CRÍTICA – Yakuza Kiwami 2 (2017, Sega)

    Yakuza Kiwami 2 é o remake do segundo game da franquia a ser lançado originalmente. O game, é produzido completamente dentro da Dragon Engine, uma engine própria da Sega para a franquia – mesma engine utilizada em Yakuza 6, Judgement e Like a Dragon. No game, continuamos a história de Kiryu em uma missão que parecia até solucionada, mas as tramas que giram em torno do personagem parecem nunca ter fim e quase sempre fogem do controle do personagem.

    Kiwami 2 nos apresenta uma trama profunda que retoma a história de Kiryu, que após pensar ter se aposentado da Yakuza, é puxado de volta quando seu substituto é assassinado.

    Como o clã Tojo parece estar se desfazendo aos poucos quando seus líderes são mortos, os indivíduos remanescentes nas fileiras do Clã parecem ter interesses escusos e por mais que pareçam querer salvá-lo, suas intenções se revelam aos poucos.

    SINOPSE

    Kiryu pensava que os dias do Clã Tojo haviam ficado no passado. Ele e a jovem sob seus cuidados, Haruka Sawamura, construíram uma vida pacífica a partir das cinzas dos conflitos do passado. Mas foi necessário só um tiro para acabar com a paz. Yukio Terada, o 5º Chairman do Clã Tojo foi assassinado. Com uma guerra surgindo no horizonte, o lendário dragão de Dojima é puxado novamente para o mundo que ele queria deixar para trás.

    ANÁLISE

    Yakuza Kiwami 2

    Após tentar se manter distante, tudo que Kiryu mais odiava na Yakuza o força a voltar. Fazendo-o retornar aos antigos costumes e forçando-o a formar alianças duvidosas com seus principais inimigos, o Clã Omi a fim de garantir uma paz duradoura entre os dois mais poderosos Clãs de Tóquio.

    Quando um vácuo de poder surge após a morte do Presidente do Clã Tojo, não apenas explode uma guerra interna, quanto externa, forçando os dois mais poderosos clãs da Yakuza a entrar em guerra pelo controle absoluto.

    Após os acontecimentos de Yakuza Kiwami, que nos apresentava um Kiryu mais experiente e mais maduro, vemos que os perigos presentes na trama de Kiwami 2 vão além do que sabíamos e obriga nosso protagonista a retornar ao caos que reina na Yakuza.

    Ainda que Haruka – o principal motivo de preocupação de Kiryu – não estivesse em perigo, acontecimentos que se desenrolam colocam em risco não apenas o único interessado além de Kiryu em um tratado de paz – o 5º Chairman do Clã Omi, Jin Goda – mas a sobrevivência do Clã Tojo como um todo.

    Ambientado em 2006, um 1 ano após os acontecimentos de Yakuza Kiwami, o game nos leva por uma viagem profunda em relação não apenas das motivações não apenas dos indivíduos que tem interesse em uma vindoura guerra, mas também nos que farão de tudo para impedir que ela aconteça. Ao longo de seus 16 capítulos, testemunhamos como Kazuma Kiryu, Goro Majima, Makoto Date e muitos outros enfrentarão ameaças vindas de onde eles menos esperam, e a fim de garantir que seus inimigos consigam colocar em ação seus planos, amizades inesperadas surgirão.

    Um dos maiores desafios do jogo, é saber gerenciar sua árvore de habilidades e seus pontos. Ou seja, sabendo em quais habilidades investir, você terá um maior retorno em relação à sua progressão, de modo que a mesma não se fará tão frustrante.

    EVOLUÇÃO, GAMEPLAY E A DRAGON ENGINE

    A evolução de Kiryu pode ser notada desde o primeiro game – no caso, Yakuza 0 -, e isso é brilhante. Compreender toda sua história e analisá-la nos permitem ver Kiryu como um dos personagens mais bem escritos dos games. Suas motivações, desafios e ideais são o suficiente para manter o personagem em rota de colisão que vão em seu encontro desde o primeiro game.

    Ver o que Goro Majima se tornou após Yakuza 0 é tão brilhante como inesperado. Ao fim de Yakuza 0 tivemos um preview de quem o personagem havia se tornado e ao longo da gameplay, e em Kiwami 1, o personagem libera toda sua potência como o “Demônio de um olho só”, o que nos leva até Kiwami 2. Neste game, temos um modo campanha dividido em 3 capítulos distintos que conta um pouco da história de Goro. Desde suas relações com Kiryu, o Clã Tojo e sua rápida paixão por Makoto.

    A gameplay se distancia imensamente do que foi visto antes na franquia. Por meio de uma progressão linear, podemos crescer e adquirir habilidades ao receber pontos distintos em diversos ramos, seja em força, agilidade, velocidade, técnica e sorte. Os pontos obtidos ao realizar ações como comer, lutar contra inimigos, completar ações e até mesmo consumir itens de vida, te garantirão pontos para obter Habilidades de Batalha, Ações de Heat, Habilidades de Vida, e até mesmo Status Básicos, como limite de vida, ou até mesmo força máxima.

    Outro aspecto já característico da franquia, são os minigames disponíveis, cuja jogabilidade se mistura com as histórias e as ‘ dos personagens tanto de Kamurocho como de Sotenbori. Neste game, podemos correr nas pistas de kart, golfe, karaokê, Mahjong, Shogi e também nos oferece a oportunidade de jogar clássicos da Sega como Virtua Fighter 2 e Virtua On.

    Ainda que tenha me causado certo estranhamento em seus primeiros minutos, a Dragon Engine é algo que merece destaque. Implementada pela primeira vez em Yakuza 6, essa engine garante um melhor processamento, o que garante acesso à maiores áreas sem cortes de carregamento e também gráficos mais bonitos e mais fluídos.

    VEREDITO

    Yakuza Kiwami 2

    Yakuza Kiwami 2 é um dos games que proporcionam ao jogador uma experiência narrativa, se afastando dos dois primeiros em que o foco é a brutalidade presente na Yakuza, fantasmas do passado parecem assombrar nossos personagens e contas precisam ser pagas. Quando o Clã Tojo parece ruir aos poucos graças à forças internas e externas, segredos do passado se desdobrarão e inimigos nunca antes vistos se colocam entre a salvação e a aniquilação completa da organização.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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