim, o documentário apresenta Teko Porã, Lilian Jardim, Grande Grupo Viajante, Lamp, Elzo e outros.

Logo, é Elzo quem inicia o documentário comparando as notas musicais a notas e sentimentos. Algo que só um artista poderia ter a sensibilidade de fazer. Em seguida, a banda Teko Porã relata as aventuras de se apresentar no sistema metroviário.

Na Av. Paulista, o Grande Grupo Viajante conta sobre os desafios e alegrias de estar no meio da multidão. Já Lilian Jardim diz que é preciso existir uma democracia e respeito para que todos os artistas consigam coexistir naquele ambiente.

Dessa maneira, o documentário sempre com um tom leve, que deseja mais relatar do que explorar, apresenta artistas incríveis. De fato, o documentário cria um paralelo entre a apresentação de rua e de palco. Sendo a de rua, algo mais simbólico e espontâneo gerando o sentimento de pertencimento a todos.

Sendo assim, São Paulo cresce como uma referência para os artistas de rua de todo o mundo. O ator e músico, Lamp que viveu três anos na Europa diz que no exterior as pessoas colocam a moeda no chapéu e seguem. Enquanto no Brasil, não há tanta contribuição em dinheiro, porém, as pessoas param e escutam. Logo, a rua e a arte superaram tanto barreiras sociais, como econômicas de forma a se provarem livres.

VEREDITO

A direção de Edu e Gab Felistoque evoca a liberdade de produções independentes. Mas também, sabe o que deseja apresentar ao espectador construindo uma narrativa bem sucedida. Além do mais, a câmera lenta e os closes nos artistas criam ótimos enquadramentos.

Nossa nota

4,0 / 5,0

Assista ao trailer:

E você, é fã de documentários? E de cinema nacional? Aproveite e leia também: 

Cinema Nacional: 25 filmes para você assistir e parar de criticar

Cinema Nacional: 5 bons filmes sobre músicos para assistir em casa



Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

Artigo anteriorCRÍTICA – Era Uma Vez Um Sonho (2020, Ron Howard)
Próximo artigoCall of Duty: Black Ops Cold War – Como resolver a Operação Red Circus e mais
Jornalista em formação e apaixonada pela sétima arte. Representatividade e movimentos sociais através do cinema é fundamental. Apreciadora de livros, animes e joguinhos de ps4 nas horas vagas. The final girl.