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CRÍTICA – Evil Eye (2020, Rajeev Dassani, Elan Dassani)

Evil Eye faz parte do projeto de quatro filmes realizados pela Blumhouse em parceria com a Amazon Prime Video.

SINOPSE

Usha (Sarita Choudhury) é uma mãe preocupada com sua filha Paliavi (Sunita Mani), visto que sofreu uma tentativa de assassinato quando era jovem. Ao receber a notícia de que Paliavi arranjou um novo namorado, Usha desconfia que o seu agressor está de volta no corpo dele, pois cria muitas paranóias. 

ANÁLISE

Evil Eye

Evil Eye é um longa que possui uma premissa interessante, mas que tem em sua execução a principal falha. 

Ao apresentar uma história lenta e repetitiva, em diversos momentos ficamos com uma sensação de cansaço, pois o texto acaba sendo maçante. O longa abusa dos diálogos expositivos e que servem para segurar a trama, por exemplo. Contudo, o ápice nunca chega e acabamos frustrados com o resultado que só aparece no terceiro ato com bastante obviedade.

As atuações estão bastante exageradas, com um diálogo risível na transição do segundo para o terceiro ato, pois há um texto bastante caricato. Sarita Choudhury e Sunita Mani entregam cenas dignas das novelas mexicanas reprisadas no Brasil, pois suas atuações são caricatas demais. A direção fica perdida em meio a tantos flashbacks, visto que apenas tem o intuito de nos cansar.

Nem os cenários lindos da Índia são explorados, nos sendo entregues apenas um trecho de uma cidade suja com tom amarelado e hostil. A intenção é a de nos deixar desconfortáveis na cena em questão, entretanto, a câmera com a lente estourada e cortes rápidos causa apenas confusão.

VEREDITO

Com uma trama fraca e que carece de boas atuações e direção, Evil Eye entrega pouco para uma promessa de um bom longa. O suspense dirigido pela dupla Rajeev Dassani e Elan Dassani tinha tudo para ser bom, todavia, nos apresenta uma experiência esquecível e desgastante.

Nossa nota

2,0 / 5,0

Leia também as críticas dos outros filmes do projeto da Blumhouse com a Amazon Prime Video:

Black Box (2020, Emmanuel Osei-Kuffour)

Mentira Incondicional / The Lie (2018, Veena Sud)

Nocturne (2020, Zu Quirke)

 

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