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CRÍTICA | Dexter: New Blood – S1E8 Unfair Game

CRÍTICA | Dexter: New Blood – S1E8 Unfair Game

O oitavo episódio de Dexter: New Blood, intitulado Unfair Game, já está disponível na Paramount+. O novo capítulo da saga de Jim Lindsay (Michael C Hall) é roteirizado por Tony Saltzman e David McMillan, e dirigido por Sanford Bookstaver.

O texto a seguir terá spoilers do episódio

SINOPSE

Dexter luta por sua vida na floresta, levando a um confronto em um acampamento de verão abandonado. Harrison (Jack Alcott) se encontra dividido entre duas figuras paternas que podem conduzi-lo por dois caminhos diferentes. Angela (Julia Jones) faz algumas descobertas perturbadoras.

ANÁLISE

No oitavo episódio de Dexter: New Blood finalmente chegamos ao ponto de conflito da história. Após ser capturado no final do sétimo episódio, Dexter se torna a caça em um jogo de amador criado por Kurt (Clancy Brown).

É curioso pensar que um serial killer que faz vítimas há muitos anos, tenha terceirizado a caça de um assassino para um capanga amador. Afinal, se o próprio Kurt já teve problemas com suas vítimas, seria muito mais fácil entregar Harrison para o capanga sequestrar. De qualquer forma, este foi o plano pensado pelo roteiro pouco espirituoso de Saltzman e McMillan.

É difícil, no entanto, jogar a culpa para as saídas insossas do roteiro nas costas dos dois profissionais, já que Dexter: New Blood vem derrapando em suas escolhas desde o episódio Too Many Tuna Sandwiches. Uma sequência de saídas fáceis, com soluções estapafúrdias, tem resultado em uma trama pobre.

CRÍTICA | Dexter: New Blood – S1E8 Unfair Game

Em Unfair Game temos dois arcos bem desenvolvidos: o que envolve Kurt e Harrison e a caçada a Dexter. Por fora, acompanhamos os avanços de Angela e suas habilidades milagrosas de espionagem. O vai e vem de cenas, montados de forma a justificar a passagem do tempo entre os acontecimentos, passa uma sensação de trama bagunçada. Entretanto, em determinado momento do episódio, as situações acabam funcionando e a tensão se torna real.

Os pontos fortes de Dexter: New Blood estão todos concentrados em torno de Michael C. Hall, pois ele é o único elemento que nos traz alguma motivação para acompanhar o desenrolar da história. Sua relação com Harrison, que deveria ser o foco do seriado, começa a dar sinais de reestruturação, mas é difícil imaginar que irá ganhar força em apenas dois episódios.

Mesmo com a ótima cena de abertura, com Harrison e suas vítimas (perfeitamente conduzida por Sanford Bookstaver), além da ótima inversão de lógica com Dexter como a caça, Unfair Game se torna uma lambança em seus minutos finais. A pobre decisão criativa de colocar Angela pesquisando no Google sobre o Bay Harbor Butcher engoliu todo o avanço feito na narrativa até aquele momento.

CRÍTICA | Dexter: New Blood – S1E8 Unfair Game

Podemos elencar inúmeros momentos interessantes do episódio, mas infelizmente todos perderam força graças a péssima escolha criativa em seu encerramento. Inclusive o abraço entre Dexter e Harrison se tornou básico com uma decisão tão preguiçosa quanto aquela.

Portanto, mesmo Unfair Game sendo um episódio superior a Skin of Her Teeth, ainda assim seu roteiro simplista e decisões equivocadas o torna um capítulo básico.

VEREDITO

Unfair Game é um episódio que cria bons arcos, mas não consegue estabelecer uma trama relevante e bem conduzida. Mesmo com a segurança de Sanford Bookstaver na direção, as péssimas escolhas criativas conduzem Dexter: New Blood para um final duvidoso.

Nossa nota

3,0/5,0

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Relações-Públicas de formação. Com pós-graduação em Star Wars e universo expandido, mas Trekker de coração. Defensora de todos os Porgs, Ewoks e criaturas fofinhas da galáxia.