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CRÍTICA – The Eddy (2020, Damien Chazelle)

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CRÍTICA - The Eddy (2020, Damien Chazelle)

The Eddy é a mais nova produção da Netflix, criada por Damien Chazelle (Whiplash: em Busca da Perfeição, La La Land) e escrita por Jack Thorne.

HISTÓRIA

Elliot (Andre Holland) e Farid (Tahar Rahim) são os donos do clube The Eddy. A série acompanha as complicadas vidas dos dois e de todos que os rodeiam.

ANÁLISE

Damien Chazelle tem como marca forte em suas obras a utilização da música como elemento condutor. Em The Eddy, ela está presente a todo o momento, seja para nos dar um peso dramático, seja para nos dar um respiro de alegria no tom pesado e denso que é a constante da série.

Os tons pastéis em cenas de diálogos mais conflituosos, a penumbra das cenas no clube e o branco que clareia as conversas mais tranquilas, nos dando uma abordagem mais reconfortante daquele clima criado com muita melancolia formam uma melodia tão intensa quanto as musicas tocadas pela banda.

A proposta de Chazelle e Jack Thorne é de nos causar desconforto constante, pois nos deixa aflitos e temendo a todo momento pela integridade física e mental de cada um do extenso grupo de personagens.

A boa sacada de ter um episódio para cada nos deixa mais próximos de suas narrativas, uma vez que os torna importantes e nos fazendo temer por eles.

A série não é sobre música em si, e sim, tudo que ela representa, mostrando os sacrifícios de cada um para torná-la relevante dentro daquele contexto, muito parecido com o que o diretor já havia realizado em Whiplash, construindo uma trama tão forte quanto a do filme.

Outro ponto importante que é mostrado de uma forma sutil, mas respeitosa é a diversidade de culturas, sendo uma série extremamente rica nesse aspecto.

PERSONAGENS

Temos vários destaques importantes de personagens em The Eddy, citaremos os mais relevantes em suas propostas:

Elliot (Andre Holland) é um homem frio e amargurado por traumas do passado. Exigente, arrogante e egoísta, nos faz ter um pouco de asco com sua personalidade, contudo, tem diversos motivos para ser do jeito que é, pois carrega um fardo muito grande em suas costas.

A atuação de Andre Holland está impecável, uma vez que consegue explorar todos os sentimentos de Elliot com apenas alguns olhares mais preocupados e angustiados, assim como emoções mais fortes como raiva, orgulho e medo.

Farid (Tahar Rahim) é o cara boa praça do grupo. De bem com a vida, esconde alguns segredos obscuros, mas tem o cuidado de não transparecer para as pessoas que ama. É o coração de The Eddy.

Maja (Joanna Kulig) é uma cantora talentosa, mas tem frustrações com sua carreira. Por ter uma idade um pouco mais avançada para a estourar na profissão, tem que lidar com sua autoestima.

Joanna Kulig faz um excelente trabalho interpretando a personagem, pois nos passa de forma muito verossímil as ambições e problemas de Maja.

Jullie (Amandla Stenberg) é a filha problemática de Elliot. Mimada, malandra e teimosa, mostra vários atributos da personalidade de seu pai, porém, possui uma fragilidade devido aos diversos traumas de infância, dando várias camadas a personagem.

Amira (Leïla Bekhti) é a esposa de Farid, é uma mulher de personalidade forte. Rígida com as pessoas que ama, mas dedicada e amorosa, faz tudo que for necessário para proteger os seus. Proporciona um dos episódios mais emocionantes da série.

VEREDITO

Com uma musicalidade incrível, composta por Glen Ballard e Randy Kerber, faz com que se torne quase que um dos personagens da trama, The Eddy tem muita qualidade em sua proposta.

A série derrapa em poucos momentos com a cadência de alguns episódios e algumas escolhas equivocadas, todavia, é um grande acerto da gigante de streaming, pois tem um enredo poderoso e excelentes personagens.

Nossa nota

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Nota do publico
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Confira o trailer de The Eddy:

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