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CRÍTICA – Entre Facas e Segredos (2019, Rian Johnson)

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CRÍTICA - Entre Facas e Segredos (2019, Rian Johnson)

Entre Facas e Segredos é o novo filme do diretor e roteirista Rian Johnson, conhecido por seu trabalho em Looper e Star Wars: Os Últimos Jedi – sendo esse último um dos filmes mais divisivos dos últimos anos. Como forma de desbravar outros gêneros, Johnson traz para o seu último projeto um estilo de filme “whodunit“, onde a audiência acompanha o desenrolar da trama até descobrir quem é o responsável pelo assassinato.

Em Entre Facas e Segredos, acompanhamos a história de Harlan Thrombey (Christopher Plummer), um escritor de romances policiais (e de detetive) extremamente bem-sucedido. Após o seu aniversário, Harlan é encontrado morto em sua mansão, tornando todos os que compareceram a festa – na noite anterior – suspeitos de homicídio.

Como forma de recapitular os acontecimentos e as intrigas que envolvem a família Thrombey, os detetives Lieutenant Elliott (LaKeith Stanfield) e Wagner (Noah Segan) entrevistam cada um dos suspeitos, com a ajuda de Benoit Blanc (Daniel Craig), um famoso detetive de Nova Iorque.

O elenco de Entre Facas e Segredos é impressionante e digno de premiações. Não é todo dia que vemos tantos atores a-list figurarem em uma mesma película. Além dos já citados, o elenco conta com também com Jamie Lee Curtis, Toni Collete, Chris Evans, Don Johnson, Michael Shannon, Ana de Armas e Katherine Langford em sua formação principal.

Com 130 minutos de duração, o longa consegue desenvolver todos os passos de cada suspeito até chegar no grande plot final. Para aqueles atentos aos detalhes, é fácil identificar qual será o desfecho da trama, que consegue se inspirar em grandes histórias de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle. Toda a ambientação e fotografia é uma grande homenagem de Johnson aos filmes clássicos de suspense, fato corroborado também pela empolgante trilha sonora de Nathan Johnson.

Devido a sua longa duração, há bastante espaço para os personagens principais da trama dominarem o tempo de tela. A maioria do elenco estelar acaba tendo mais espaço na primeira hora de filme, aparecendo menos ao decorrer da investigação conduzida por Benoit. Rian Johnson encontra também brechas para falar sobre diferenças de classes e imigrantes, um tempero a mais na rede de intrigas protagonizada pela família Thrombey.

Ana de Armas encontra nessa produção espaço para brilhar, mostrando um pouco mais de sua atuação e construindo caminho sólido em Hollywood. Destaque também para Katherine Langford que, mesmo com pouquíssimo tempo de tela, consegue entregar uma ótima atuação – em meio a atores e atrizes renomados.

Entre Facas e Segredos é um ótimo exemplo de como o gênero de investigação com elementos antigos pode se encaixar nos dias atuais. Mesclando tecnologias recentes – assim como a série da BBC, Sherlock Holmes – com uma ambientação clássica, o longa consegue aproveitar o melhor dos dois mundos.

Mesmo com alguns problemas em seu roteiro, Entre Facas e Segredos entrega um resultado extremamente satisfatório.

Nossa nota

Assista ao trailer legendado:

Entre Facas e Segredos chega amanhã (05) aos cinemas. Lembre-se de voltar aqui após assisti-lo para deixar sua avaliação e seus comentários.

Nota do publico
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