Início SÉRIE Crítica CRÍTICA – Tribes of Europa (1ª temporada, 2021, Netflix)

CRÍTICA – Tribes of Europa (1ª temporada, 2021, Netflix)

CRÍTICA – Tribes of Europa (1ª temporada, 2021, Netflix)

Tribes of Europa estreia no dia 19 de fevereiro e é a nova série alemã da Netflix. Criada por Philip Koch, e roteirizada por Jana Burbach e Benjamin Seiler – a mesma equipe de produtores do seriado Dark -, a produção de fantasia distópica busca se consagrar como um novo sucesso da gigante do streaming.

SINOPSE

Em uma Europa pós-apocalíptica e tomada por guerras entre microestados, três irmãos lutam para sobreviver enquanto uma ameaça ainda maior assombra o continente.

ANÁLISE

Em dezembro de 2029 uma catástrofe global colocou a humanidade inteira na escuridão, fazendo a Europa se dividir em tribos. Em 2074, décadas após o desastre, acompanhamos a história da tribo Orígines que vive escondida em uma floresta do continente.

É nessa tribo que conhecemos os protagonistas da trama: os irmãos Liv (Henriette Confurius), Kiano (Emilio Sakraya) e Elja (David Ali Rashed).

Tribes of Europa possui ótimo desenvolvimento para cada um dos personagens principais. Com arcos e objetivos específicos, cada irmão passa pelos mais diversos sacrifícios ao longo de suas jornadas, moldando suas personalidades e os tornando mais fortes.

A trama é coerente em seus desenrolares e, mesmo com alguns acontecimentos previsíveis, não se perde em sua construção. O roteiro de Koch em parceria com Burbach e Seiler funciona muito bem, sem se amparar em saídas fáceis para sustentar suas decisões. Diversas cenas são não só chocantes, como cruéis, estando em sintonia com uma humanidade que passou por uma era das trevas.

Os conceitos e princípios abordados pelas tribos existentes em Tribes of Europa se assemelham – e muito – a diversos discursos políticos que encontramos nos dias atuais. A ideia de que o mundo só será um lugar “melhor” se estiver alinhado aos desejos de um único indivíduo, ou de uma única bandeira, sem levar em consideração a diversidade de pensamentos e vontades.

A guerra armamentista e a necessidade de poder são também elementos presentes no seriado, que é muito feliz em diversas colocações. Aliado a isso, temos as ótimas atuações de Henriette e Emilio, que se destacam por possuírem os arcos mais profundos e sombrios. Emilio, na verdade, é uma grata surpresa, trazendo grande complexidade para seu personagem.

CRÍTICA – Tribes of Europa (1ª temporada, 2021, Netflix)

Dentre as atuações dos coadjuvantes podemos destacar Melika Foroutan e Oliver Masucci que interpretam, respectivamente, Varvara e Moses. Além de servirem como guias para Kiano e Elja, os personagens também possuem sua importância na trama.

Mesmo com apenas 6 episódios – e com média de 40 minutos por capítulo – a primeira temporada de Tribes of Europa termina de forma coesa e empolgante, deixando diversos ganchos para um possível segundo ano.

Ainda que tenha diversas reviravoltas ao longo da trama, tudo funciona perfeitamente, tornando o seriado mais um ótimo produto original da plataforma.

VEREDITO

Tribes of Europa é mais uma ótima produção internacional da Netflix. Com uma excelente equipe de roteiristas e um elenco de primeira, o seriado irá figurar facilmente entre os mais assistidos da plataforma.

Nossa nota

4,0/5,0

Assista ao trailer:

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