CRÍTICA: ‘Jujutsu Kaisen: Cursed Clash’ falha em entregar diversão em game fraco e confuso

    Jujutsu Kaisen foi lançado originalmente como um mangá que rapidamente se tornou uma franquia. Criada por Gege Akutami, o mangá rapidamente tomou o mundo por sua temática: escolas de magia que treinam seus estudantes a fim de transformá-los em poderosos feiticeiros que destruirão maldições e evitarão que elas se espalhem pelo mundo. Mas tudo muda quando o jovem Yuji Itadori consome uma das partes do corpo de Sukuna, o Rei das Maldições, pois rapidamente, o jovem ganha habilidades sobrenaturais.

    O game foi lançado no dia 1º de fevereiro e é desenvolvido pela Byking (a franquia My Hero One’s Justice, Starwing Paradox e Abyss Memory: Fallen Angel and the Path of Magic). O game está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Publicado no mundo todo pela Bandai Namco, o game falha em entregar aspectos relativos à uma gameplay fluída, desenvolvimento narrativo e até mesmo elementos referentes à uma gameplay que jogadores de games de luta são capazes de fazê-lo. Esses mesmos elementos podem ser encontrados em games como o anteriormente citado My Hero One’s Justice, a franquia Naruto e até mesmo nos games da franquia Dragon Ball.

    Os problemas técnicos referentes à gameplay costumam incomodar, mas vão além. Com uma hud que remete seus jogadores à jogos mobile, ouso dizer que um dos poucos acertos do game vem do game de baseball em 8 bit que foi lançado junto do jogo principal: Jujutsu RBI.

    SINOPSE

    Pela primeira vez, Jujutsu Kaisen, a aclamada série da Shonen Jump chega aos jogos. Com batalhas 2X2, é possível treinar com sua dupla para chegarem ao topo, utilizando habilidades e técnicas de ataque, defesa e em conjunto. Com diferentes habilidades e diferentes feitiços, os jogadores poderão mergulhar na história do game com o modo história e se aventurar por combates desafiadores.

    ANÁLISE

    Jujutsu Kaisen

    Jujutsu Kaisen: Cursed Clash é um game de luta que nos lança no controle de adorados personagens do mangá e do anime. Com habilidades e poderes relativos às suas contrapartes, o game nos permite revisitar quase toda a história do anime até aqui. Enquanto revisitamos momentos icônicos, o game funciona como uma forma de ambientar os não jogadores à este mundo, repleto de perigos que as maldições representam. Mas para além disso, somos lançados à um mundo problemático. Não pelo mundo em si, mas pelo que a Byking faz, que é decepcionante.

    Com claros problemas de gameplay, Cursed Clash nos mostra que desde quase sempre, adaptações de famosas franquias são um problema. Principalmente por achar que qualquer adaptação pode ser feita de qualquer jeito. Este game é a prova viva disso.

    Após receber a nota baixíssima de 5.0 no Metacritic, o game se faz infeliz em suas escolhas criativas e mostra que seus problemas de jogabilidade parecem ignorar completamente o que foi feito por muitos outros games que são felizes em suas adaptações e que são publicados pela própria Bandai.

    Jujutsu Kaisen

    Os problemas referentes à gameplay vão desde às idle animation dos personagens (animação do personagem parado até o momento em que ele volta à se movimentar), até o tempo de reação dos personagens e o início de suas ações – o que é um enorme problema em que os combates são o foco.

    Em meio à combates 2×2, 1×2 ou 1×1, vemos como um aprofundamento da história não é relevante, tampouco conta para os aspectos do combate. O game usa screenshots do anime para fazê-lo ser mais reconhecível, economizando assim em orçamento ao evitar em colocar cenas se desenrolando com modelagem 3D.

    Diferente do que a Byking fez em My Hero One’s Justice, o primeiro game de Jujutsu Kaisen se mostra infeliz. Mostrando que se o desenvolvimento se desse ou pela CyberConnect2 – desenvolvedora da maioria dos games de Naruto e de Dragon Ball Z: Kakarot – a coisa mudaria completamente de figura.

    Com ataques ainda no ar, golpear os inimigos à distância e até mesmo um combate ineficaz, Jujutsu Kaisen: Cursed Clash erra ao entregar um combate igualitário para ambos os lados da arena. Sendo assim, enquanto se mostra ineficaz, o game falha em nos mostrar que Cursed Clash poderia ser mais do que realmente foi.

    Jujutsu Kaisen

    Enquanto balanceamentos ainda devem ser lançados no game, um rework de como os personagens funcionam e o game também, poderiam tornar o game mais atrativo. Mas não apenas isso. Com pouco ou nenhum esmero, ver que a Byking parece optar por fazer com que o menu do game se assemelhe a um game mobile, mas ligeiramente menos eficaz.

    Com um modo história completo – que retira imagens do anime -, o game não se destaca em mais quase nada. Um combate pobre em que Expansões de Domínio – que são o ponto alto dos combates entre poderosos feiticeiros – são ineficazes e demoram uma vida, e podem ser interrompidos facilmente, forçando-nos a realizar novamente as ações para desencadear os poderes. Por ser completamente anticlimático, o game decepciona em tudo que se propõe.

    VEREDITO

    Com belos gráficos, falta de dinamismo e até problemas de gameplay, Jujutsu Kaisen: Cursed Clash falha em inovar ou até mesmo replicar dinâmicas que funcionaram em outras adaptações. Funcionando por vezes como um visual novel, o nível de relação entre os feiticeiros parece influenciar, mas não há qualquer aprofundamento, tampouco importância nesta mecânica.

    Ao longo de dinâmicas bem estabelecidas no anime, o game falha em entregar ou replicar o que vemos no mundo criado por Gege Akutami. Enquanto falha em inovar, ele parece ser mais do mesmo e cai no limbo de adaptações mal sucedidas. Ao passo em que games como Dragon Ball Z: Kakarot se mostra como o game definitivo da franquia Dragon Ball e Naruto X Boruto: Ultimate Ninja Storm Connections é o game que nos mostra o que é o legado do trabalho de Masashi Kishimoto.

    Como games que vão na contramão do progresso e das adaptações fiéis, Jujutsu Kaisen: Cursed Clash falha ao entregar a experiência de combate definitiva vista pelos fãs na adaptação da MAPPA Studio. Ouso dizer, que um dos pontos mais altos deste lançamento vem de Jujutsu RBI, um game de baseball 8-bits, que é uma “cópia” do game Baseball do NES, mas com “skin” dos personagens do anime.

    Nossa nota

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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