CRÍTICA – Assassin’s Creed Shadows: As Garras de Awaji é DLC rica, porém, repetitiva

    Ao finalizar a história principal de Assassin’s Creed Shadows, achei que a jornada de Naoe e Yasuke já tinha me mostrado tudo a Ubisoft tinha a me oferecer. As Garras de Awaji foi lançado em 16 de setembro de 2025 e chega exatamente para quebrar essa expectativa e mostrar que ainda havia muito sangue a derramar além do game base. As Garras de Awaji é um enorme acerto, enquanto nos apresenta um mapa inédito, ele não nos apresenta um mapa inédito apenas para inflar o tempo de jogo.

    A Ilha de Awaji é viva, mas acima de tudo, é hostil. A presença de inimigos liderados por Kimura Yukari, muda muito a dinâmica da exploração. De modo que é quase impossível vagar apenas pela ilha sem esbarrar em armadilhas e emboscadas constantes. Na DLC, depois de muitas horas (após fechar o game base), somos forçados a voltar a valorizar a furtividade de verdade, como quando jogamos com Naoe.

    As Garras de Awaji é um respiro narrativo e mostra a que veio logo em seus primeiros minutos. Com uma gameplay 2.5D, somos lançados à uma dinâmica rica que homenageia não apenas os teatros de fantoches japoneses, como o Prince of Persia original, sendo uma carta de amor aos games de plataforma clássicos.

    Para quem consome e analisa títulos da franquia há mais de 10 anos, ouso dizer que aqui, a Ubisoft quebrou a expectativa de maneira fantástica.

    Combate, progressão, e o uso do Bō

    Garras de Awaji

    O personagem de maior destaque na DLC é Naoe. Pois mesmo que diante todos os desafios, fazendo uso do Bō, Naoe ganha vantagem e torna o combate ainda mais fluído. Como uma personagem que era o extremo oposto de Yasuke no game base, cuja dinâmica se debruçava em grande partes em esquiva e ataques rápidos, o Bō dá à personagem um incrível controle. Com um ótimo alcance, o Bō nos permite realizar combos rítmicos, mantendo inimigos sempre à uma distância segura, se tornando esta, a opção mais ágil e “segura” de Naoe. Na expansão, Yasuke recebe também novas finalizações, mas de fato, a estrela da DLC é Naoe.

    A Ubisoft acertou em cheio ao não isolar o conteúdo do game. Sendo possível trazer para a mainquest as novas habilidades, trajes e vantagens passivas de cada árvore de talentos. Ou seja, se mesmo depois que você chegar ao fim você quiser voltar ao Continente para limpar o mapa, seus Yasuke e Naoe terão habilidades o suficiente para te permitir fazer a limpa.

    O Clã Sanzoku e Generais

    Garras de Awaji

    Em Awaji, a exploração ganha uma profunidade maior, sendo ainda mais estratégica. A ilha não é só visualmente bonita, mas ela também reage à presença dos líderes do Clã Sanzoku Ippa. Aqui, a grande antagonista é Kimura Yukari, que faz questão de governar a região com mãos de ferro.

    Lembra a parte do espetáculo dos fantoches japoneses? É a vilã da DLC quem narra esta história.

    O que dita o ritmo do mundo aberto, no entanto, são os três generais que respondem à Yukari. Temos um Samurai, um Shinobi e um Espião.

    Garras de Awaji nos dá uma vasta gama de possibilidades no que se refere à como lidaremos com eles. Podendo se manter como no game original, caçando um a um, ou até mesmo sendo estratégico. Ou seja: se derrotarmos o Espião primeiro, a rede de vigilância da ilha vai diminuir.

    Veredito

    Garras de Awaji

    As Garras de Awaji são um ponto de virada, mas a exploração – à parte das armadilhas – pode representar por vezes, mais do mesmo. Depois de ter ficado imerso por mais de 120 horas no game base, tudo que eu não queria era repetir as dinâmicas de “caçada”.

    Na DLC, o ponto de atenção e onde o game mostra a que veio, são os combates com os generais e a própria Yukari. Esses combates podem ser longos e as muitas fases do combate podem te surpreender de maneira negativa. Estes inimigos são no game esponjas de dano. Ou seja, é preciso concentração, esquiva e muito parry a fim de sobreviver aos combates.

    A DLC também nos apresenta um dos momentos mais íntimos da história de Naoe com um reencontro que faz com que a personagem se reconecte com as suas raízes e entenda de fato seu papel ali. Assassin’s Creed Shadows: As Garras de Awaji é por vezes repetitivo, mas coloca um molho ao nos apresentar dinâmicas às quais precisamos ficar atentos. Avançar indiscriminadamente na expansão pode não ser tão bom quanto era no jogo base. Portanto, preste atenção aos seus caminhos enquanto explora a ilha Awaji.

    Nossa nota

    Confira o trailer da DLC:

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