Prepare-se para dar adeus às suas estantes cheias de capinhas. Segundo informações recentes, a Sony está se preparando para reduzir e, por fim, encerrar a fabricação de jogos físicos de PlayStation até o ano de 2028.
Essa decisão marca uma das maiores mudanças na história da indústria de videogames. Embora as vendas de mídia física venham caindo ano após ano, a internet já demonstrou forte descontentamento. Mas a grande questão é: como isso afeta os preços, as promoções e o futuro dos nossos consoles? Consultamos as análises de especialistas do mercado para entender o que vem por aí.
O que isso significa para o PlayStation 6?
O impacto mais imediato, segundo analistas, é que os consoles da próxima geração (o PlayStation 6 e o “Project Helix” do Xbox) muito provavelmente serão lançados sem leitor de discos.
Isso gera um problema gigantesco: retrocompatibilidade. Daniel Ahmad, diretor de pesquisa da Niko Partners, aponta que cerca de 500 milhões de jogos físicos foram vendidos na atual geração. O que acontece com essa biblioteca? A Sony pode tentar oferecer soluções, como um leitor de discos vendido separadamente (o que vai custar mais dinheiro) ou um programa de conversão de disco para digital (que também pode ter custos). Considerando os rumores de que o próximo console pode custar até US$ 1.000, essa transição pode ser brutal para os fãs.
Por que a Sony está fazendo isso? (Alerta de Spoiler: Dinheiro)
A resposta curta é: lucratividade e controle. Fabricar, embalar, enviar e estocar jogos físicos é caro. Além disso, as lojas de varejo ficam com uma fatia do lucro. E, claro, existe o mercado de usados, onde a Sony não ganha um centavo sequer.
Especialistas estimam que a PlayStation gera cerca de 50% a mais de receita ao vender um jogo exclusivo em formato digital em vez de físico. “Um disco é uma unidade de valor da qual o dono da plataforma deixa de lucrar no momento em que é vendido pela primeira vez”, explica Rhys Elliott, da Alinea Analytics. “Sem discos, tudo se converte em uma nova venda digital a preço cheio. Isso atende muito melhor à Sony do que um mercado de segunda mão próspero.”
Prepare-se para jogos mais caros e menos promoções
Com a morte do disco, a Sony (assim como a Microsoft) passa a ser a dona absoluta da “curva de preços”.
Em um mundo 100% digital, não há concorrência com o varejo. A PlayStation Store será o único lugar para comprar seus jogos. Eles decidem o preço de lançamento (que já está na casa dos R$ 350), por quanto tempo ele continuará caro e quando, ou se, o jogo entrará em promoção. O fim da mídia física representa um duro golpe na escolha e no poder de compra do consumidor.
O impacto nas lojas e edições de colecionador
Se você gosta de comprar Edições de Colecionador, o futuro também é sombrio. Já estamos vendo jogos, incluindo gigantes como GTA 6, serem anunciados apenas com o código digital dentro de uma caixa vazia. Lojas tradicionais de videogames e empresas focadas em jogos independentes físicos (como a Limited Run) terão que se reinventar ou fechar as portas.
Existe algum lado bom nisso tudo?
Surpreendentemente, sim, mas para os desenvolvedores. Para lançar um jogo em disco, o estúdio precisa enviar uma versão “Gold” (pronta) meses antes do lançamento para a gravação nas fábricas. É por isso que temos tantos jogos lançados quebrados, que dependem de um gigantesco “Patch de Dia 1”.
Em um ambiente puramente digital, os desenvolvedores ganham meses extras de trabalho para polir o jogo, o que pode resultar em lançamentos mais limpos e com menos bugs.
E você, o que acha dessa mudança? O caixão da mídia física já foi fechado?

Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.
Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

