Início FILMES Crítica CRÍTICA – Mudança Mortal (2021, Peter Winther)

CRÍTICA – Mudança Mortal (2021, Peter Winther)

Mudança Mortal é um longa dirigido e roteirizado por Peter Winther (O Guardião – Em Busca da Lança Perdida) e tem Ashley Greene (saga Crepúsculo) e Shawn Ashmore (X-Men 2, The Boys) como protagonistas.

SINOPSE

Natalie (Ashley Greene) e Kevin (Shawn Ashmore) são um casal com problemas conjugais que buscam uma nova tentativa de reaproximação.

Para que isso se concretize, eles decidem comprar uma casa na qual um assassinato-suicídio aconteceu e, pelo visto, coisas macabras ainda continuam acontecendo naquele lugar.

ANÁLISE

Mudança Mortal é um longa original da Netflix que lembra, e muito, outros dois títulos de seu catálogo, pois tem elementos semelhantes em diversos momentos. São eles: Vende-Se Esta Casa e À Espreita do Mal, que tem tramas próximas de Mudança Mortal.

A direção de Winther é uma das mais esquisitas que eu já vi, uma vez que suas técnicas são questionáveis. O cineasta possui uma necessidade muito grande de usar a lente grande angular, apresentando cenas com uma perspectiva ruim e não mostrando não saber utilizar seu espaço físico. Ele teve diversas oportunidades de mostrar vultos, silhuetas e aproveitar a casa enorme da qual os protagonistas moram.

Além disso, o roteiro é risível, visto que não temos respiro entre uma problemática e outra, colocando os personagens em diversas pílulas de diálogos ao estilo The Room. Para exemplificar, em dado momento, o casal está super bem conversando e, poucos minutos depois, já estão brigando e, logo na cena seguinte, já resolveram a briga com uma elipse que já os mostra no dia seguinte como se nada tivesse acontecido.

E OS PROBLEMAS NÃO PARAM POR AÍ EM MUDANÇA MORTAL…

Para piorar, as atuações do elenco são péssimas, uma vez que não há química e muito menos entrega. Greene é caricata e entrega cenas mais cômicas do que de tensão de sua personagem. Sua impostação de voz é bizarra, pois a todo o momento ela desafina e não consegue apresentar emoções de uma pessoa saudável.

Já Ashmore nos apresenta um marasmo completo, como se estivesse morto por dentro. Embora seu Kevin seja um homem machucado por uma traição, algo que é lembrado a todo o momento, ele parece estar sempre num tom blasé em sua vida.

Há uma tentativa de profundidade na história e características do casal, mas Winther falha miseravelmente em sua proposta.

VEREDITO

Mudança Mortal é um filme genérico e com péssima execução por parte de um cineasta sem inspiração. Com atuações e texto risíveis, o longa nos deixa mais constrangidos do que assustados, mesmo que sua premissa seja intrigante por se basear na história real de um casal atormentado em sua vida por uma situação difícil. Todavia, mais complicado é não ficar decepcionado com mais uma obra genérica no gênero de terror.

Nossa nota

1,3/5,0

Confira o trailer de Mudança Mortal:

Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

Artigo anteriorCRÍTICA – Monster Hunter: Legends of the Guild (2021, Steve Yamamoto)
Próximo artigoCRÍTICA – Batman: O Longo Dia das Bruxas – Parte 2 (2021, Chris Palmer)
Relações-públicas, gremista, nerd, escorpiano e palestrinha. Parece futebolista, pois só vive descendo a lenha. DC é melhor que Marvel, todavia, amamos as duas.