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CRÍTICA – O Mundo Sombrio de Sabrina (Parte 4, 2020, Netflix)

CRÍTICA – O Mundo Sombrio de Sabrina: Parte 4 (2020, Netflix)

A quarta e última parte de O Mundo Sombrio de Sabrina chega à Netflix no dia 31 de dezembro. Inspirada nas HQs homônimas, o seriado de Roberto Aguirre-Sacasa finaliza a jornada da bruxinha que foi iniciada em 2018.

SINOPSE

Ao longo dos oito episódios, a Parte 4 do seriado traz como ameaça Os Terrores do Sobrenatural. O Coven deve lutar contra cada ameaça terrível, uma por uma até a chegada d’O Vazio, que é o fim de todas as coisas.

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ANÁLISE

Quando o cancelamento de O Mundo Sombrio de Sabrina foi anunciado, o que mais se via na internet eram pessoas reclamando de mais um cancelamento na Netflix. Porém, no caso específico dessa produção, a escolha de encerrar nesta temporada foi extremamente acertada.

Roberto Aguirre-Sacasa, showrunner e roteirista da série, havia planejado 5 partes para o seriado, inclusive um crossover com Riverdale (que será abordado nos quadrinhos). Porém, se a ideia era desde o início seguir a premissa dessa temporada e terminar em uma próxima parte, talvez o cancelamento tenha vindo para o bem.

Após o estranho final da terceira parte, que deixou muitas pessoas sem entender o que realmente aconteceu, a quarta parte inicia como se tudo estivesse às mil maravilhas. Cada uma das Sabrinas, interpretadas por Kiernan Shipka, estão vivendo suas vidas nas realidades que escolheram.

Sabrina Estrela da Manhã está governando o inferno ao lado de seu pai e de Caliban (Sam Corlett), o mesmo personagem que tentou matá-la ao longo dos 9 círculos na temporada anterior. Por sua vez, Sabrina Spellman segue sua vida tranquila no colégio mortal e na academia.

Como Spellman é uma personagem extremamente insatisfeita com tudo o tempo todo, a vida pacata que ela tanto sonhava já não a agrada mais, visto que ela não tem um namorado — o que parece ser um requisito para que ela se sinta completa. Sua infelicidade obviamente causa problemas a todos, mais uma vez.

Além desses problemas causados por Sabrina Spellman, todos os bruxos e mortais precisam lidar também com Os Terrores do Sobrenatural, uma série de criaturas invocadas por Padre Blackwood (Richard Coyle) para, novamente, destruir a humanidade e conceder a ele poderes inimagináveis. Cada terror possui uma característica, sendo que todos eles levam ao “final boss” chamado O Vazio; que como o próprio nome já diz, é simplesmente o fim de tudo o que existe.

Como causa e salvadora de todos os acontecimentos da série, acompanhamos Sabrina Spellman e Sabrina Estrela da Manhã atuando contra Os Terrores do Sobrenatural um por um. A certa altura da temporada, o ritmo acaba ficando maçante e deveras repetitivo, pois parece que cada episódio é um ciclo simplesmente igual.

Os melhores momentos da temporada são quando os Terrores O Perverso e O Infindável aparecem, quebrando um pouco a lógica repetitiva. Há também a participação de Caroline Rhea e Beth Broderick, atrizes do clássico sitcom de 1996 Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, o que traz um certo ar nostálgico para a produção.

O elenco continua sendo a melhor parte de O Mundo Sombrio de Sabrina. Mesmo com um desenvolvimento menor nessa nova temporada, ainda há espaço para novos desdobramentos nas histórias de Roz (Jaz Sinclair), Harvey (Ross Lynch) e Theo (Lachlan Watson). Ambrose (Chance Perdomo), como em todas as temporadas, possui papel fundamental de guia para o telespectador, explicando cada acontecimento e suas consequências na história.

Entretanto, nem o ótimo elenco consegue manter um grande patamar nesta última temporada da série. É perceptível o quanto o roteiro sofreu pela falta de ideias e infelizmente não há muitos pontos positivos a serem destacados na Parte 4.

O Mundo Sombrio de Sabrina parece ter perdido todo o ar “sombrio” da primeira temporada ao longo de suas renovações. Dessa forma, se tornou muito mais um dramalhão do que, de fato, uma série sobre magia e suas consequências.

Vale ressaltar que todo o arco final faz completo sentido para o desenvolvimento dessa última temporada e foi uma ótima escolha do showrunner. Simples e coerente, a opção de finalização foi a melhor possível, principalmente quando levamos em consideração o histórico da personagem Sabrina ao longo dos anos.

VEREDITO

O Mundo Sombrio de Sabrina é o famoso guilty pleasure que vai deixar saudades, mas que infelizmente se encerra sem grandes vitórias e realizações neste último capítulo da saga.

Mesmo assim, o desfecho foi o mais respeitoso e coerente possível para a bruxinha que ganhou o coração dos espectadores da Netflix.

Nossa nota

3,0 / 5,0

Assista ao trailer:

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Relações-Públicas de formação. Com pós-graduação em Star Wars e universo expandido, mas Trekker de coração. Defensora de todos os Porgs, Ewoks e criaturas fofinhas da galáxia.