CRÍTICA – 365 Dias: Hoje (2022, Barbara Bialowas)

    Dois anos depois da estreia do seu primeiro longa, 365 Dias: Hoje chega ao catálogo da Netflix prometendo muitas cenas quentes e romance entre o casal Laura (Anna-Maria Sieklucka) e Massimo Torricelli (Michele Morrone).

    O filme mal estreou e até o momento da publicação desta crítica, ocupa a posição de primeiro lugar do Top 10 da gigante de streaming com 0% de aprovação no Rotten Tomatoes e vira piada nas redes sociais. Mas ao que podemos perceber, popularidade não significa qualidade.

    O segundo filme da franquia baseado na trilogia da obra de Blanka Lipińska, Este Dia, traz consigo problemas que a direção não se preocupou em resolver tanto quanto o romance disfarçado de abuso.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – 365 Dias (2020, Barbara Bialowas)

    SINOPSE

    Laura e Massimo voltam em uma história mais quente do que nunca. Agora, as conexões da família de Massimo complicam a vida do casal, que ainda precisa lidar com um homem misterioso que entra na vida de Laura decidido a conquistar seu coração e confiança a qualquer custo.

    ANÁLISE

    Dirigido novamente por Barbara Bialowas, 365 Dias: Hoje não passa de um gênero pornográfico, abusivo e com um olhar veemente masculino. Se você é um cinéfilo, esse filme não é para você. O foco do filme como seu antecessor é apenas um: sexo. Descartando completamente um roteiro inteligente, Bialowas não se preocupou em desenvolver um gancho com o primeiro longa, com as polêmicas repercutidas pela problematização de 365 Dias tanto quanto a tentativa de devolver a personagem Laura o que faltava: o poder sobre si mesma com um novo título de esposa do mafioso.

    No entanto, logo as temáticas de dominação masculina vem à tona no pós casamento e a ficha de Laura começa a cair. Massimo continua controlando sua rotina, impondo limites e alterando sua voz.

    A primeira impressão que eu tive foi que, já nos 25 minutos iniciais de filme eu estava assistindo um filme pornô; já no segundo ato assistia uma novela mexicana com roteiro de um triângulo amoroso e no final preferia que esse filme não tivesse existido.

    Embora encontremos todos os problemas do primeiro filme presentes na sequência, o que podemos notar é que os atores Anna-Maria Sieklucka e Michele Morrone estão mais confortáveis em suas atuações e que técnicas cinematográficas de fotografia, maquiagem, figurino e enquadramento de luz estão bem bonitas e cumprem o papel.

    VEREDITO

    Na insistência de romantizar uma produção pornô, infelizmente 365 Dias: Hoje nos traz mais do mesmo: uma trama confusa sem pé nem cabeça, personagens e arcos completamente aleatórios, um produto erótico do ponto de vista masculino trazendo Laura como um objeto pura e exclusivamente para dar prazer ao homem desnaturalizando o prazer feminino.

    O fato é que ainda veremos muitas polêmicas acerca do longa, tão desnecessário quanto o primeir.

    Nossa nota

    0,5 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    365 Dias: Hoje está disponível na Netflix.

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    Artigos relacionados

    CRÍTICA – Instinto Assassino (2022, David Hackl)

    Instinto Assassino é um filme original da Netflix e conta com a direção de David Hackl, além de Mel Gibson e Famke Janssen no elenco.

    CRÍTICA – Tico e Teco: Defensores da Lei (2022, Akiva Schiffer)

    Mais de três décadas após o cancelamento da série animada, Tico e Teco: Defensores da Lei agora tem um novo filme disponível no Disney+.

    CRÍTICA – Top Gun: Maverick (2022, Joseph Kosinski)

    Mais de três décadas se passaram do clássico Top Gun: Ases Indomáveis (1986) e agora Tom Cruise está de volta com Top Gun: Maverick!

    Noites Sombrias #67 | Jason Vai Para o Inferno: A Última Sexta-Feira 13 (1993, Adam Marcus)

    Jason Vai Para o Inferno é o sexto filme da franquia de um dos ícones da cultura pop e que trouxe um misto de sentimentos na crítica.